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Do Big Data ao agente de IA, a missão da Cloudera em garantir a qualidade dos dados

Desde a sua fundação em 2008, a Cloudera é focada em tratamento de dados, com a missão de garantir que as empresas tenham dados confiáveis para a tomada de decisão

Do Big Data ao agente de IA, a missão da Cloudera em garantir a qualidade dos dados

Na era da IA generativa e agentes de IA, a qualidade dos dados nunca foi tão importante. A Cloudera afirma ser a única plataforma híbrida verdadeira para dados, análises e IA. A missão da empresa é capacitar as empresas a transformar dados de todos os tipos, em qualquer Nuvem pública ou privada e on-premise, gerando insights valiosos e confiáveis. Nesta entrevista, Rubia Coimbra, vice-presidente da Cloudera para a América Latina, conta como a empresa vem se posicionando no mercado e como ela trabalha com os parceiros de Canal.

Como a Cloudera se posiciona no mercado?

A Cloudera foi fundada em 2008, é uma empresa que nasceu dentro da comunidade open source e foi ela quem trouxe para o mercado o conceito de Big Data. O mundo todo falou sobre Big Data por muitos anos e hoje pouco se fala, mas em minha opinião, o Big Data nunca acabou, está cada vez mais vivo. A Cloudera nasceu e é focada no tratamento de dados. Uma palavra que pode traduzir o que a Cloudera faz é austeridade. A gente entende que os dados são o bem mais precioso de uma empresa, não é possível uma tomada de decisão assertiva sem que se tenha certeza da qualidade dos dados. Temos trabalhado esses anos todos a questão da confiança dos dados, a sua governança e oferecendo aos clientes um serviço de ponta a ponta. Isso significa desde a hora da ingestão desse dado, seja estruturado ou não estruturado de qualquer fonte, e dentro da plataforma da Cloudera ele vai passar por todas as fases até se tornar o insight final para o cliente. A nossa missão é garantir que as empresas tenham dados confiáveis para a tomada de decisão.

O que é uma plataforma e dados verdadeiramente híbrida?

Considero a Cloudera uma empresa early adopter, pois saímos na frente em muitas tendências. Um exemplo recente é que a Cloudera está há cerca de seis anos uma plataforma híbrida. Isso significa que ela é agnóstica à infraestrutura, podendo trabalhar com ela tanto na Nuvem, on-premise, em várias Nuvens ou uma mistura de tudo isso. Já naquela época sabíamos que o mundo não seria exclusivamente focado na Cloud, pois com a evolução dessa jornada de dados, surgiram outras tecnologias, como Machine Learning, Inteligência Artificial e IA generativa. Temos visto as empresas que foram para a Nuvem, agora trazendo alguns dados de volta – elas já ganharam maturidade para decidir qual o melhor ambiente para cada aplicação, algumas rodam melhor na Nuvem, outras no on-premise. Este é um dos pilares da estratégia da Cloudera, que chamamos True Hybrid. Para nós, se você escreveu uma aplicação para rodar on-premise, ela precisa também rodar na Nuvem sem ser reescrita. Isso garante a mobilidade das aplicações em diferentes ambientes. Um dos maiores custos das empresas é esse trabalho de reescrever as aplicações. Se uma aplicação está na Nuvem de um provedor e a empresa decide migrar para a Nuvem de outro provedor, é preciso reescrever essa aplicação. Mas se o cliente usar a nossa solução, isso não será preciso.

Hoje se fala em usar uma camada de agentes de IA para traduzir as aplicações de um ambiente para outro sem a necessidade de reescrevê-los. O que acha disso?

Agentes de IA é o assunto mais quente nas empresas hoje, está na mesa de discussão de praticamente todos os líderes empresariais. As empresas ainda não colheram resultados concretos dos agentes de IA, mas muitas já saíram da fase de experimentação para uma fase de decidir onde usar essa tecnologia. Os agentes de IA têm uma proposta hoje de tomar decisões e automatizar tarefas. No futuro, pode ser que eles possam ser construídos para essa tarefa de fazer essa tradução da aplicação para um ambiente novo. Atualmente, não vejo isso nos prospectos de entrega dos fornecedores – os agentes de IA ainda estão focados em turbinar as iniciativas de Inteligência Artificial que as empresas já possuem hoje para ganhar produtividade.

O que vem impulsionando este mercado?

As áreas de negócios passaram a tomar decisões que elas não tomavam antes, pois tudo estava centralizado na TI. Essa democratização sobre o uso da tecnologia foi excepcional, ela democratizou isso, gerou muita coisa boa, só que trouxe um desafio de confiabilidade dos dados. Será que estou usando um dado que representa uma fonte única da empresa, ou estou usando um recorte de dados desatualizado que foi colocado lá por uma unidade de negócio para determinado fim? Esse é um desafio que, quanto mais caminhamos em direção à IA e agentes de IA, este é um risco que as empresas não podem mais correr. Se antes era possível conviver com silos de dados, com uma unidade de negócios tomando decisões com dados pouco confiáveis, imagine o que pode acontecer ao automatizar as decisões em escala empresarial. Esse cenário favorece muito a Cloudera, nós nascemos com esse propósito de garantir a confiabilidade dos dados.

Qual a importância dos parceiros de Canal para a Cloudera?

Na América Latina, 95% do que a gente vende é através de Canal, por uma questão de modelo comercial. Desde o início de nossa operação na região, esse modelo nos facilita, conseguimos uma capilaridade maior fazendo as entregas por meio de um parceiro. Temos um programa global de parcerias e alianças em diversos níveis. Temos nossas alianças globais que são muito importantes para a nossa estratégia. Os grandes provedores de Nuvem são parceiros da Cloudera – AWS, Microsoft Azure e Google Cloud, estamos presentes nos marketplaces desses provedores. Também temos parcerias com a IBM e Dell Technologies. Não trabalhamos atualmente na América Latina com distribuidores. Estamos nos preparando para oferecer ao mercado uma solução chamada AI in a Box, uma solução pronta para uso que unifica servidores Dell PowerEdge de ponta, computação acelerada Nvidia e orquestração inteligente de dados da Cloudera. A tecnologia está divergindo, e não convergindo. Quando se coloca a IA generativa na equação, há várias necessidades técnicas e funcionalidades que uma empresa só não pode suprir. É preciso criar alianças para oferecer uma solução completa. Recentemente passamos a fazer parte de uma aliança em Telecomunicações chamada AI-RAN Alliance, um consórcio global que reúne gigantes como Nvidia, Dell Technologies, SoftBank e T-Mobile, para impulsionar o uso de Inteligência Artificial em redes de telecomunicações. O nosso propósito é levar o máximo de tecnologia de dados na rede de telecomunicações. Somos a única empresa de dados a fazer parte dessa aliança.

 

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