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Segurança Digital deve entrar na conta básica do microempreendedor brasileiro

Para quem depende do próprio trabalho e dos próprios documentos para gerar renda, proteger esses arquivos e negócio

Segurança Digital deve entrar na conta básica do microempreendedor brasileiro

O Brasil tem cerca de 26 milhões de trabalhadores autônomos e 3,9 milhões de microempreendedores individuais, segundo IBGE e Sebrae. Esse contingente depende cada vez mais de ferramentas digitais para trabalhar, vender, formalizar contratos e receber pagamentos. A digitalização do trabalho avança rapidamente, mas a adoção de práticas básicas de Segurança documental ainda não acompanha esse movimento.

O alerta é urgente. Apenas no primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou quase 7 milhões de tentativas de golpe, segundo o Serasa, com o setor bancário entre os mais afetados. No dia a dia, as fraudes se traduzem em contratos falsificados, cobranças indevidas e uso indevido de Dados. São situações que atingem microempreendedores, contadores, advogados e prestadores de serviço em geral.

Uma camada básica de Segurança documental permite garantir integridade, autenticidade e rastreabilidade, reduzindo a exposição a fraudes e conflitos que podem comprometer a continuidade do trabalho 

Para Rodrigo Munhoz, diretor de vendas digitais da Adobe para a América Latina, o principal entrave não é tecnológico, mas cultural. “Ainda existe a percepção de que Segurança Digital é um luxo corporativo. Na prática, ela já é uma necessidade básica para quem depende do próprio trabalho para gerar renda. Um contrato perdido, um documento alterado ou um golpe bem-sucedido pode comprometer meses de trabalho de um profissional autônomo”, afirma.

Munhoz pontua que estruturar uma camada básica de segurança digital pode custar menos do que a própria formalização do negócio. “Enquanto o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) do MEI parte de R$ 81, já existem soluções de assinatura eletrônica e proteção documental, como o Acrobat Pro, a partir de R$ 55 por mês”, disse.

No fim das contas, investir em Segurança Digital deixou de ser uma decisão opcional e passou a fazer parte da rotina profissional de quem trabalha com documentos. Para advogados, contadores, administradores e consultores, contratos, procurações, orçamentos, laudos e pareceres não são apenas arquivos: são ativos que sustentam acordos, comprovam entregas e resguardam responsabilidades. Quando esses documentos não estão protegidos, o risco deixa de ser apenas financeiro e passa a ser também jurídico e reputacional.

Na prática, falhas simples (como o envio de contratos sem controle de versão, assinaturas sem validação adequada ou documentos armazenados sem proteção) podem abrir espaço para questionamentos, disputas e prejuízos difíceis de reverter. Uma camada básica de Segurança documental permite garantir integridade, autenticidade e rastreabilidade, reduzindo a exposição a fraudes e conflitos que podem comprometer a continuidade do trabalho.

Segurança Digital não é um gasto extra, é a forma mais simples e acessível de proteger o próprio sustento. Para quem depende do próprio trabalho e dos próprios documentos para gerar renda, proteger esses arquivos e negócio”, conclui Munhoz.

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