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Como o Drex transformará o futuro dos pagamentos digitais no Brasil

O Drex, também conhecido como Real Digital, é uma das iniciativas que compõem a agenda de inovação do Banco Central, que inclui o Pix e o Open Finance, com o objetivo de transformar e consolidar o Brasil como uma referência mundial em pagamentos digitais. Estamos avançando rapidamente nessa direção.

Não vou me estender sobre o Pix, pois sua aceitação pela população já é notória. Segundo dados do Banco Central, as transações via Pix em 2024 totalizaram mais de R$ 26 trilhões, um crescimento de 54% em relação ao ano anterior. Em 2024, foram realizadas mais de 63 bilhões de operações utilizando o Pix, um aumento de 52% em comparação a 2023. Esses números expressivos reforçam o enorme sucesso da iniciativa.

O Drex também potencializará os benefícios da digitalização da economia, proporcionando transações financeiras mais seguras por meio de contratos inteligentes. Com uma infraestrutura robusta que mitiga riscos e aumenta a eficiência, o Drex utiliza a tecnologia de registro distribuído para permitir transações seguras com ativos digitais. Isso significa que, por meio dessa tecnologia, é possível integrar a tokenização de ativos e trocas de propriedade, indo além de ser apenas mais uma moeda digital.

Com a tokenização de ativos, é possível vender um imóvel ou carro, por exemplo, de forma muito mais segura, pois a tecnologia permite transferir o bem automaticamente assim que o pagamento é efetuado – tudo no ambiente digital. Este é apenas um exemplo que ilustra a facilidade e agilidade que o Drex trará para a vida dos brasileiros quando for totalmente implementado, algo previsto para 2025.

Outra inovação importante é o impacto nas stablecoins, criptomoedas cujo valor é vinculado a outro ativo. Com o Drex, essas moedas terão o potencial de transformar pagamentos entre empresas de diferentes países, alavancando transações internacionais ao reduzir custos e tempo.

Em termos de impacto do Drex para as empresas, destaco a desmistificação do Blockchain e os avanços em Inteligência Artificial (IA). Mais do que nunca, as fintechs devem focar em soluções práticas com benefícios tangíveis, como segurança, transparência e eficiência operacional, para facilitar o dia a dia dos clientes e oferecer uma experiência diferenciada. A tendência de explorar as diversas possibilidades das soluções de IA reforça que essa tecnologia será a mais relevante para a automação de tarefas e aumento da eficácia.

O Drex representa uma evolução significativa na digitalização da economia brasileira, promovendo avanços em segurança, inclusão financeira e eficiência operacional. Assim como o Pix, que se tornou uma realidade, acredito que o Drex será amplamente utilizado no futuro e se tornará um caso de sucesso, posicionando o Brasil como um dos países mais avançados do mundo em pagamentos digitais.

Por George Carvalho, especialista em Inovação do Torq.

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