
A Bitdefender, empresa global de segurança cibernética, divulgou nesta quarta-feira (12/11) a Pesquisa de Segurança Cibernética do Consumidor de 2025, com base em uma pesquisa independente com mais de 7 mil consumidores em todo o mundo. O relatório revela os principais comportamentos, práticas e preocupações de segurança cibernética que moldam a forma como os indivíduos se envolvem com a tecnologia em suas vidas diárias, destacando lacunas persistentes que deixam muitos vulneráveis a malware, fraude, golpes e roubo de dados. As descobertas deste ano também ressaltam o papel de dois gumes da Inteligência Artificial (IA): embora forneça proteções avançadas para os consumidores, também está sendo usada como arma por cibercriminosos para criar golpes mais convincentes e enganar o público.
“Essas descobertas destacam a crescente importância da conscientização sobre segurança cibernética à medida que os ataques aos consumidores se tornam mais frequentes e sofisticados na era da IA”, disse Ciprian Istrate, vice-presidente sênior de Operações do Bitdefender Consumer Solutions Group. “A Bitdefender há muito tempo é pioneira no uso de IA ‘boa’ para combater o crime cibernético, mas os agentes de ameaças agora estão aproveitando para aprimorar seus ataques. Senhas fortes, gerenciamento consciente de cookies e soluções de segurança confiáveis podem ajudar muito a reduzir o risco. Os cibercriminosos são implacáveis, mas a conscientização e as ferramentas certas capacitam os consumidores a se defenderem”, comentou.
As principais conclusões da Pesquisa de Segurança Cibernética do Consumidor de 2025 incluem:
Golpes de IA dominam os medos dos consumidores – quando questionados sobre inteligência artificial, a principal preocupação foi seu uso em golpes sofisticados, como deepfakes (37%), seguidos por perda de emprego (30%) e desinformação (29%). As preocupações regionais variam: os entrevistados do Reino Unido estavam mais preocupados com a substituição de empregos humanos pela IA (39%), enquanto Alemanha, Itália e Espanha classificaram a desinformação como a segunda maior ameaça depois dos golpes. Geracionalmente, quase metade desses 55+ (46%) se preocupam com golpes de IA em comparação com pouco mais de um terço dos Millennials (34%).
Os golpes continuam a atingir duramente os consumidores – 14% dos entrevistados (1 em cada 7) relataram ter sido vítimas de um golpe no ano passado, com outros 4% inseguros. Com base em uma perda média de golpes de US$ 545, isso equivale a mais de US$ 534 mil perdidos apenas entre os participantes da pesquisa. Os EUA lideraram em vítimas de golpes com 17%, seguidos pelo Reino Unido (16%) e Austrália (16%), enquanto a França teve o menor número com 11%.
A mídia social ultrapassa o e-mail como o principal canal dos cibercriminosos para golpes – a mídia social é agora o principal meio para golpes bem-sucedidos em 34%, superando e-mail (28%), telefonemas (25%), mensagens de texto (24%) e anúncios online (21%). As diferenças de idade são notáveis: os entrevistados de 25 a 34 anos tinham duas vezes mais chances do que aqueles com 55+ de serem enganados pelas mídias sociais (43% vs 20%). A pesquisa da Bitdefender se alinha com esses resultados, mostrando um aumento acentuado de criminosos que utilizam as mídias sociais para malvertising, distribuição de malware e sequestro de contas de alto perfil.
Os consumidores fazem malabarismos com uma média de cinco contas online – os entrevistados relataram gerenciar uma média de cinco contas online, com quase dois terços mantendo pelo menos três. Cerca de um terço (32,8%) tem de 3 a 5 contas e outros 32,4% têm de 6 a 9 contas, uma ligeira queda em relação a 2024. Os entrevistados do Reino Unido lideraram com o maior número (40% com 6 a 9 contas), enquanto a Espanha (21,7%) e a França (25,6%) tiveram o menor.
Práticas inadequadas de senha continuam a prejudicar a segurança – mais de um terço (37%) dos entrevistados ainda anotam senhas, enquanto 32% reutilizam a mesma senha em várias contas. Os entrevistados dos EUA (42,6%) e da Itália (41,6%) eram os mais propensos a anotar senhas, enquanto os entrevistados do Reino Unido eram menos propensos (29,9%). Enquanto isso, 27% usam gerenciadores de senhas, 16% contam com o preenchimento automático do navegador e 13,6% usam o recurso de preenchimento automático de senhas da Apple. Os consumidores mais jovens (de 16 a 34 anos) eram mais propensos do que aqueles 55+ a reutilizar senhas em três ou mais contas (20% vs 14%), com taxas mais altas de má higiene de senhas entre aqueles que foram enganados (23%) versus aqueles que não (16%).
A complacência com os cookies põe em risco a privacidade e a segurança – quase metade (48%) dos entrevistados aceita todos os cookies por padrão, enquanto apenas 36% os gerenciam manualmente e 16% rejeitam todos. De forma alarmante, 75% disseram que não leem – ou apenas folheiam – os termos antes de aceitar. A conveniência impulsionou o comportamento: 70% disseram que aceitavam todos os cookies para acessar o conteúdo rapidamente, enquanto 25% não se preocupavam com o rastreamento de dados. Isso deixa os consumidores abertos a riscos de privacidade e segurança, pois os cookies podem permitir a criação de perfis
Segurança móvel e de dispositivos muitas vezes negligenciada – quase metade (48%) dos entrevistados não usa uma solução de segurança de terceiros em seus telefones, embora 53% realizem transações confidenciais, como pagamentos de contas ou compras online. A proteção do dispositivo também está faltando: 58% dos entrevistados relataram não proteger seus computadores com soluções de terceiros e 82% disseram o mesmo de seus tablets. Os entrevistados dos EUA eram menos propensos a proteger seus telefones (44,3%), em comparação com a maior adoção na Espanha e na Itália (57%). De forma alarmante, quase 10% admitiram usar dispositivos de trabalho para transações financeiras pessoais, criando risco pessoal e exposição organizacional.
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