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Com 89,1% dos brasileiros online, conectividade redefine ofertas e estratégias das operadoras

Com mais pessoas conectadas, cresce a exigência por atendimento ágil e redes eficientes que acompanhem o ritmo digital do usuário

Com 89,1% dos brasileiros online, conectividade redefine ofertas e estratégias das operadoras

Nos últimos dois anos, mais de seis milhões de pessoas passaram a se conectar à internet no Brasil. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), desenvolvida pelo IBGE, que também revelou que nove em cada dez brasileiros estão online.

Há nove anos, quando o levantamento começou a ser realizado, apenas dois terços da população tinham acesso à rede. Dessa forma, o avanço acelerado da inclusão digital também redefine parâmetros de oferta e atendimento para operadoras em todo o País.

Cresce a pressão por planos mais flexíveis, comunicação clara e suporte técnico capaz de resolver problemas com rapidez

Aumento de consumo indica mudanças no perfil do consumidor
Em 2024, a internet chegou a 75 milhões de domicílios brasileiros. Conforme o IBGE, esse avanço está diretamente relacionado às políticas públicas do Ministério das Comunicações, que reduziram barreiras de conectividade. Entre as iniciativas estão os editais de 4G e 5G voltados à expansão da cobertura em municípios, estradas e áreas remotas; o Programa Wi-Fi Brasil, que leva banda larga gratuita a comunidades vulneráveis; e a Iniciativa Internet Brasil, que oferece chips com pacote de dados gratuito para estudantes da rede pública.

Com mais pessoas conectadas, o nível de exigência também cresce. A ampliação da cobertura eleva a demanda por atendimento mais ágil e redes mais eficientes, ajustadas ao ritmo de consumo digital do brasileiro.

Uma pesquisa conduzida em novembro último pela Gazeta do Povo, de Curitiba, PR, por exemplo, identificou que 53,5% dos participantes apontaram problemas de sinal como principal motivo para trocar de plano e que 49,7% destacaram vantagens financeiras (preço) como fator decisivo. Esses dados mostram que qualidade do sinal e preço são, de fato, os critérios mais importantes para os consumidores na escolha de um plano de celular, reforçando que o serviço precisa corresponder às expectativas do consumidor.

Como a demanda impacta empresas de Telecomunicações
O aumento da conectividade amplia oportunidades, mas também impõe desafios operacionais. As empresas do setor têm investido em infraestrutura e novas tecnologias para acompanhar o crescimento do tráfego de dados e garantir estabilidade.
Além disso, cresce a pressão por planos mais flexíveis, comunicação clara e suporte técnico capaz de resolver problemas com rapidez.

De acordo com uma análise da NIO, empresa que atua no setor de Telecomunicações, os principais fatores para medir a qualidade da internet oferecida incluem latência, que determina o tempo de resposta da rede e influencia experiências como jogos online e videoconferências; consistência do sinal, essencial para evitar interrupções, sobretudo em áreas de grande circulação; capacidade de banda, responsável por manter o desempenho mesmo em horários de pico; velocidade de upload e download, que afeta desde o streaming até o envio de arquivos corporativos; e cobertura real, que considera a performance efetiva em diferentes regiões da cidade.

Com esses elementos cada vez mais presentes no dia a dia do consumidor, especialistas apontam que as operadoras precisam alinhar investimentos à demanda, reforçar suas redes e ampliar o uso de dados para antecipar necessidades.

Tendências e panorama para os próximos anos
Nos próximos anos, o setor de telecomunicações deve passar por um ciclo de modernização. A expansão da conectividade tende a impactar tanto a infraestrutura quanto o comportamento dos usuários.

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