book_icon

Empresas repensam gestão de aplicações para mais eficiência operacional e experiência do cliente

Ambientes mais complexos exigem abordagens integradas, orientadas por Dados e preparadas para evoluir continuamente

Empresas repensam gestão de aplicações para mais eficiência operacional e experiência do cliente

Desde o ano passado, empresas do setor de telecomunicações passaram a revisar seus modelos de gestão de aplicações como parte de um movimento estrutural de transformação operacional, que se consolida como tendência para 2026. A mudança reflete o aumento da complexidade dos ambientes digitais e a necessidade de sustentar eficiência, escalabilidade e qualidade de experiência em um setor cada vez mais orientado por software.

O setor de Telecom, Mídia e Tecnologia (TMT) vive um momento de reposicionamento estratégico. Dados da PwC mostram que, em 2025, o valor global das operações de fusões e aquisições em TMT cresceu 49%, com o segmento de telecom apresentando avanço de aproximadamente 8% no valor das transações. O movimento sinaliza uma realocação de investimentos em capacidades digitais, automação e plataformas tecnológicas.

Esse cenário amplia a pressão por modelos de gestão de aplicações mais maduros e orientados por Dados

Apesar dos avanços contínuos em infraestrutura de rede, executivos de TI e operações reconhecem que gargalos nas camadas de software seguem impactando a agilidade do negócio e a percepção do cliente final. Ambientes fragmentados, sistemas legados críticos e a baixa integração entre aplicações de negócio e Canais digitais tornam a operação mais custosa e menos responsiva às demandas do mercado.

“Durante muito tempo, a discussão em telecom esteve concentrada quase exclusivamente na infraestrutura. Hoje, o setor começa a reconhecer que eficiência operacional e experiência do cliente dependem, cada vez mais, da forma como as aplicações são geridas, integradas e monitoradas”, afirma Leandro Renzi, líder de vendas Brasil da Getronics.

Estudos da Juniper Research apontam que, para este ano, a competitividade das operadoras estará cada vez mais associada à capacidade de automatizar operações, integrar plataformas digitais e escalar serviços baseados em software, impulsionados por Inteligência Artificial, APIs e novos modelos de serviços. Esse cenário amplia a pressão por modelos de gestão de aplicações mais maduros e orientados por Dados.

No contexto global, a PwC também estima que, nos próximos anos, trilhões de dólares serão direcionados a investimentos em Inteligência Artificial, plataformas digitais e infraestrutura associada. Embora esses aportes não estejam restritos ao setor de telecom, eles evidenciam uma tendência clara: a Transformação Digital exige uma base sólida de aplicações bem geridas para gerar retorno e sustentabilidade operacional.

“O que muda não é apenas a tecnologia, mas a lógica de gestão. As aplicações deixam de ser vistas apenas como suporte e passam a ser tratadas como ativos estratégicos, com impacto direto em eficiência, inovação e experiência”, complementa Renzi.

Em telecom, um setor em que a disponibilidade contínua e a resposta rápida a falhas são críticas, essa revisão ganha ainda mais relevância. Ineficiências na gestão de aplicações afetam diretamente indicadores como churn, reputação e receita, tornando a modernização desses modelos uma prioridade para diretores de TI e gestores de operações.

O movimento indica uma transição clara no mercado, indo da gestão reativa e fragmentada para abordagens mais integradas, preparadas para sustentar a evolução contínua dos serviços digitais e as novas demandas do setor.

“A revisão dos modelos de gestão de aplicações reflete uma mudança estrutural. Ambientes mais complexos exigem abordagens integradas, orientadas por Dados e preparadas para evoluir continuamente”, conclui o executivo.

As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicados refletem exclusivamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da Infor Channel ou qualquer outros envolvidos na publicação. Todos os direitos reservados. É proibida qualquer forma de reutilização, distribuição, reprodução ou publicação parcial ou total deste conteúdo sem prévia autorização da Infor Channel.
Revista Digital