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É hora de preparar sua empresa para a Era Quântica

Enquanto muitas empresas ainda estão se adaptando ao avanço imparável da Inteligência Artificial e à complexidade cada vez maior dos ambientes tecnológicos, o mercado já caminha em direção a uma nova fronteira tecnológica: a Computação Quântica. Longe de ser ficção científica, essa inovação já está moldando o presente e impulsionando as organizações a planejarem o futuro.

Com altíssimo desempenho, capacidade de realizar múltiplos cálculos simultaneamente e resolver problemas complexos que parecem impossíveis, a Computação Quântica tem um potencial transformador enorme. Poderia revolucionar o design de produtos, expandir as capacidades de simulação, otimizar a logística, acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial e abrir novas possibilidades na pesquisa médica. Em termos de segurança cibernética, traz um cenário ambíguo. Por um lado, representa um risco devido à sua capacidade de violar os sistemas de criptografia atuais; mas, ao mesmo tempo, impulsiona a criação de novos padrões de proteção.

Preparando o terreno
Antecipar essa mudança não é exagero; é estratégico. Um relatório da consultoria McKinsey aponta 2025 como “o ano da Computação Quântica” e alerta que essa tecnologia está próxima de sair do laboratório e chegar a aplicações no mundo real. De acordo com as projeções, a receita do mercado Quântico pode crescer de US$ 4 bilhões em 2024 para algo entre US$ 28 e US$ 72 bilhões até 2035.

Embora seja improvável que as empresas instalem Computadores Quânticos em seus escritórios no curto prazo, devido aos custos e à complexidade técnica que os tornam inviáveis, veremos um crescimento no modelo de Computação Quântica como Serviço (QCaaS), que permitirá o acesso a essa capacidade de computação por meio da Nuvem, sob demanda. Embora essa abordagem ainda esteja em estágio inicial e tenha poder limitado, ela abre caminho para uma adoção mais ampla e gradual. Inicialmente, estará nas mãos dos grandes hyperscalers, mas, como toda tecnologia, tenderá a se tornar mais democrática ao longo do tempo.

Por outro lado, embora os Computadores Quânticos ainda não sejam amplamente acessíveis, agentes maliciosos podem roubar Dados criptografados agora, armazená-los e descriptografá-los posteriormente com hardware mais eficiente. Essa forma de ataque é conhecida como “colher agora, decifrar depois” e já está sendo implementada hoje.

Condição de base
Para que essas inovações gerem um impacto real e ao mesmo tempo estejam protegidas de ataques cada vez mais sofisticados, existe um requisito muitas vezes subestimado: contar com uma infraestrutura de TI sólida, adaptável e preparada para o futuro. Nesse contexto, o sistema operacional desempenha um papel central como base tecnológica. Ele deve ser capaz de responder aos desafios atuais, como automação, gerenciamento eficiente de recursos e segurança cibernética, mas também escalar e evoluir em sincronia com tecnologias emergentes, como a Computação Quântica.

Um dos exemplos de sistema operacional que já opera nesse sentido são plataformas baseadas em Linux empresarial. Para tornar os processos de assinatura, troca de chaves e criptografia mais seguros, muitas soluções já incluem um subconjunto de algoritmos “quantum-resistant”, certificado pelo NIST (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos). Esses algoritmos ajudam a aprimorar a segurança e atender aos requisitos regulatórios futuros. Ao garantir o acesso e o processamento seguro de informações confidenciais, esses sistemas permitem que as organizações mantenham a integridade dos dados e cumpram padrões regulatórios rigorosos, ao mesmo tempo em que oferecem soluções inovadoras de inteligência artificial.

Empresas que conseguirem construir plataformas padronizadas, abertas e seguras estarão prontas para escalar suas iniciativas de negócios e permanecer competitivas. A chave não é simplesmente reduzir custos, mas construir uma infraestrutura com flexibilidade para evoluir junto com os negócios, integrando inovação sem sacrificar o que já funciona. Nesse cenário, a nuvem híbrida apoiada por plataformas abertas e consistentes surge não como uma aposta, mas como a melhor ferramenta para escrever o próximo capítulo na história tecnológica das organizações, para que elas não apenas acompanhem a mudança, mas também a liderem.

Por Alejandro Dirgan, gerente sênior do Red Hat Enterprise Linux para a América Latina.

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