
O setor de tecnologia é vital para o desenvolvimento econômico e social do País, mas é um segmento que ainda precisa evoluir em diversidade e inclusão. Segundo o estudo Unfinished Business: The Ongoing Tech Gender Gap in Latin America, realizado pela McKinsey & Company em parceria com a Laboratória, apenas 20% das contratações em cargos de tecnologia no Brasil são de mulheres. Quando se trata de posições de gerência sênior, esse número sobe pouco, mas ainda não chega a 30% dos cargos são ocupados por mulheres.
Ainda assim, algumas profissionais têm conseguido romper barreiras históricas e conquistar posições estratégicas por meio de competência técnica, visão de futuro e capacidade de entrega. É o caso de Mirella Kurata, cofundadora e CEO da DMK3, integradora de soluções em tecnologia com forte atuação no setor público.
Com mais de duas décadas de experiência, Mirella começou sua trajetória como estagiária e, aos 22 anos, já era diretora de TI da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Liderou reestruturações de redes, criou sistemas internos, integrou a equipe que elaborou a Lei do ProAC e participou da transição da Febem para a Fundação Casa. Também atuou em projetos premiados, como o que rendeu o 2º lugar no Prêmio Mario Covas por reduzir drasticamente os prazos da regularização fundiária na Fundação ITESP, gerando economia e eficiência ao Estado.
Ao longo de 13 anos de carreira no setor público, Mirella exerceu cargos de confiança em órgãos como a Procuradoria do Estado e o IANSP. Depois, já no âmbito privado, liderou projetos de alta complexidade na venda de soluções Oracle para governos. Desde 2015, está à frente da DMK3, empresa que fundou com capital próprio e que hoje desenvolve soluções estratégicas em TI.
O avanço de mulheres como Mirella se soma ao de outras líderes que vêm se destacando na tecnologia brasileira. Tânia Cosentino, ex-presidente da Microsoft Brasil e que este ano assumiu como gerente-geral especializada em Vendas para o Setor de Segurança da Microsoft América Latina, é uma das vozes mais ativas em temas como inclusão, ESG e liderança feminina no setor. Silvia Bassi, fundadora do portal The Shift, também tem papel importante como jornalista e empreendedora que analisa tendências digitais com um olhar crítico e feminino. Já Letícia Costa, ex-presidente da Siemens e atual conselheira em diversas empresas de tecnologia, representa a consolidação da liderança técnica em conselhos estratégicos.
Para Mirella, a tecnologia deve estar a serviço das pessoas: “Sempre atendi meus clientes pensando em como gostaria de ser atendida quando estava do outro lado. Resultado vem quando existe confiança, escuta e entrega”, afirma. Embora esteja em um setor historicamente masculino, ela nunca viu o gênero como obstáculo: “Sempre me concentrei no trabalho e em fazer entregas consistentes. Competência e confiança falam mais alto”, diz. Além disso, como líder, ela faz questão de abrir espaço para outras mulheres crescerem e conta com exemplos dentro da DMK3 que são motivo de orgulho e exemplo.
Sobre Mirella Kurata
Com mais de 25 anos de experiência em gestão de tecnologia e segurança da informação no setor público, Mirella Kurata é fundadora da DMK3, empresa especializada em soluções tecnológicas para o setor público. Com passagens por órgãos como a Secretaria de Cultura de São Paulo e a Procuradoria do Estado, Mirella é referência em segurança cibernética e inovação no governo. Ela também é mentora e consultora em projetos de segurança e governança de dados para diversas instituições públicas e privadas.

Leia nesta edição:

CAPA - TECNOLOGIA
Arquitetura neuromórfica, a plataforma inspirada no cérebro humano

MERCADO
O bom negócio da locação de equipamentos de TI

SEGURANÇA DIGITAL
Dilemas e oportunidades de blockchain para identidade
EXCLUSIVA DIGITAL

VERSÃO LATAM
Agora a versão digital também é LATAM
Baixe o nosso aplicativo














