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Tecnologia é solução para PMEs acessarem crédito mais barato no Brasil

Tokenização de recebíveis desponta como caminho para democratizar o crédito no País, permitindo que pequenas e médias empresas antecipem recebíveis, reforcem o caixa e reduzam a dependência de linhas tradicionais mais caras

Tecnologia é solução para PMEs acessarem crédito mais barato no Brasil

Obter crédito no Brasil nunca foi barato para quem tem CNPJ de pequeno ou médio porte. Dados do Banco Central mostram que a taxa média mensal de juros para pessoas jurídicas nas operações com recursos livres atingiu 1,83% ao mês em maio de 2025, o maior patamar desde janeiro de 2023 e o equivalente a mais de 24% ao ano apenas no crédito de capital de giro de curto prazo. Para muitas PMEs, esse custo é simplesmente inviável, forçando empresas a recusar pedidos, paralisar expansões ou contrair dívidas impagáveis.

A resposta está na eliminação de intermediários e na Automação de processos 

É nesse cenário que a tokenização de recebíveis ganha força como uma das soluções mais promissoras para o mercado de crédito brasileiro. Segundo André Carneiro, CEO da BBChain, ao converter duplicatas, notas comerciais e outros direitos creditórios em tokens digitais registrados em Blockchain, empresas conseguem captar recursos diretamente de investidores e sem a intermediação onerosa dos bancos tradicionais, com mais transparência e, em muitos casos, à taxas mais competitivas.

Por que a tokenização pode ser mais barata para as PMEs?
A resposta está na eliminação de intermediários e na Automação de processos. Segundo Dados do Project Aurora a tokenização do crédito pode reduzir custos operacionais em até 38%, ao automatizar fluxos financeiros, consolidar registros e eliminar intermediários desnecessários. No modelo bancário tradicional, uma PME que precisa antecipar uma duplicata passa por análise de crédito, aprovação manual, tarifas de cartório, spread bancário e uma série de outros custos que encarecem a operação.

“Na tokenização, esse mesmo recebível pode ser convertido em um token digital, registrado em Blockchain e listado em uma plataforma regulada, onde é disponibilizado diretamente a investidores. Isso elimina parte dos intermediários do processo tradicional, reduz burocracias e encurta prazos. Em muitos casos, a operação pode ser concluída em poucas horas, com custos significativamente menores do que os praticados em modelos convencionais de antecipação de crédito”, explica André.

Para uma PME interessada em tokenizar seus recebíveis, o processo envolve basicamente três etapas: a identificação e validação dos recebíveis elegíveis; a escolha de uma plataforma autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para estruturar a operação; e a distribuição dos tokens a investidores. Plataformas e outras instituições autorizadas já oferecem esse serviço de ponta a ponta, integrando emissão, distribuição e liquidação em ambiente regulado.

Apesar do potencial de reduzir custos, a tokenização também exige cuidados por parte das PMEs. A empresa continua dependente do pagamento dos seus clientes, ou seja, se houver inadimplência, a operação pode ser afetada. Além disso, é preciso comprovar que os recebíveis são reais e estão regulares para que possam ser ofertados aos investidores. Na prática, a tecnologia pode facilitar o acesso ao crédito, mas demanda organização financeira e atenção às exigências legais.

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