Seja em um site voltado para tecnologia, seja para negócios, as manchetes estão cada vez mais chamativas: aumento de ataques cibernéticos por meio da estratégia de phishing, custos de violação de Dados, aplicação de engenharia social para ransomware, fraudes usando deepfakes e ferramentas de Inteligência Artificial Generativa.
Em alguns momentos, o tom de alerta é quase apocalíptico, mas não é de todo errado, pois os cibercriminosos estão muito ágeis na utilização das novidades tecnológicas para tentar enganar empresas e pessoas.
Lembra da frase “conhecimento é poder”? Cabe muito bem à cibersegurança. Foi-se o tempo em que um antivírus poderoso era o suficiente para proteção no ambiente online. Estamos em meio a um cenário sem volta no qual a Segurança Virtual é feita em camadas, com a conjugação de ferramentas para proteção em diversas etapas e
flancos aliada ao capital humano. É preciso eleger as ferramentas adequadas ao seu cenário de atuação e porte do negócio, ao mesmo tempo em que é necessário educar todos os níveis de profissionais da empresa, da diretoria aos estagiários, e cumprir com todas as recomendações de segurança.
Neste sentido, a aplicação de Zero Trust (confiança zero) cabe tanto para o software quanto para a cultura organizacional. Mais do que impor ordens ou bloquear ferramentas, é preciso criar a conscientização para o risco, comunicando e treinando adequadamente as razões pelas quais as medidas estão sendo tomadas. Uma
comunicação ágil e transparente é a base para uma estratégia de cibersegurança bem-sucedida, sem abrir exceções às regras de segurança estabelecidas. É só uma brecha ou descuido humano que o cibercriminoso precisa para ter acesso aos Dados e informações da empresa. A partir daí, o criminoso começa a agir para criptografar os Dados e pedir resgate – o chamado golpe de ransomware, tipo de ataque que caiu 26%
em 2024, mas que ainda tem o Brasil como o país mais visado na América Latina, de acordo com o Panorama de Ameaças da Kaspersky.
Um bom antivírus ainda é essencial, como o Firewall de Nova Geração (NGFW) que vai além do bloqueio e realiza em tempo real a inspeção de tráfego, de usuários e comportamentos suspeitos, aplicando soluções inteligentes. Contudo, em adição a esta ferramenta, hoje temos tecnologias desenvolvidas para que seja monitorado cada
passo no mundo digital, utilizando Inteligência Artificial (IA) e Aprendizagem de Máquina, entre outras, para rastrear e automatizar soluções de forma que riscos sejam mitigados e ameaças, neutralizadas.
Identificar a ferramenta adequada Mais uma análise de como “conhecimento é poder”: você, gestor, está informado
sobre as diferentes possibilidades de se construir uma estratégia bem-sucedida em Segurança Virtual? Por exemplo, aplica na sua empresa o gerenciamento com segmentação de redes para conectar por rotas diferentes aqueles setores de informações críticas, como Contábil ou Operações? Isso faz com que a contratação de
um antivírus mais robusto ou de soluções dedicadas, como Gerenciamento de Acesso Privilegiado (Privileged Access Management), seja muito mais inteligente do ponto de vista da aplicação e também financeiro.
Meu intuito não é elencar as várias soluções em ciber, mas despertar a curiosidade, qualificar a conversa entre CEOs e CIOs, e principalmente, chamar a atenção de provedores de internet para o potencial de espaço que esse tema levanta para negociação com seus clientes, qualificando a entrega de Conectividade com a venda de
soluções de cibersegurança. Há demanda para isso: o Censo das Revendas 2025 conduzido pela Associação Brasileira da Distribuição de Tecnologia da Informação (Abradisti) revelou que entre as Revendas de Valor Agregado, tanto o produto como o serviço mais vendido em 2024 foi Cibersegurança.
A própria venda de Segurança Virtual como um serviço gerenciado é o nome de uma ferramenta de ciber – no caso, o Managed Detection and Response (MDR) – no qual a empresa contrata uma equipe especializada que monitora, detecta e responde a incidentes 24×7. Estamos a poucos passos de considerar a contratação de conexão à internet e de ferramentas de cibersegurança como um só produto, de tão intrínseca que é a relação entre ambos.
Quem se preparar para tal cenário vai sair na frente não só na operação mercantil de compra e venda, como também no estabelecimento de uma relação duradoura com o cliente, porque esse tipo de negócio também é forjado na conquista da confiança.
Por Vanderlei Rigatieri, CEO da WDC Networks.






















