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Reforma Tributária exige adaptação de empresas com SAP antes de 2026

Transição exigirá atualizações técnicas e tecnológicas para garantir conformidade com o novo sistema tributário

Reforma Tributária exige adaptação de empresas com SAP antes de 2026

Com a implementação da Reforma Tributária brasileira se aproximando, empresas que operam com SAP enfrentam um desafio duplo: adaptar seus sistemas à nova estrutura de tributos e migrar para o S/4HANA antes do fim do suporte ao SAP ECC, previsto para dezembro de 2027.

Aprovada em 2023, a reforma substituirá os tributos PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por dois novos impostos: o CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). O novo modelo será implementado de forma gradual entre 2026 e 2033, com o objetivo de simplificar o sistema tributário brasileiro e torná-lo mais eficiente e transparente.

Estamos executando os passos técnicos e funcionais recomendados pela própria SAP, analisando comportamento e impacto. A preparação não se limita a cumprir exigências legais, mas a garantir estabilidade e previsibilidade para o negócio

Segundo levantamento da KPMG, 69% das organizações brasileiras apontam a adequação de sistemas como prioridade para atender à reforma, mas mais da metade ainda não possui estrutura formal de governança tributária. No universo SAP, o impacto é direto, já que o sistema precisará ser atualizado para lidar com as novas regras fiscais, cálculos de tributos, notas eletrônicas e obrigações acessórias.

A própria SAP vem liberando gradualmente notas técnicas e atualizações (SAP Notes) para garantir a conformidade de suas plataformas, tanto no SAP ECC quanto no SAP S/4HANA. Porém, versões antigas do ECC (EHP0 a EHP5) não terão suporte estendido, enquanto as versões mais recentes (EHP6 a EHP8) serão cobertas apenas até 2027.

Para apoiar as empresas nesse processo, a Mignow, em parceria com a KT Group, desenvolveu uma solução dedicada à adequação dos ambientes SAP à Reforma Tributária. A ferramenta permite identificar o impacto das mudanças fiscais, aplicar notas técnicas, realizar simulações e testar os efeitos das novas regras em diferentes cenários, garantindo conformidade e segurança antes da implementação definitiva dos novos tributos.

“O fator tempo é determinante. As empresas precisam compreender que a adequação à Reforma Tributária e a migração de plataforma são processos complementares. Adiar essa decisão pode significar operar em sistemas sem suporte ou fora de conformidade”, explica Rodrigo Araújo, Head of Conversion da Mignow, empresa de inteligência artificial para migrações SAP S/4HANA.

A Mignow acompanha de perto a evolução técnica da reforma dentro do ecossistema SAP, aplicando notas, avaliando cenários de migração e testando os impactos dos novos tributos em ambientes de homologação. O trabalho inclui análises sobre a convivência entre tributos antigos e novos, a transição gradual do ICMS e ISS para o IBS e os efeitos sobre módulos fiscais e contábeis.

“Estamos executando os passos técnicos e funcionais recomendados pela própria SAP, analisando comportamento e impacto. A preparação não se limita a cumprir exigências legais, mas a garantir estabilidade e previsibilidade para o negócio”, complementa o especialista.

Com o início da transição marcado para 2026, o ano de 2025 será decisivo para definir quais empresas chegarão preparadas à nova estrutura tributária. A combinação entre atualização tecnológica e adequação fiscal será, mais do que nunca, o diferencial competitivo no pós-reforma.

“Mais do que uma exigência legal, a Reforma Tributária representa uma oportunidade de transformar a área fiscal em um eixo estratégico de inteligência e eficiência. As empresas que enxergarem essa mudança como parte da sua transformação digital estarão um passo à frente”, finaliza Rodrigo.

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