
Apesar dos desafios, as novas regras do ECA Digital que serão sancionadas na tarde de hoje pelo presidente Lula representam uma grande oportunidade para as empresas, diz a advogada Karim Kramel, consultora em compliance e direito digital, com foco em governança de Dados.
A adequação (ao ECA Digital) pode se tornar um diferencial competitivo por permitir a construção de confiança, desafiar para inovação, design e aprimorar a experiência do usuário.
Para Karim Kramel, da Kramel Advogados, a construção de confiança terá por base agora a capacidade das empresas demonstrarem transparência e responsabilidade com o público infantil e seus pais e, assim, permitir que se construa uma reputação positiva e uma base de clientes leal.
A partir disso, se impõe a necessidade de criar um ambiente mais seguro e capaz de estimular a inovação. As empresas serão levadas a desenvolver produtos e serviços com privacidade e segurança desde a concepção (privacy by design), o que é benéfico para todos os usuários, analisa.
E a melhora da experiência do usuário virá na medida em que com a ausência de anúncios intrusivos e direcionados, a experiência em plataformas e aplicativos deve se tornar muito mais agradável e segura para o público infantil.
Na opinião da consultora, a entrada em vigor da lei nascida do PL 2628/2022 é um marco que sinaliza o fim de uma era de publicidade desenfreada e o início de um período de maior responsabilidade digital. Para se adaptar, as empresas precisarão revisar suas estratégias de marketing, investir em tecnologias de verificação de idade e, principalmente, colocar a segurança e o bem-estar da criança no centro de suas operações.

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