
A Sensedia, empresa global especialista em APIs e integrações, anuncia solução para garantir que instituições financeiras cumpram os requisitos do Motor de Qualidade de Dados (MQD), mecanismo criado pelo Banco Central (Bacen) para monitorar a precisão e consistência das informações compartilhadas no Open Finance. O objetivo é assegurar padrões elevados de qualidade de Dados e aprimorar a experiência do cliente final.
Com adesão obrigatória até janeiro de 2026 às instituições que compartilham Dados no Open Finance, o MQD funciona como um sistema de monitoramento contínuo. Sempre que os indicadores de qualidade desses Dados ficarem abaixo de 90%, o Bacen exige que sejam implementadas melhorias para atingir os padrões estabelecidos.
Para atender a esses requisitos técnicos, a Sensedia utilizou de sua plataforma de API Management para oferecer uma solução que atua como motor de análise, garantindo que os Dados compartilhados cumpram os padrões de qualidade do regulador. A plataforma da Sensedia intercepta automaticamente as respostas das APIs elegíveis e as envia ao Sensedia Events Hub, solução voltada a arquitetura de eventos, que gerencia de forma orquestrada o encaminhamento dos Dados ao MQD.
O processo inclui políticas configuráveis de envio e segurança, assegurando a entrega mesmo em cenários críticos. Toda a integração é realizada em ambiente low-code, eliminando a necessidade de codificação manual. “Nosso grande diferencial é a agilidade de implementação. Em duas semanas, a solução passa a operar mesmo em clientes que lidam com dezenas de milhões de chamadas, mostrando a escalabilidade e resiliência da plataforma”, explica Rafael Isquierdo, gerente de Produto do Grupo da Sensedia.
Principais vantagens
A solução da Sensedia combina agilidade e resiliência, com implementação rápida, em até 15 dias, e capacidade de suportar altos volumes e picos de transações. O modelo low-code, aliado a uma interface gráfica intuitiva, simplifica a manutenção, o monitoramento e a identificação de problemas, permitindo que as equipes de TI atuem de forma proativa e reduzindo significativamente a complexidade e os custos operacionais.
Outro diferencial está na visibilidade e geração de insights de negócio, com dashboards customizados que acompanham indicadores de qualidade dos Dados compartilhados, taxas de sucesso de envio desses Dados e outros Dados relevantes, assegurando que a instituição esteja cumprindo o regulatório e ampliando a inteligência estratégica.
Isquierdo projeta um futuro promissor para o MQD. “A solução do Banco Central, que hoje se destina a verificar a qualidade dos dados, pode evoluir significativamente com o avanço da Inteligência Artificial, por exemplo, identificando as causas-raiz dos problemas. Essa visão pode, ainda, ser expandida para outros ecossistemas de compartilhamento de Dados, como o Open Insurance, onde a qualidade dos Dados de seguros também se tornará um fator crítico.”, finaliza o especialista.
Atenção aos prazos
A implementação do MQD começou em abril de 2024 e tem sido feita de forma faseada até o momento, começando pelas instituições com o maior número de transações de compartilhamento de Dados. A partir de janeiro de 2026, a obrigatoriedade de implementação do MQD se estenderá a todas essas instituições.

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