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GenAI pode introduzir nova governança de dados, diz estudo do BCG

De acordo com a pesquisa, tecnologia permite criar rótulos de metadados, anotar informações de linhagem, aumentar a qualidade e aprimorar a limpeza de dados

GenAI pode introduzir nova governança de dados, diz estudo do BCG

O novo estudo do Boston Consulting Group (BCG), intitulado The Solution to Data Management’s GenAI Problem? More GenAI, revela que a Inteligência Artificial generativa (GenAI) tem o potencial de introduzir uma nova perspectiva para a governança de dados, transformando tarefas manuais e tediosas em um processo eficiente e automatizado.

Segundo o levantamento, os algoritmos da GenAI são treinados em vastas quantidades de dados não estruturados – como textos, vídeos, áudios e códigos de programação – e, quando utilizados de maneira estratégica, podem reduzir a carga da equipe de governança, pois são capazes de criar rótulos de metadados, anotar informações de linhagem, aumentar a qualidade e aprimorar a limpeza de dados, além de realizar o gerenciamento da conformidade com políticas e anonimato de informações.

A tecnologia também permite alimentar chatbots, proporcionando uma maneira interativa e conversacional para funcionários explorarem esses aspectos

Contudo, de acordo com o BCG, apesar de cada vez mais empresas de todos os setores estarem aproveitando a GenAI para aprimorar o atendimento ao cliente, personalizá-lo e criar valor ao negócio, elas esquecem de adaptar a sua estratégia, políticas e capacidades para tornar os dados seguros, precisos e disponíveis, o que é essencial para a eficiência de sua aplicação.

Introduzida da maneira correta, a GenAI é capaz de separar informações de privacidade ou propriedade intelectual, por exemplo, além de fazer o trabalho braçal, permitindo que os profissionais da área dediquem tempo a funções estratégicas, criando oportunidades para expandir os negócios.

Assim sendo, o BCG recomenda que os CDOs preparem a base de dados que poderá ser utilizada pela Inteligência Artificial generativa antes de incorporá-la nos processos de governança e gestão de dados da empresa. O estudo aponta seis usos principais da ferramenta no gerenciamento de dados:

Classificação de metadados: a GenAI consegue criar descrições para os dados não estruturados com detalhes como a fonte, direitos de uso aplicáveis e como o conteúdo se relaciona com outras informações. Os metadados permitem que algoritmos cumpram qualquer regulamento, restrição ou política aplicável.

Obtenção da linhagem das informações: a ferramenta pode acelerar a captura e manutenção da linhagem dos dados e, em vez de criar manualmente as informações, as equipes de governança apenas validam o material produzido pela aplicação, otimizando tempo e eficiência.

Curadoria de dados: modelos de GenAI podem acelerar e até mesmo automatizar tarefas-chave, removendo registros duplicados, padronizando formatos, tipos e valores de dados, preenchendo lacunas, entre outras.

Remoção de ruídos: para garantir resultados confiáveis e consistentes dos algoritmos, as companhias podem usar a tecnologia para sintetizar dados e remover “ruído” – informações irrelevantes, corrompidas ou inutilizáveis.

Gerenciamento de conformidade: empresas podem fomentar a conscientização e observância de suas políticas de dados com bases de conhecimento alimentadas por GenAI, que realizam verificações de conformidade e recomendações de ação. A tecnologia também permite alimentar chatbots, proporcionando uma maneira interativa e conversacional para funcionários explorarem esses aspectos.

Anonimação de dados: a GenAI possibilita remover informações sensíveis ou pessoalmente identificáveis dos dados, garantindo confidencialidade e privacidade.

 

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