
A complexidade tecnológica nas empresas nunca foi tão alta. Ambientes Multicloud já são realidade em mais de 90% das organizações, segundo o Gartner. O custo médio de um vazamento de dados ultrapassou US$ 4,4 milhões por incidente, de acordo com a IBM. E 80% das empresas definem eficiência como objetivo central de suas iniciativas de IA, segundo a McKinsey, mas transformar essa adoção em vantagem competitiva real exige mais do que ferramentas: exige integração, governança e capacidade de execução.
É nesse cenário que a e-Core, consultoria global de tecnologia, anunciou um plano de investimentos de R$ 70 milhões ao longo de 2026 e 2027, direcionado a três frentes que concentram os maiores gargalos e as maiores oportunidades das áreas de tecnologia: Inteligência Artificial, cibersegurança e AIOps. Desse total, R$ 35 milhões já estão comprometidos para 2026.
“As empresas estão lidando com um nível de complexidade tecnológica sem precedentes. Não se trata apenas de adotar novas ferramentas, mas de garantir que essas inovações operem de forma integrada, segura e eficiente. Nosso investimento está direcionado exatamente para resolver esse desafio na prática”, afirmou Vinícius Pinheiro, CEO Latam da e-Core.
Os investimentos consolidam a capacidade da e-Core de incorporar agentes de IA ao seu portfólio — que inclui App Dev, Cloud, AIOps, DevOps e Gestão Estratégica de Portfólio — e ampliam a capacidade de apoiar clientes em projetos de IA e dados para ganhos reais de produtividade. A estratégia combina a evolução das ofertas existentes com o desenvolvimento de novas soluções, como copilots corporativos, automação inteligente de processos e observabilidade avançada.
Na frente de IA, a empresa avança em IA Generativa aplicada a operações, Analytics preditivo, automação de workflows e Machine Learning, com foco em aumentar produtividade e apoiar a tomada de decisão em tempo real.
Em parceria com a Atlassian, a e-Core apoia equipes de tecnologia com agentes que automatizam fluxos de trabalho em DevOps e Gestão Estratégica de Portfólio — desde a criação de stories e geração de código até deployments em produção —, conectando objetivos estratégicos ao portfólio de projetos com inteligência artificial.
“O mercado está dividido: de um lado, empresas que avançam rapidamente com IA mas correm riscos ao apostar em soluções frágeis e pouco escaláveis. De outro, organizações que se travam em discussões de governança e ficam para trás. O diferencial competitivo está em encontrar o caminho do meio, escalar com velocidade, mas com arquitetura sólida, segurança e impacto real no negócio. É exatamente isso que nossos clientes nos demandam”, comentou Pinheiro.
Segurança da estratégia à operação
Em cibersegurança, a e-Core atua de ponta a ponta: da gestão de risco e resiliência à visibilidade e proteção da superfície de ataque, chegando às operações de segurança com IA, incluindo SOC cognitivo. Uma abordagem que acompanha o crescimento das ameaças digitais e o aumento da exposição das organizações em ambientes cada vez mais distribuídos.
Em AIOps, o investimento está sendo direcionado para novos agentes especializados que atuam ao lado de profissionais experientes para manter aplicações críticas sem downtime. Clientes já confiam nessa combinação para sustentar operações com até 60 mil transações por minuto. Os novos agentes ampliam essa capacidade com monitoramento contínuo, antecipação de falhas e salas de guerra assistidas por IA, resolvendo incidentes antes que impactem o negócio.
Liderança e expansão
O plano está diretamente conectado a uma reestruturação de liderança que reflete o momento da companhia. Vinícius Pinheiro assume como CEO Latam com foco na evolução tecnológica do portfólio e na entrega para clientes da região. Já nos Estados Unidos — mercado que representa 60% do faturamento da e-Core —, o sócio-fundador e CEO Márcio Silveira lidera as operações da América do Norte, com foco na proximidade com clientes enterprise e um investimento expressivo na expansão do time comercial na região.
“IA, cibersegurança e AIOps deixaram de ser tendências e passaram a ser infraestrutura estratégica para qualquer organização que queira crescer com eficiência e resiliência. É para isso que estamos direcionando nosso investimento”, finalizou Pinheiro.

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