
Recentemente, o Brasil foi apontado no Índice Global de Segurança Cibernética como o segundo País mais comprometido com a Agenda Global de Segurança Cibernética da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que inclui desenvolvimento de capacidades legais, técnicas, de governança, capacitação e cooperação internacional.
Apesar disso, ainda temos um longo caminho a percorrer em direção a um ambiente cibernético mais seguro. Diante desse cenário, a DXC Technology, empresa que atua em serviços de tecnologia global, compartilha a seguir cinco tendências emergentes que estão transformando a maneira como impulsionamos programas de segurança contra ameaças cibernéticas.
“O Brasil enfrenta um cenário complexo e desafiador em cibersegurança, marcado por uma constante evolução tanto das ameaças quanto das soluções, o que exige das empresas uma vigilância redobrada e uma postura proativa para se manterem protegidas e atualizadas.
Em nossa experiência, acreditamos que é fundamental que as organizações acompanhem de perto essas tendências, para que sejam capazes de detectar e mitigar riscos em tempo real”, aponta Ricardo Ferreira, gerente Geral da DXC para a América Latina.
IA como aliada na luta contra o cibercrime
A Inteligência Artificial (IA) tem papel crucial na detecção de ameaças e comportamentos suspeitos, mas também é usada por cibercriminosos para ampliar e refinar formas de ataques, como phishing e golpes envolvendo deepfakes. No Brasil, ataques cibernéticos aumentaram 38% no primeiro trimestre de 2024 em comparação ao ano anterior, com empresas sofrendo uma média de 1.770 ataques semanais, segundo a Check Point Research. Na DXC, trabalhamos em parceria com especialistas de segurança para ajudar empresas a desenvolver controles de segurança automatizados baseados em IA e mecanismos de resposta capazes de reagir de maneira mais rápida e precisa a ciberataques. Isso não só reduz o tempo de inatividade, mas também garante a proteção de Dados pessoais e informações críticas para o negócio.
Cibersegurança em todos os lugares
Segundo um levantamento da Kaspersky publicado no início deste mês, em 2024 já foram registradas mais de 3,9 milhões de tentativas de golpes pelo Whatsapp no mundo. O relatório aponta o Brasil como o líder dessa modalidade de ataque cibernético: já são mais de 1,8 milhões de ocorrências no país. Um simples clique em um link ou um post com informações sensíveis pode abrir portas para ameaças cibernéticas, comprometendo dados pessoais e corporativos. Antes, o desafio era controlar dispositivos e sistemas de TI Invisível (Shadow IT) conectados sem permissão à rede. Hoje, enfrentamos a IA Invisível — o uso de ferramentas de IA sem aprovação formal, expondo a organização a riscos de segurança. Para mitigar esse problema, adotar uma estratégia de confiança zero é fundamental, garantindo que todos os acessos à rede sejam autorizados e protegendo recursos sensíveis, mesmo diante de dispositivos comprometidos.
Ataques podem atingir a infraestrutura crítica – e nossos lares
Ciberataques a sistemas de tecnologia operacional (OT) que controlam infraestrutura crítica, como usinas e estações de água, estão crescendo e podem causar cortes de luz ou gás. No Brasil, ataques desse tipo aumentaram, com o setor de saúde agora no terceiro lugar entre os mais visados — registrando 6,5 mil ataques de ransomware em 2024, segundo a Kaspersky, uma alta em relação à sétima posição do ano anterior. Com a pressão de tensões geopolíticas, a ameaça à OT deve crescer, exigindo que as indústrias se antecipem e fortaleçam sua segurança cibernética para minimizar perdas.
Eventos globais podem aumentar o nível de ameaça
Em tempos de crise, ciberataques aumentam, explorando vulnerabilidades em indivíduos, sistemas e até recursos governamentais para ganhos diversos. Isso coloca em risco dados sensíveis de empresas, como informações de clientes e códigos-fonte, além de impactar a infraestrutura crítica global. Hoje, os ataques visam principalmente a Cadeia de Suprimentos, gerando grandes vazamentos de Dados. O setor de transporte de carga no Brasil, por exemplo, registrou quase 20 mil ataques em 2024, segundo o Relatório de Inteligência de Ameaças DDoS 2024.1 da Netsco. Para proteger-se, é essencial uma gestão rigorosa de riscos de terceiros e cuidados nas parcerias comerciais.
IA como multiplicador de força
Com o aumento das ameaças cibernéticas, as organizações enfrentam a escassez de profissionais qualificados, deixando-as mais vulneráveis. Acelerada pela rápida evolução da indústria, a demanda por talentos em cibersegurança está em alta, com analistas de privacidade entre os cargos que mais cresceram no Brasil nos últimos cinco anos, segundo o LinkedIn. Para enfrentar esse desafio, empresas como a DXC investem em programas inclusivos, como o Dandelion para pessoas neurodivergentes e o Girls in IT para capacitar mulheres em STEM, promovendo uma força de trabalho mais diversificada.
Além disso, tecnologias de IA e aprendizado de máquina fortalecem equipes reduzidas, automatizando a análise de grandes volumes de dados e apoiando analistas em meio ao aumento das ameaças.
“A conscientização e o treinamento contínuo dos colaboradores são fundamentais para fortalecer a defesa cibernética das organizações. Essas iniciativas não apenas capacitam as equipes a reconhecer e responder rapidamente a incidentes, mas também ajudam a minimizar potenciais danos, criando um ambiente de segurança mais robusto. Além disso, é imperativo que as empresas adotem tecnologias avançadas e invistam na capacitação de suas equipes. A integração da Inteligência Artificial de ponta com uma força de trabalho diversificada
e qualificada pode ser a chave para enfrentar as ameaças emergentes. Dessa forma, as organizações estarão mais bem preparadas para garantir uma proteção eficiente e ágil diante dos desafios futuros”, conclui Ricardo Ferreira.

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