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5G completa dois anos no Brasil e tem 589 municípios com tecnologia ativa

Desde 2022, quando a nova tecnologia móvel foi ativada em Brasília, as operadoras de telecomunicações que venceram o leilão têm antecipado as metas estabelecidas pela Anatel

5G completa dois anos no Brasil e tem 589 municípios com tecnologia ativa

Completando dois anos de operação comercial no Brasil em 6 de julho, o 5G já está presente em 589 municípios e acumula 27,9 milhões de acessos: mais de 1 milhão de novos acessos por mês. Desde 2022, quando a nova tecnologia móvel foi ativada pela primeira vez em Brasília, as operadoras de telecomunicações que venceram o leilão têm antecipado as metas estabelecidas, já cumprindo mais de 70% do cronograma de implementação previsto para 2025.

O cronograma da Anatel prevê obrigações de cobertura para o 5G até julho de 2030, aumentando gradualmente o número de cidades atendidas e o número de antenas instaladas. Atualmente, há 5G ativo de pelo menos uma das operadoras em todas as cidades com mais de 500 mil habitantes.

Um levantamento do Conecte 5G indica que menos de 10% dos municípios brasileiros têm leis de antenas em conformidade com a legislação federal. São 501 cidades com leis de antenas alinhadas à Lei Geral de Antenas

“O avanço do 5G já pode ser comprovado com navegações mais rápidas, mas a nova tecnologia tem um potencial maior de transformar outros setores da economia, como agronegócio e indústria. A união de velocidade ultrarrápida, tempo de resposta muito mais veloz e a capacidade de manter um número ainda maior de dispositivos conectados ao mesmo tempo já estão transformando setores econômicos”, afirmou Marcos Ferrari, presidente-executivo da Conexis Brasil Digital.

Algumas dessas aplicações já são realidade, mostrando parte do potencial da tecnologia móvel. A Gerdau, em parceria com a Claro e Embratel, instalou rede privativa 5G na unidade de Ouro Branco (MG), ampliando a digitalização e automação da planta e acelerando a implementação dos conceitos da indústria 4.0, incluindo o monitoramento de ativos e o uso de câmeras de vídeo analytics para acompanhar a produção. Suportada pelo 5G, a Gerdau ampliará os investimentos em veículos autônomos e tele controlados, gêmeos digitais, IoT e Inteligência Artificial.

A TIM instalou uma rede privada de 5G no terminal de contêineres da BTP (Brasil Terminal Portuário), em Santos (SP). A tecnologia 5G possibilitou soluções de monitoramento remoto e em tempo real de equipamentos, guindastes de diferentes portes e atividades. Com isso, a BTP registrou ganhos na capacidade da rede, aumentando de 30MB para 1GB, e na velocidade na troca de informações entre seus equipamentos, reduzindo a latência de 2.000ms para uma performance estável de 15ms.

A Vivo foi responsável pela instalação do 5G no centro de distribuição da Huawei, em Sorocaba (SP). Com essa tecnologia, é possível conectar veículos autônomos autoguiados, empilhadeiras autônomas e câmeras com inteligência artificial, resultando em um aumento de 30% na eficiência operacional e uma redução do ciclo de produção de 17 para 9 horas.

A nova tecnologia também representa avanços para a conexão do usuário. A Algar Telecom é uma das operadoras que utiliza a rede 5G para oferecer banda larga sem fio através da tecnologia FWA, possibilitando a oferta da experiência 5G em alta velocidade em locais onde a infraestrutura de fibra óptica apresenta dificuldades para ser implementada ou não está disponível. A tecnologia foi utilizada no Rio Grande do Sul durante as enchentes que interromperam as conexões.

Legislação de antenas

Até julho de 2030, o 5G deverá estar presente em todas as cidades brasileiras e em mais 1.700 localidades não sedes, conforme o cronograma da Anatel. Além dos investimentos das operadoras – de 2021 (ano do leilão do 5G) a 2023, o setor de telecomunicações investiu R$ 116 bilhões – a expansão da nova tecnologia para essas cidades também depende da atualização da legislação de antenas dos municípios, permitindo a instalação de mais antenas de telecomunicações. O 5G exigirá de 5 a 10 vezes mais antenas do que o 4G.

“Nosso investimento é um dos mais significativos do País, mas em muitas cidades enfrentamos desafios para instalar antenas, que são essenciais para o funcionamento do 5G. As cidades precisam atualizar suas leis municipais para alinhá-las à Lei Geral de Antenas, permitindo um licenciamento mais rápido e simplificado”, destacou Ferrari.

Um levantamento do Conecte 5G indica que menos de 10% dos municípios brasileiros têm leis de antenas em conformidade com a legislação federal. São 501 cidades com leis de antenas alinhadas à Lei Geral de Antenas.

 

 

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