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ISPs avançam em negociações do Wi-Fi 7 e aplicações ao 6 GHz no MWC 2026

A Abrint participa de redadas de negociação e conversas para que as tecnologias Wi-Fi 7 e aplicações associadas ao 6 GHz, cheguem ao mercado brasileiro com maior velocidade e previsibilidade regulatória

ISPs avançam em negociações do Wi-Fi 7 e aplicações ao 6 GHz no MWC 2026

No Mobile World Congress 2026 (2 a 5/3 em Barcelona, Espanha), a Abrint (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações) está participando de conversas e negociações com parceiros para acelerar a transferência de inovação e ampliar parcerias para que as tecnologias Wi-Fi 7 e aplicações associadas ao 6 GHz, cheguem ao mercado brasileiro com maior velocidade, previsibilidade regulatória e impacto ao consumidor.

Durante o evento, a entidade avançou na parceria com a Ruckus Networks para a realização de testes de conectividade Wi-Fi outdoor na faixa de 6 GHz no Brasil. A iniciativa, discutida em reunião técnica, busca avaliar o desempenho e as condições de uso do espectro em ambientes externos.

A comitiva da Abrint também se reuniu com a equipe global de wireless da Intel para discutir o custo elevado de equipamentos compatíveis com 6 GHz no Brasil e os obstáculos à massificação da tecnologia

Os resultados dos testes com a Ruckus Networks — marca de equipamentos e softwares para redes com e sem fio, de propriedade da CommScope — deverão ser apresentados durante o Abrint Global Congress (AGC), programado para maio, em São Paulo. A proposta é produzir evidências técnicas sobre a operação da faixa de 6 GHz em cenários de alta demanda por capacidade e qualidade de conexão.

Também foram debatidas com a Ruckus Networks as soluções de convergência fixa-móvel, com tecnologias que permitem ao usuário transitar entre redes Wi-Fi e celular sem interrupção da experiência, tema estratégico para provedores regionais que ampliam atuação em modelos como operadoras móveis virtuais (MVNOs). Segundo a Abrint, o objetivo é contribuir para ampliar a capacidade de rede em áreas com crescimento do consumo de dados.

“Esse esforço é fundamental para mostrarmos, com evidências técnicas, como o 6 GHz pode operar com eficiência e segurança em ambientes externos e ampliar capacidade de rede onde há demanda crescente por qualidade”, explica Breno Vale, presidente da Abrint.

A comitiva da Abrint também se reuniu com a equipe global de wireless da Intel para discutir o custo elevado de equipamentos compatíveis com 6 GHz no Brasil e os obstáculos à massificação da tecnologia, cuja adoção ainda é limitada no mercado nacional. Foram debatidos os desafios para ampliar a presença de dispositivos com suporte à faixa, enquanto a empresa destacou a expansão global de produtos embarcados compatíveis com 6 GHz.

A empresa reiterou a defesa da evolução do Wi-Fi, com ênfase em Wi-Fi 6 e Wi-Fi 7, como base para ampliar capacidade, qualidade de conexão e novos serviços ofertados pelos ISPs

As duas organizações defenderam medidas para reduzir o preço final ao consumidor e acelerar o ciclo de atualização tecnológica. “Conversamos sobre como atuar juntos para tornar os equipamentos mais acessíveis ao usuário. A Intel tem a mesma visão que a Abrint: defendem o uso integral da faixa e veem o 6 GHz como o futuro da conectividade”, afirmou Breno Vale. A agenda reforça o posicionamento da associação em favor do uso integral da faixa de 6 GHz no Brasil.

Redes domésticas

No eixo de inovação e redes domésticas, a Abrint esteve com o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressitas) em audiência com a TP-Link. A fabricante reafirmou investimentos superiores a R$ 130 milhões no mercado brasileiro e indicou foco crescente em soluções de Internet das Coisas (IoT) para residências, com dispositivos conectados diretamente ao Wi-Fi, incluindo câmeras com inteligência artificial voltadas à leitura de padrões de rotina e funcionalidades associadas a quedas e ocorrências no ambiente doméstico.

A empresa reiterou a defesa da evolução do Wi-Fi, com ênfase em Wi-Fi 6 e Wi-Fi 7, como base para ampliar capacidade, qualidade de conexão e novos serviços ofertados pelos ISPs.

No campo institucional, a Abrint aprofundou o diálogo com a World Broadband Association (WBBA), que demonstrou interesse no modelo brasileiro e discutiu cooperação técnica para mapear investimentos globais em banda larga. “Estar próximo da WBBA nos permite absorver tendências e, ao mesmo tempo, levar ao debate internacional as lições de um ecossistema que conectou o Brasil com diversidade e capilaridade”, afirmou Janyel Leite, líder do Conselho de Administração da Abrint.

Regulação

Ainda no primeiro dia de agenda, a associação se reuniu com o Information Technology Industry Council (ITI), que manifestou preocupação com o endurecimento de propostas regulatórias para o ambiente digital no Brasil e reforçou a importância de processos que envolvam mais atores do setor, incluindo provedores regionais. O encontro reafirmou o compromisso de manter interlocução para compreender impactos regulatórios, mapear riscos à inovação e fortalecer o ambiente de investimento e expansão da conectividade.

Serviço
www.abrint.com.br

 

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