
A Check Point Software anunciou uma arquitetura de referência voltada à segurança de infraestruturas privadas de Inteligência Artificial (IA), em um cenário de expansão dos investimentos corporativos nesse tipo de ambiente. A proposta cobre da camada de hardware à de aplicação e se baseia em tecnologias próprias de firewall e segurança para IA, além das capacidades de processamento de dados do Nvidia BlueField.
Segundo a empresa, o avanço da adoção de IA tem levado organizações a concentrar ativos estratégicos em ambientes próprios, incluindo clusters de GPU, processos de treinamento, aplicações de inferência e modelos proprietários. Esse movimento ocorre em ritmo mais rápido do que a evolução das arquiteturas de segurança, ampliando a exposição a riscos.
“A infraestrutura de IA tornou-se um dos ativos mais valiosos e mais vulneráveis dentro das empresas”, afirma Nataly Kremer, Chief Product Officer (CPO) da Check Point. “O AI Factory Security Architecture Blueprint é a forma como proporcionamos às organizações a proteção desses investimentos desde a base, em todas as camadas da infraestrutura tecnológica”, explica.
Ambientes de computação voltados à IA combinam processamento de alto desempenho, grandes volumes de dados e interfaces em tempo real, o que amplia a superfície de ataque em relação a Data Centers tradicionais. Entre os principais riscos estão o envenenamento de dados de treinamento, o roubo de modelos, a movimentação lateral em ambientes orquestrados, a exploração de APIs de inferência e falhas na cadeia de suprimentos de software.
A arquitetura apresentada pela empresa organiza a proteção em quatro camadas, incluindo controles no perímetro da rede, proteção de aplicações e modelos de linguagem, mecanismos integrados à infraestrutura de processamento e segmentação de ambientes em clusters de contêineres. A proposta também incorpora o conceito de Confiança Zero, com validação contínua de usuários, serviços e chamadas de API.
De acordo com a Check Point, o modelo segue diretrizes de segurança desde a concepção defendidas pela Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA), dos Estados Unidos, e está alinhado a frameworks de governança de IA, como o NIST AI Risk Management Framework e o Gartner AI TRiSM. A arquitetura prevê ainda requisitos de rastreabilidade e auditoria para atendimento a regulamentações como LGPD, EU AI Act, GDPR, HIPAA, PCI-DSS e ISO 42001.
Serviço
www.checkpoint.com

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