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Proteger Dados é proteger direitos fundamentais na era da IA

Em 2026, proteger Dados pessoais — e os direitos de liberdade e privacidade associados a eles — exige que as organizações tratem soberania, Governança e resiliência como infraestrutura crítica

Proteger Dados é proteger direitos fundamentais na era da IA

O Dia Internacional da Proteção de Dados marca uma discussão que, para a Nutanix, vai além da conformidade: proteger Dados pessoais significa proteger direitos fundamentais de liberdade e privacidade. Em um cenário em que golpes e extorsões se alimentam de informações expostas, o impacto de um vazamento deixa de ser abstrato e passa a afetar diretamente pessoas, a confiança nas relações digitais e a continuidade das organizações.

Soberania de Dados e Nuvem: de debate técnico a infraestrutura crítica
A Nuvem soberana é um modelo pensado para apoiar organizações no cumprimento de leis e regras específicas de cada país ou região, especialmente sobre como dados e aplicações são armazenados, acessados e usados. Na prática, envolve soberania de Dados, operacional e digital: não basta saber onde o Dado está; é preciso assegurar quem controla, quem acessa e como se comprova a conformidade ao longo da operação.

Dia Internacional da Proteção de Dados deixa de ser apenas um marco de conscientização e se torna um alerta de gestão: liberdade e privacidade dependem de controle efetivo, não apenas de documentos 

No setor privado, essa agenda se conecta diretamente à LGPD e às regras para transferência internacional de Dados, que ganharam mais clareza com regulamentações e orientações da ANPD. No setor público, o tema também se consolidou como estratégia de soberania digital, com iniciativas de “Nuvem de governo” voltadas à autonomia e à proteção de Dados sob gestão estatal.

Com a expansão de operações por regiões, o avanço de modelos de IA e a crescente preocupação com regras locais e continuidade, a Nutanix aponta que a soberania no Brasil tende a se consolidar como infraestrutura crítica, com controle e confiança para escalar o digital.

Quando o dado circula, a proteção depende de visão
Na prática, a proteção de Dados falha menos por falta de intenção e mais por falta de visibilidade. Em ambientes distribuídos (Data Center, múltiplas Nuvens, Edge e operações com Conectividade limitada), o Dado deixa de “morar” em um lugar só. Ele passa a circular, replicar e ser processado por diferentes aplicações e, cada vez mais, por sistemas automatizados por IA.

Quando esse ecossistema cresce com ferramentas e políticas desconectadas, a Governança vira um mosaico: regras variam por ambiente, auditorias ficam mais lentas e a organização perde velocidade para conter incidentes, ajustar controles ou demonstrar conformidade. Nesse contexto, o Dia Internacional da Proteção de Dados deixa de ser apenas um marco de conscientização e se torna um alerta de gestão: liberdade e privacidade dependem de controle efetivo, não apenas de documentos.

Marlon Menezes, engenheiro de Sistemas da Nutanix.

Sem enxergar o ciclo do Dado de ponta a ponta — onde está, por onde passa, quais sistemas acessam, sob quais permissões e com quais evidências — o risco se multiplica: crescem pontos cegos, aumenta o espaço para erro humano e surge terreno fértil para abuso de credenciais, vazamentos e fraude.

IA agora tem identidades não humanas
A entrada da IA no cotidiano corporativo adiciona uma camada decisiva de complexidade. Com agentes assumindo rotinas, integrações e Automações, cresce o volume de identidades não humanas que operam com acesso a informações sensíveis. O desafio deixa de ser apenas controlar usuários e passa a incluir governança sobre o comportamento e o alcance dessas automações: o que podem acessar, o que podem executar e como isso é auditado.

Nesse cenário, soberania deixa de ser conceito e vira exigência operacional: não basta afirmar onde os Dados estão. É preciso manter controle, rastreabilidade e capacidade de comprovar conformidade de forma consistente, mesmo quando Dados e aplicações se movimentam entre ambientes.

Em síntese, em 2026, proteger Dados pessoais — e os direitos de liberdade e privacidade associados a eles — exige que as organizações tratem soberania, Governança e resiliência como infraestrutura crítica.

“No Dia Internacional da Proteção de Dados, vale reforçar que esse tema não é restrito à área jurídica ou à TI: é um pilar de liberdade e de confiança na vida digital. À medida que a operação se distribui entre Data Centers, múltiplas Nuvens e Edge, e a IA eleva o valor e o risco do Dado, aumenta também o impacto social de falhas de Governança. Dados expostos viram combustível para golpes, extorsões e fraudes que corroem a confiança no ambiente digital. Por isso, é essencial assegurar quem controla, quem acessa e como se comprova conformidade ao longo da operação, preservando Segurança, continuidade e inovação com responsabilidade”, afirma Marlon Menezes, engenheiro de Sistemas da Nutanix.

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