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Ataques indicam distância entre o PPSI no papel e a recuperação real das empresas

Distância entre o que o PPSI exige e o que as organizações conseguem demonstrar amplia riscos operacionais e institucionais

Ataques indicam distância entre o PPSI no papel e a recuperação real das empresas

Incidentes cibernéticos recentes vêm expondo um padrão recorrente em organizações públicas e privadas. O PPSI existe, os investimentos em Segurança foram realizados, mas a capacidade real de recuperação só é colocada à prova quando o ataque já aconteceu. É nesse momento que muitas empresas descobrem que tinham políticas, infraestrutura e backups, mas não tinham resiliência comprovada.

Na prática, a maior lacuna está entre o planejamento formal e a execução real sob pressão. Embora o PPSI estabeleça diretrizes de continuidade, resiliência e recuperação, ataques reais costumam revelar planos desatualizados, testes limitados ou inexistentes, falta de visibilidade sobre o que está efetivamente protegido e uma dependência excessiva de ferramentas que entregam indicadores de segurança, mas geram falsos positivos e não comprovam eficácia real. Em muitos ambientes, a proteção de Dados permanece concentrada no mesmo time responsável pela infraestrutura, sem uma camada independente de Governança e auditoria.

Na prática, a maior lacuna está entre o planejamento formal e a execução real sob pressão  

O resultado se repete. A organização acredita estar preparada, mas descobre que ter ferramenta de backup, não é o mesmo que ter capacidade de restauração; contava com políticas configuradas, mas não cobertura real de todo o ambiente; tinha infraestrutura, mas não resiliência comprovada.

Para Alexandre Paoleschi, CEO da Fenix DFA – plataforma SaaS de gestão inteligente de backup corporativo, a divergência não está no discurso, mas entre expectativa e evidência. “O PPSI falha quando se baseia em declaração e não em provas. Ter backup, política ou infraestrutura não significa conseguir sobreviver a um ataque severo”, afirma. “Resiliência só existe quando a organização consegue demonstrar, antes do incidente, que sabe restaurar Dados, recuperar sistemas críticos e voltar a operar dentro do limite que o negócio suporta. Sem evidência, é só presunção.”

Historicamente, o ponto mais frágil dos incidentes não é a prevenção nem a resposta, mas a recuperação. E está é justamente a etapa menos testada e menos dominada. Ataques vão acontecer e, sob pressão, a resposta tende a ser lenta e confusa. A reconstrução depende de fatores que poucas organizações dominam plenamente, como backups íntegros, dados não contaminados, infraestrutura alternativa testada, processos claros de reconstrução e métricas reais de RTO e RPO. Quando esses elementos não existem, a recuperação pode levar dias, semanas ou simplesmente não acontecer.

Diante desse cenário, cresce a necessidade de evoluir o PPSI para um modelo baseado em evidências. Métricas como o percentual de backups realmente recuperáveis, o tempo real de recuperação, o ponto efetivo de perda de dados e a frequência de testes de restauração tornam-se mais relevantes do que a quantidade de ferramentas de segurança instaladas.

“Resiliência não é algo que se compra nem se presume. É um processo contínuo de gestão, teste e auditoria. Quem não testa a recuperação não sabe se está preparado”, reforça Paoleschi.

O executivo explica que a Fenix DFA atua no ecossistema do PPSI 2.0 como uma camada de visibilidade, governança, e evidência sobre a eficácia de toda a operação de proteção de dados. “A proposta é transformar o backup em um processo rastreável, mensurável, auditável e verificável, reduzindo pontos cegos e permitindo que organizações comprovem, para conselhos, reguladores e órgãos de controle, sua real capacidade de resiliência operacional”, afirma.

Para o setor público, especialistas defendem que o PPSI avance para exigir testes periódicos obrigatórios de recuperação, auditoria contínua e métricas padronizadas de resiliência operacional. “Infraestrutura crítica não pode depender de presunção, boa-fé ou sorte”, reforça Paoleschi.

A Kymo Investments é um hub de inovação especializado em otimização de processos e gestão crítica de dados, fundado pelo empreendedor serial Alexandre Paoleschi. Com um portfólio diversificado, a Kymo Investments atende às demandas nacionais e internacionais de empresas no setor de TI, por meio de suas três operações principais: Kymo, Fenix DFA e UXpitality.

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