
Após consolidar suas operações na Argentina e no Panamá, a Guardline, regtech latino-americana especializada em soluções para compliance e prevenção de crimes financeiros, inaugurou oficialmente sua operação no mercado brasileiro durante o Guardline Summit, realizado esta semana em São Paulo. O evento reuniu mais de 70 especialistas e executivos dos setores bancário, fintechs, pagamentos, varejo, e-commerce, seguros e criptoativos.
Durante o painel “A Nova Era do Compliance: Como a Inteligência Artificial Está Redefinindo a Prevenção à Fraude e à Lavagem de Dinheiro”, os executivos da Guardline destacaram a importância da criação de um bureau continental de biometria facial para fortalecer o combate à lavagem de dinheiro, deepfakes e outros tipos de golpes digitais.
Segundo dados da pesquisa “Lavagem de Dinheiro e Enfrentamento ao Crime Organizado no Brasil”, do Instituto Esfera de Estudos e Inovação, as Comunicações de Operações Suspeitas (COS) enviadas ao Coaf cresceram 766,6% na última década, alcançando 2.566.713 registros apenas em 2024 — um cenário que reforça a urgência de soluções tecnológicas mais robustas.
De acordo com Rafael Nova, CEO da Guardline, o Guardline ID surge como resposta a esse desafio. A plataforma funciona de forma semelhante a um bureau de biometria facial e pode ser integrada aos processos de KYC (Know Your Customer), KYB (Know Your Business) e onboarding digital, permitindo validação de identidades em diferentes países, idiomas e documentos, com mecanismos automáticos de checagem de sanções, PEPs e listas restritivas. “Temos o propósito de assumir o protagonismo na América Latina e nossa chegada oficial ao Brasil é um passo decisivo nesse sentido. O crime digital é cada vez mais transfronteiriço e o Guardline ID viabiliza que as empresas consultem, em um só lugar, informações cadastrais e criminais de clientes em qualquer parte do continente e do mundo”, afirmou Nova.
Também participaram do painel Patricia Storni (Board Member), Uriel Moura (gerente executivo de Prevenção a Fraudes) e Leovaldo Rojas (CPO e CCO). O country manager da Guardline no Brasil, Adriano Fernandes, destacou que além do bureau de biometria facial, o copiloto regulatório baseado em inteligência artificial e outras soluções da empresa oferecem alto grau de flexibilidade e customização. “Não se pode olhar apenas para as tendências e deixar de ouvir as empresas. A Guardline tem essa visão e as ferramentas necessárias para colocar isso em prática. Esse é o maior diferencial que agora está oficialmente disponível no Brasil”, afirmou Fernandes.
Ao comemorar o início oficial das operações da Guardline no Brasil, Patricio Fedio, cofundador e chairman da startup, disse que as condições oferecidas pelo mercado nacional fazem com que o País esteja no radar dos investidores internacionais. “Oportunidade é a primeira palavra mencionada pelos representantes de companhias de venture capital quando se referem ao Brasil. Temos soluções que se encaixam perfeitamente nestas oportunidades e estamos ansiosos para aproveitá-las”, concluiu.

Leia nesta edição:

CAPA - TECNOLOGIA
Arquitetura neuromórfica, a plataforma inspirada no cérebro humano

MERCADO
O bom negócio da locação de equipamentos de TI

SEGURANÇA DIGITAL
Dilemas e oportunidades de blockchain para identidade
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