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Mais de um milhão de contas bancárias foram comprometidas em 2025, diz Kaspersky

Os atacantes estão se afastando do malware tradicional de PC banking e passando a usar a engenharia social e os mercados da dark web, enquanto o malware financeiro móvel continua crescendo

Mais de um milhão de contas bancárias foram comprometidas em 2025, diz Kaspersky

De acordo com um novo relatório da Kaspersky, empresa global de segurança cibernética, mais de 1 milhão de contas bancárias online atendidas pelos 100 maiores bancos do mundo foram vítimas de roubo de informação: as credenciais dessas contas estavam sendo compartilhadas na dark web. Os países com o maior número de contas comprometidas por banco foram Índia, Espanha e Brasil. As contas bancárias online foram comprometidas por ladrões de informações, à medida que as ameaças cibernéticas financeiras se deslocaram para roubo de credenciais e reutilização de dados. Os atacantes estão se afastando do malware tradicional de PC banking e passando a usar cada vez mais a engenharia social e os mercados da dark web, enquanto o malware financeiro móvel continua crescendo.

O phishing financeiro tradicional não desapareceu. Páginas que imitavam lojas online dominavam o cenário do phishing financeiro (48,5%) em 2025, alta de 10,3% em relação a 2024), seguidos pelos bancos (26,1% em 2025, queda de 16,5% a partir de 2024) e sistemas de pagamento (25,5% em 2025, aumento de 6,2% em relação a 2024). A queda no phishing bancário pode sugerir que esses serviços estão se tornando cada vez mais difíceis de se passar com sucesso, e os fraudadores estão se voltando para formas mais fáceis de acessar as finanças dos usuários.

A dark web se tornou um centro central para crimes cibernéticos financeiros. Credenciais e cartões bancários roubados que foram colhidos pelos infostealers são agregados, reembalados e vendidos

Atacantes estão adaptando campanhas para hábitos digitais regionais. No Oriente Médio, o phishing financeiro está esmagadoramente concentrado no comércio eletrônico (85,8%), indicando forte dependência de atrações no varejo online, enquanto na África leads de phishing relacionados a bancos (53,75%), o que pode indicar que a segurança da conta de usuário lá ainda é insuficiente. A América Latina mostra uma distribuição mais equilibrada, mas com uma participação maior no comércio eletrônico (46,3%) e bancos (42,25%), enquanto APAC e Europa apresentam uma abordagem mais equilibrada entre as categorias, apontando para estratégias de ataque diversificadas.

Malware financeiro

Em 2025, a queda no número de usuários afetados por malware financeiro para PC continuou à medida que os usuários se tornaram cada vez mais confiantes em dispositivos móveis para gerenciar suas finanças. Ao contrário dos malwares bancários para PC, os ataques a apps bancários para dispositivos móveis cresceram 1,5 vezes em 2025 em comparação ao ano anterior.

Ameaças financeiras e a dark web

Complementando o setor financeiro tradicional, malwares do tipo Infostealers desempenharam um papel significativo na viabilização de crimes financeiros, tanto em PCs quanto em dispositivos móveis, coletando credenciais de login, cookies e números de cartão, além de preenchimento automático de dados dos navegadores. Dados da Kaspersky apontaram para um aumento nas detecções de infostealers (aumento global de 59% nos PCs de 2024 a 2025), alimentando ataques baseados em credenciais.

“A dark web se tornou um centro central para crimes cibernéticos financeiros. Credenciais e cartões bancários roubados que foram colhidos pelos infostealers são agregados, reembalados e vendidos ali, enquanto kits de phishing direcionados a usuários de produtos financeiros são oferecidos como serviços, prontos para uso. Isso cria um ecossistema autossustentável onde o roubo de dados ocorre e operações de fraude se reforçam, tornando os ataques escaláveis e fáceis de serem feitos por fraudadores com pouca experiência. Quebrar esse ciclo exige Inteligência proativa de ameaças por parte das organizações, e aumento consciência e escrutínio por parte dos usuários individuais”, comenta Polina Tretyak, analista da Kaspersky Digital Footprint Intelligence (DFI).

Serviço
www.kaspersky.com

 

 

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