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Teletrabalho e BYOD: a segurança em jogo na Era Digital

Com a popularização do trabalho remoto, especialmente impulsionada pela pandemia, novos desafios emergiram na área de cibersegurança. Um dos mais críticos é a adoção crescente do conceito BYOD (Bring Your Own Device), onde colaboradores utilizam seus próprios dispositivos para fins profissionais. Mas como garantir a proteção dos Dados corporativos em um cenário onde aparelhos pessoais, muitas vezes conectados a redes públicas, são amplamente usados?

A vulnerabilidade nesse contexto é amplificada. Invasões recentes a grandes empresas, originadas em equipamentos pessoais conectados a redes Wi-Fi públicas, destacam a seriedade da questão. Um simples login corporativo realizado em um ambiente sem proteção adequada pode servir como porta de entrada para cibercriminosos, comprometendo a integridade dos dados sensíveis da empresa.

Diante desse panorama, a adoção de soluções robustas de segurança é imperativa. O uso de VPNs, redes privadas virtuais, que oferecem conexões criptografadas, deve ser uma prática padrão para garantir a proteção dos dados em trânsito. Além disso, políticas claras e abrangentes de BYOD, que estabeleçam diretrizes específicas para o uso de dispositivos pessoais no trabalho, são essenciais para minimizar riscos.

A gestão de identidade e acesso também ganha protagonismo. A autenticação em dois fatores, por exemplo, cria uma camada adicional de segurança, restringindo o acesso a usuários devidamente autorizados. Esse controle rigoroso é um pilar para evitar acessos indevidos.

Outro aspecto vital é a manutenção contínua de todos os dispositivos, sejam eles corporativos ou pessoais. Atualizações regulares, especialmente de segurança, são fundamentais para mitigar vulnerabilidades e proteger contra ameaças emergentes. A conscientização dos colaboradores também desempenha um papel crucial: treinamentos regulares sobre boas práticas, como a criação de senhas fortes e o reconhecimento de tentativas de phishing, são investimentos que podem prevenir grandes incidentes.

Ferramentas de gestão para permissão de login também são indispensáveis para monitorar e controlar quem acessa os Dados corporativos, quando e de onde, possibilitando a identificação e neutralização de comportamentos suspeitos antes que se transformem em ameaças.

No Brasil, a falta de conhecimento generalizado sobre segurança digital é uma preocupação crescente. Portanto, é essencial que as empresas invistam em programas de conscientização, envolvendo diversas áreas, como Recursos Humanos e Jurídico, para disseminar uma cultura de segurança em todos os níveis.

Essa responsabilidade não pode ser delegada exclusivamente ao setor de Tecnologia da Informação (TI). Uma abordagem integrada, com a participação ativa de todos os departamentos e colaboradores, é necessária para construir uma cultura de segurança sólida.

Somente assim é possível mitigar os riscos associados ao trabalho remoto e à adoção do BYOD. Além das melhores práticas, executadas, garantindo uma eficiência clara de maneira objetiva e segura para empresa e negócios.

Empresas que implementarem políticas claras, investirem em comunicação eficaz e soluções tecnológicas avançadas, além de promoverem treinamentos constantes, estarão mais preparadas para enfrentar os desafios do trabalho remoto. Dessa forma, protegerão seus dados e garantirão a continuidade dos negócios. Em um mundo cada vez mais digital, a segurança da informação é uma responsabilidade coletiva.

Por Fabio Bernardes Augusto, especialista em Cybersecurity da Algar Tech MSP.

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