A BMC Software, empresa global especializada no desenvolvimento de soluções em softwares e serviços corporativos, reuniu clientes e parceiros no evento BMC Day São Paulo 2025 no fim de agosto, compartilhando suas estratégias em dados inteligentes, automação avançada e o poder do mainframe para acelerar a transformação dos negócios. Nesta entrevista, Celso Rodrigues, vice-presidente e gerente-geral para América Latina da BMC, conta como a empresa atua no mercado, suas soluções e a importância do Canal para os seus negócios.
Poderia falar sobre a BMC e quais soluções ela oferece ao mercado?
A BMC contribui para que as empresas entreguem inovação de forma mais rápida ao automatizar aplicações críticas, sistemas e serviços, melhor aproveitando os recursos de Nuvens, dados e tecnologias emergentes de IA. A BMC se destaca pelo portfólio, baseado fortemente em IA e Multicloud, além de soluções de automação, orquestração e mainframe, que são os pilares da nossa visão, assim como trabalhar em parceria com nossos clientes. Oferecemos soluções de controle, orquestração e automação, e produtos que dão suporte ao mainframe. Nossas soluções alavancam dados, análises, Cloud, empoderam o mainframe, mas, acima de tudo, oferecem tranquilidade aos nossos clientes, pois nunca param.
Existe um conceito interessante, hiper automação, que é como um “orquestrador dos orquestradores”. O Control-M da BMC entra nessa camada de hiperorquestração. Aplicando esse conceito de hiperautomação, Control M pode ser um comunicador com orquestradores do Google, Amazon ou Microsoft etc.

Temos um ótimo relacionamento com nossos clientes, uma relação de parceria e co-inovação. Isso dá um peso muito importante ao que fazemos diariamente. Buscamos garantir que nossos parceiros e clientes façam o seu trabalho de forma mais simples e eficiente, poupando tempo.
A inovação parte primeiro de um “desafio” que os clientes precisam resolver, que esteja impactando o negócio, ou de uma oportunidade. E, a partir daí, você desenvolve um trabalho de construção em conjunto de automação e a orquestração.
A BMC é muito conhecida na área de mainframe. Como está este mercado e como o mainframe convive com a Computação em Nuvem?
Como sempre comentamos com nossos clientes, “a plataforma mais importante é a plataforma de vocês”. O mainframe e a Nuvem convivem muito bem. É uma sinergia, pois não é uma ou outra solução. É sinergia das duas alavancada pela Inteligência Artificial. Cada cliente tem a sua realidade e a BMC se adapta, se ajusta à realidade de cada um. Fazemos uma gestão completa, incluindo aplicativos, infraestrutura, servidores, Cloud e mainframe, oferecendo controle total.
Se você pode pegar uma série de rotinas que envolve buscar dados no mainframe, trabalhar com esses dados no mainframe e poder simplesmente parar de fazer isso – isto é, pegando esses dados e colocando numa Nuvem, ou em outra forma estruturada, você não vai utilizar os protocolos do mainframe ou seus IO. Isso economiza muito dinheiro, traz grande agilidade e, com isso, as empresas podem transformar e otimizar o valor e efetividade do mainframe.
Como a empresa tem utilizado a Inteligência Artificial em suas soluções? Quais as últimas novidades?
A BMC usa a Inteligência Artificial para otimizar a escala, a velocidade e a capacidade das nossas soluções. É incrível a simplificação proporcionada pelos painéis do Control-M, com a IA dando insights, dando sugestões etc. O Control-M conta hoje com uma plataforma de Inteligência Artificial, o Jett, que orienta e dá suporte para as decisões, para as construções e utilizações. A BMC pode ajudar a destravar a inovação pelo uso de automação, para dinamicamente conectar sistemas, dados e pessoas para o trabalho que importa. A IA tem alavancado as pessoas para criarem cada vez mais aplicações, criarem cada vez mais squads – mas isso também aumenta a complexidade.
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Agora, qual é a governança que você dá para isso? Eu gosto de fazer a analogia com o coração, onde é possível acompanhar e acessar tudo o que acontece na organização. A visibilidade do que está acontecendo aumenta a colaboração do time, que também é feita por ali. Quando você centraliza a orquestração e a automação de uma forma dinâmica – não é só executar o trabalho, mas também expandir a integração com todo o time, tanto de TI e, principalmente, de negócio.
A IA é como um anjo da guarda, que pode ajudar até jovens que queiram aprender. Atualmente, não encontramos muitos profissionais de mainframe no mercado. Com a Inteligência Artificial, os jovens são mais interessados em aprender, e, assim, temos um onboarding 50% mais rápido. Esse anjo da guarda da IA fica próximo da pessoa que está operando o mainframe é superesperto, capacitado, experiente. A maior parte dos problemas que acontecem hoje em algumas empresas não acontecem por falha técnica. Acontecem por falha humana.
Tendo esse anjo da guarda forte do lado do mainframe ajuda muito. Eu sempre brinco que no começo eram telas verdes, depois veio o comando de linha e agora temos uma IA totalmente integrada. E potencializamos isso – é o que fazemos para os nossos clientes no mundo do mainframe.
Qual a importância dos parceiros de Canal nos negócios da empresa?
Os parceiros de Canal são de fundamental importância. São nossa prioridade. Nós temos vários parceiros e estamos sempre procurando estabelecer novas parcerias. Além disso, também existem muitas companhias que procuram a BMC para oferecer automação em sua linha de especialização.
Estes parceiros são ˜Subject Matter Experts˜, reconhecidos por serem especialistas no que fazem, em suas linhas de negócios, em seus processos (não necessariamente empresas de TI) que nos procuram para automatizar todo o trabalho que desenvolvem com os clientes.

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