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Gartner diz que 76% das transformações logísticas não atendem métricas

Os resultados da pesquisa mostraram que responder efetivamente à resistência da equipe e incorporar feedback aumentou as chances de sucesso da transformação em 62%

Gartner diz que 76% das transformações logísticas não atendem métricas

De acordo com uma nova pesquisa do Gartner, 76% das transformações logísticas nunca são totalmente bem-sucedidas, deixando de atender às métricas críticas de orçamento, cronograma ou indicador-chave de desempenho (KPI). Em um momento em que os líderes de logística estão lançando regularmente novas iniciativas de transformação, os resultados da pesquisa também mostraram que responder efetivamente à resistência da equipe e incorporar feedback aumentou as chances de sucesso da transformação em 62%.

“Os líderes geralmente respondem à resistência aumentando a urgência e adotando um estilo de liderança diretivo, que não é apenas ineficaz, mas na verdade contraproducente”, disse Snigdha Dewal, pesquisador principal sênior da prática de Supply Chain do Gartner. “Em vez disso, os líderes devem envolver suas equipes desde o início do processo, abraçar as áreas de resistência como um recurso, não um problema, e agir com base no feedback para adaptar os planos de transformação e como eles são implementados. Colher a sabedoria coletiva de suas equipes pode levar a chances de sucesso dramaticamente melhores”, completou.

A abordagem de urgência predominante, caracterizada por liderança diretiva, envolvimento limitado das partes interessadas e uma mentalidade de “seguir o programa”, levou a uma redução de 47% nas chances de sucesso da transformação

O Gartner entrevistou 306 profissionais de logística de organizações com US$ 500 milhões ou mais em receitas anuais em toda a empresa. A pesquisa global descobriu que mais de 80% dos entrevistados tentaram quatro transformações em menos de cinco anos, com média de quase uma por ano. A resistência à mudança interna desempenhou um papel maior na obstrução do sucesso de suas iniciativas de transformação do que as pressões externas.

Os resultados da pesquisa mostraram que 81% dos líderes de logística acreditam que a transformação é crítica, mas apenas 20% adotaram a abordagem de usar a resistência como um recurso para alavancar a sabedoria coletiva de suas equipes para melhorar os resultados da transformação. A adoção dessa abordagem menos comum melhorou drasticamente as chances de sucesso da transformação em 62%.

A abordagem de urgência predominante, caracterizada por liderança diretiva, envolvimento limitado das partes interessadas e uma mentalidade de “seguir o programa”, levou a uma redução de 47% nas chances de sucesso da transformação. O Gartner calculou que as chances de sucesso da transformação foram determinadas a partir da análise de regressão de ações e mensagens adotadas pelas organizações durante sua transformação logística em relação a suas equipes e seu impacto subsequente nas métricas de sucesso.

“A resistência pode ser produtiva ou improdutiva, mas os líderes devem deixar de ver a resistência como uma barreira para vê-la como uma fonte de insights valiosos e aprender como aproveitá-la”, disse Dewal. “Essa abordagem não apenas melhora os resultados do gerenciamento de projetos, mas também aumenta o moral da equipe e pode ajudar a descobrir novas vantagens competitivas”, afirmou.

Os três principais impulsionadores por trás dessa abordagem de liderança incluem:

Os líderes demonstram escuta: a liderança conhece os objetivos, mas também mantém a mente aberta a mudanças ou evoluções com base no que aprende durante o processo.

As partes interessadas resistentes estão envolvidas: a liderança envolve os membros mais resistentes da equipe para entender melhor os obstáculos no caminho ou para interpretar o apetite de mudança da equipe mais ampla.

Os líderes mantêm uma mentalidade adaptável: A liderança reconhece que as transformações têm muitos contratempos, por isso muitas vezes se concentram em apenas alguns aspectos que serão essenciais. O fracasso pode ser visto como um indicador de onde não concentrar os esforços atualmente.

 

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