

Como você começou sua trajetória no setor de tecnologia e segurança cibernética?
Iniciei minha carreira no setor de TI há mais de 10 anos. Eu vinha de um setor totalmente diferente, pois até aquele momento havia desenvolvido meu perfil comercial no setor bancário. No entanto, a tecnologia sempre despertou meu interesse e curiosidade, então decidi reorientar minha carreira para um mercado dinâmico, em constante mudança e com diversas possibilidades de crescimento e aprendizado. Naquela época, a necessidade de realizar uma transformação digital era um tema central, e praticamente todos os planos estratégicos de empresas públicas e privadas destinavam orçamentos para essa transformação. Nesse contexto, as empresas do setor de tecnologia aumentaram seus departamentos comerciais e surgiram diversas startups para desenvolver e distribuir soluções de TI.
O que te motivou a trabalhar no setor de gestão de certificados digitais e segurança?
Trabalhar com cibersegurança significa oferecer proteção, seja de dados, infraestruturas ou pessoas. É oferecer segurança e confiança e, para mim, isso foi uma grande motivação. Se adicionarmos o fato de que trabalhamos com a gestão de certificados digitais, estamos também zelando pela identidade digital. É saber que estou trabalhando para proteger e cuidar de pessoas e entidades em um mundo digital desafiador repleto de ataques cibernéticos ou falsificações. Alcançar isso é uma satisfação.
Quais são os maiores desafios que as mulheres enfrentam ao ingressar e crescer na indústria de tecnologia, especialmente em áreas como segurança cibernética?
Apesar de que, nos últimos anos, a tendência tem mudado, nós, mulheres, ainda somos uma minoria no setor de cibersegurança, principalmente em perfis técnicos e em cargos de maior senioridade. No entanto, vemos cada vez mais mulheres se matriculando em cursos técnicos, o aumento de iniciativas governamentais e empresariais em diversidade e inclusão, o crescimento de associações e comunidades de mulheres que buscam apoio e visibilidade para iniciativas e projetos que ajudem a reduzir a lacuna de gênero.
Você acredita que o papel das mulheres na liderança dentro das empresas de tecnologia está mudando? Como?
Sim, sem dúvida. Estamos testemunhando um aumento no número de mulheres em cargos de responsabilidade, onde nossa experiência e talento são reconhecidos para tomar decisões estratégicas. Essa liderança se reflete na presença de colegas do setor que vejo liderando painéis, promovendo conferências e sendo referências para mulheres de diversos setores, além de servirem de inspiração para as novas gerações. Mostramos um estilo de liderança mais colaborativo, resiliente e inovador: três atributos chave para enfrentar os desafios do dia a dia.
Como você acredita que a liderança feminina pode trazer novas perspectivas e soluções inovadoras para a área de segurança cibernética e gestão de certificados digitais?
Acredito que a liderança feminina pode promover uma visão mais global da cibersegurança ao integrar, com nosso estilo de liderança, aspectos técnicos, regulatórios e humanos. Além disso, destaco que nosso estilo de negociação e comunicação, mais empático e voltado para ambientes colaborativos, pode oferecer respostas mais inovadoras, adaptativas e resolutivas.
Quais conselhos você daria a outras mulheres que estão começando suas carreiras no setor de TI e segurança?
Que sejam curiosas, que nunca percam a capacidade de se questionar e querer aprender. Esse setor, devido ao seu dinamismo, oferece um mundo repleto de possibilidades, funções, perfis e desenvolvimentos de carreiras. Se mantivermos essa curiosidade, teremos um caminho cheio de desafios e projetos altamente motivadores e satisfatórios. Elas serão a nossa sucessão e assumirão o legado de uma geração pioneira que impulsionará em suas trajetórias profissionais.
Como você vê o papel da Redtrust na transformação do mercado de gestão de Certificados Digitais e segurança?
Sempre fomos uma empresa pioneira que transformou nosso mercado, com uma solução inovadora, completa, que unia segurança e usabilidade, dois conceitos quase sempre opostos. Começamos em uma situação em que as empresas não eram conscientes de que tinham um problema na forma como gerenciavam suas identidades digitais, e, portanto, não procuravam uma solução. Isso ainda acontece hoje. Há novos mercados, como o brasileiro, que está começando a perceber a necessidade de uma solução centralizada para a gestão de seus certificados em sua arquitetura de cibersegurança. O Brasil é um país pioneiro na implementação de fatura eletrônica, o que faz com que a emissão de Certificados Digitais cresça ano após ano de forma exponencial. Nesse contexto, sabemos que nosso papel é fundamental, caso as empresas queiram estar em conformidade com a cibersegurança e, mais importante, garantir a integridade de suas identidades.
Como a Redtrust está se posicionando para apoiar a diversidade e inclusão no setor de tecnologia?
Na Redtrust, sempre apostamos na inclusão e no desenvolvimento de talento feminino por meio de diversos programas e colaborações com associações. Além de termos um plano de igualdade, temos grupos de trabalho de mulheres que organizam workshops e atividades para impulsionar a diversidade e inclusão, reforçando a colaboração e o compartilhamento de conhecimento entre as mulheres da empresa. Além disso, somos parceiros da Women4Cyber, onde tenho o privilégio de ser delegada, participando e conhecendo mulheres incríveis do setor, grandes referências e inspiração no dia a dia.
Como você vê o futuro da cibersegurança e da gestão de certificados digitais nos próximos 5 a 10 anos? Quais inovações podemos esperar?
Em um setor tão dinâmico como o nosso, prever os próximos cinco anos é um grande desafio e, para 10 anos, quase impossível. Mas, se eu tivesse que apostar para onde o futuro dos certificados digitais e sua gestão está indo, diria que eles terão mais relevância nas estratégias de cibersegurança das empresas. A eliminação de senhas favorecerá o uso de certificados nos sistemas de autenticação, especialmente em setores mais regulados ou estratégicos, como bancos, energia ou saúde, além das administrações públicas, que ainda enfrentam grandes desafios. Portanto, o aumento da emissão e das necessidades de custódia e acesso a esses certificados se tornarão mais críticos nas organizações. Nesse contexto, veremos também a geração e uso de Certificados Digitais resistentes à Computação Quântica, que permitirão criptografias que protejam as informações, comunicações e infraestruturas digitais das organizações contra futuros ataques.
Você acredita que haverá mais mulheres liderando a Transformação Digital no futuro? Como podemos continuar incentivando mais mulheres a ingressar nessa área?
Não tenho dúvida disso. Esse setor exige cada vez mais talento e o aumento da visibilidade e dos exemplos de mulheres nesse campo vai inspirar as novas gerações. Devemos continuar trabalhando em políticas inclusivas, fomentar o desenvolvimento de ambientes seguros e colaborativos e gerar visibilidade ao nosso trabalho. Assim, seremos um exemplo e um caminho para todas as mulheres que quiserem trabalhar nessa área fascinante.
Qual mensagem você gostaria de deixar para as mulheres que estejam considerando uma carreira em tecnologia?
Que elas têm a oportunidade de descobrir, aprender e se desenvolver em um setor apaixonante. Que elas têm à sua frente um mundo dinâmico, enriquecedor, com inúmeras possibilidades e funções para traçar sua trajetória profissional. Que somos muitas para compartilhar conhecimento e que podemos ser rede de apoio e impulsioná-las a alcançar seus objetivos e metas. Que não duvidem nem por um minuto!

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CAPA - TECNOLOGIA
Arquitetura neuromórfica, a plataforma inspirada no cérebro humano

MERCADO
O bom negócio da locação de equipamentos de TI

SEGURANÇA DIGITAL
Dilemas e oportunidades de blockchain para identidade
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