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A infraestrutura que está transformando a produtividade da indústria brasileira

Tecnologia invisível, Dados em tempo real e integração de sistemas redefinem o desempenho das fábricas no País

A infraestrutura que está transformando a produtividade da indústria brasileira

A indústria brasileira vive uma transformação silenciosa e decisiva na infraestrutura que sustenta sua competitividade. Diante da digitalização acelerada, conectividade robusta, Automação integrada, armazenamento resiliente e energia inteligente passaram a ser indispensáveis para manter a produtividade. A Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec/IBGE) confirma essa mudança: em dois anos, a proporção de empresas industriais que utilizam inteligência artificial mais do que dobrou, saltando de 16,9% para 41,9%. Quanto mais sensores, sistemas e Dados trafegando, maior a demanda por uma base tecnológica confiável, hoje protagonista da performance industrial.

A nova lógica produtiva revela uma dor estrutural do setor: perdas operacionais decorrentes de redes instáveis, falta de cobertura em áreas críticas, ausência de integração entre equipamentos e limitações na circulação de Dados. Em muitas plantas, colaboradores ainda percorrem longas distâncias apenas para registrar informações, sistemas ficam lentos e máquinas automatizadas operam abaixo do potencial. O impacto surge em horas desperdiçadas, aumento de custos e gargalos logísticos. “Grande parte das ineficiências não está na operação visível, mas na estrutura que a sustenta. Quando a base falha, todo o restante falha junto”, explica Raphael Cabral, diretor comercial da RGL Solutions.

O impacto surge em horas desperdiçadas, aumento de custos e gargalos logísticos

Exemplos práticos mostram como a modernização desses bastidores está redefinindo a produtividade. Na Volkswagen Caminhões e Ônibus, em Resende (RJ), a cobertura de conectividade projetada para um pátio de 500 mil m² eliminou a necessidade de deslocar caminhões até pontos fixos apenas para registrar a saída no sistema, um processo que consumia até uma hora por veículo. Com automação e Wi-Fi industrial de alta disponibilidade, o registro passou a ser feito diretamente no pátio, acelerando a operação e reduzindo gargalos diários.

Outro caso emblemático envolve o uso de torquímetros digitais conectados, usados para garantir precisão em etapas de montagem. Antes dependente de anotações manuais, o controle passou a ser automático: se um parafuso é apertado fora do padrão, o equipamento emite um alerta imediato e registra o desvio, evitando retrabalho e ampliando a rastreabilidade. “A infraestrutura passou a conectar pessoas, máquinas e dados com precisão. Isso muda a dinâmica das fábricas e reduz perdas que antes eram invisíveis”, destaca Victor Ferreira, líder de TI e Inovação da RGL Solutions.

A modernização também alcança os ambientes que armazenam dados industriais. Soluções de storage corporativo elevam a resiliência dos sistemas virtualizados e garantem continuidade operacional mesmo em cenários de falhas. Com acesso mais rápido às informações críticas, aplicações industriais ganham estabilidade e velocidade, dois pilares essenciais em linhas de produção contínua. Ambientes climatizados, monitoramento energético e automação contribuem para reduzir custos, evitar interrupções e garantir previsibilidade.

“A eficiência energética também é produtividade. Não se trata apenas de economizar, mas de operar com estabilidade, Segurança e previsibilidade. Energia, Dados e conectividade formam hoje o alicerce da performance industrial”, completa William Cavalcanti, fundador da RGL Solutions.

Com plantas mais digitalizadas e dependentes de Dados em tempo real, a indústria brasileira passa a enxergar sua infraestrutura como peça estratégica. Redes, Automação, climatização inteligente, armazenamento de alta performance e integração energética formam um ecossistema responsável por sincronizar máquinas, sistemas e equipes. “O futuro não está apenas na tecnologia que aparece, mas também na que ninguém vê, aquela que garante que tudo funcione. A indústria brasileira está redesenhando seus bastidores para competir no próximo ciclo de crescimento”, conclui Cavalcanti.

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