Enquanto o País se mobiliza para as festividades de Carnaval, profissionais e fornecedores de áudio e vídeo profissional (Pro-AV) se movimentam para atender a demanda aquecida gerada pela maior festa popular do País. Mas nem só de grandes eventos e shows o mercado de Pro-AV se sustenta. Muito pelo contrário, o setor cada vez mais conquista espaço em outros segmentos como Varejo, Saúde, Hotelaria, Educação e Segurança Eletrônica Integrada, por exemplo.
Telas de LED, microfones, mesas e sistemas de som, equipamentos para gravação e transmissão ao vivo, tudo isso está entrando na mira dos Canais integradores de TI/Telecom e ISPs (provedores de internet), que habitualmente focavam seus negócios apenas na entrega de conectividade e agora passam a diversificar suas entregas, ampliando a participação nesse mercado.
Até mesmo a parte corporativa dos eventos está chamando atenção no uso de Pro-AV. Somente na cidade de São Paulo – que representa 70% do mercado de eventos corporativos do Brasil – foram registrados 516 encontros no primeiro semestre de 2024, com um impacto econômico de R$ 4,4 bilhões, segundo levantamento da União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (UBRAFE). Além desses formatos tradicionais, muitas empresas estão aperfeiçoando a experiência do cliente e levando suas soluções para hotéis e resorts, que precisam montar espaços específicos com som e telas profissionais para atender serviços distintos, que vão desde credenciamento à apresentação visual da conferência em si.
Equipamento similar também é aplicado no segmento de Educação, seja pelos eventos acadêmicos (das tradicionais Feiras de Ciências aos Simpósios) ou para a própria infraestrutura da sala de aula, que precisa de diferenciais tecnológicos para reter a atenção dos estudantes, sem renunciar à ergonomia sonora para professores e alunos. Não são apenas as faculdades de Comunicação e Cinema que precisam de laboratórios audiovisuais, na Era da Informação e Conectividade, muitos trabalhos saíram do papel e foram para as telas de vídeos ou episódios de podcasts.
Capilaridade nas telas OOH
De acordo com Dados da Pesquisa Inside OOH 2023 da Kantar IBOPE, o uso de telas de LED na mídia Out Of Home (OOH) é uma realidade mundial: 69% de adesão na Alemanha, 76% na Espanha e 83% na América Latina. Apenas no Brasil, atinge 89% da população, sendo o segundo meio de publicidade e propaganda mais consumido no País.
Apesar da nossa mente convergir para aplicações em portos, aeroportos, terminais rodoviários e estações de metrô, ao se pensar nesse tipo de publicidade, a população brasileira está muito mais exposta a esse tipo de tela do que imagina. Na mesma pesquisa Kantar IBOPE, 72% dos entrevistados são impactados por painéis de LED em estabelecimentos comerciais como shopping center, farmácias, supermercados, academias, clínicas/hospitais, hotéis, universidades entre outros. São espaços onde não se precisa atrair a presença do cliente, apenas aproveitar a oportunidade e instalar uma tela de LED em seu campo visual para apresentar o anúncio.
Não apenas as agências de publicidade perceberam isso, mas os próprios locais já oferecem o espaço de propaganda a outros negócios. Tenho conhecimento, inclusive, de provedores de internet que vislumbraram essa oportunidade e passaram a oferecer os painéis em troca de comissões dos anúncios comercializados, em uma parceria rentável para ambas as partes, pois ainda encanta os olhos diante de uma peça tecnológica de excelente qualidade, contribuindo para a experiência positiva do consumidor.
Som na segurança integrada
A mesma iniciativa já começa a ser percebida nos projetos de segurança eletrônica. Em época que câmeras de bebê contam com modelos que capturam áudio e vídeo de determinado espaço, o profissional da segurança eletrônica precisa se destacar no que pode agregar de valor ao seu serviço, e aí entram as soluções de tecnologia em áudio e vídeo profissional.
A segurança eletrônica deixou a linguagem do circuito fechado de televisão (CFTV) para assumir uma abordagem cada vez mais integrada e ampla, englobando também microfones para monitoramento total de determinadas áreas e até isolamento de determinados sons para verificar possíveis invasões, mau-funcionamento de equipamentos e necessidade de intervenção preventiva. Da mesma forma, salas de controle contam com telas de LED individuais ou em videowall com excelente resolução não só para aplicação de softwares de reconhecimento facial, mas também para avaliação de padrões de comportamento e de movimentação no perímetro, permitindo assim uma proatividade para evitar sinistros.
A época da imagem em preto e branco pixelada há tempos ficou para trás, assim como o pensamento que microfone e telão são itens que pertencem apenas ao universo do Entretenimento – shows e espetáculos musicais. O mercado e o comportamento do consumidor são dinâmicos, é preciso ficar atento para inovar e garantir a permanência e ampliação dos negócios.
Por Vanderlei Rigatieri, CEO da WDC Networks.

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CAPA - TECNOLOGIA
Arquitetura neuromórfica, a plataforma inspirada no cérebro humano

MERCADO
O bom negócio da locação de equipamentos de TI

SEGURANÇA DIGITAL
Dilemas e oportunidades de blockchain para identidade
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