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Robôs colaborativos estão mudando a área da soldagem

Os cobots não apenas capacitam os soldadores a fazerem mais arte, mas também permitem com que estes profissionais aumentem a própria satisfação no trabalho. 

Robôs colaborativos estão mudando a área da soldagem

Grandes projetos contam com soldadores para unirem e fundirem os metais integrais à estrutura e design. Assim, a soldagem é sinônimo do mundo construído e tem raízes antigas, com os primeiros exemplos por pressão ou forja por volta de 3.000 a. C. Na atualidade, o mercado é grande. De acordo com pesquisa da empresa Fortune Business Insights, o tamanho do mercado global de soldagem foi de USD 20.23 bilhões em 2020 e está projetado para alcançar 28.66 bilhões até 2028.

Assim, com os trabalhos de soldagem sendo cruciais para as comunidades em todo o mundo, a demanda por soldadores deve crescer na próxima década. Segundo a American Welding Society, apenas nos Estados Unidos, até 2026, 336 mil novos profissionais de soldagem serão necessários.

A arte de soldar
A soldagem é mais do que conectar peças de metais. É algo técnico e criativo, exigindo um olho humano treinado e destreza manual para as soldas de metal mais complexas. No entanto, o trabalho em si é de natureza perigosa, exigindo que os soldadores estejam próximos de temperaturas altas, materiais fundidos e fumaça de solda. Este também pode ser repetitivo, envolvendo longas soldas simples ou centenas de soldas idênticas. Por isso, hoje há menos jovens entrando na área da soldagem.

A soldagem é mais do que conectar peças de metais. É algo técnico e criativo, exigindo um olho humano treinado e destreza manual para as soldas de metal mais complexas 

A situação está levando a uma escassez de mão de obra, e à medida que a força de trabalho se aposenta, fica mais difícil atender à demanda. Mas e se os soldadores pudessem encontrar ferramentas melhores para tornar a carga de trabalho mais satisfatória? É aqui que entram os robôs colaborativos.

A evolução da soldagem: o que vem a seguir?
A soldagem automatizada existe há décadas, embora por muito tempo estivesse disponível apenas para casos específicos. No entanto, o mercado geral de cobots de soldagem é substancial. De acordo com a International Federation of Robotics, as aplicações de soldagem representaram quase uma em cada cinco de todas as novas instalações de robôs em 2021 e foram usadas principalmente na indústria automotiva.

Porém, com tantas habilidades envolvidas, substituir completamente os humanos por máquinas de solda automatizadas não é a resposta. A indústria precisa de uma abordagem colaborativa, em que os soldadores trabalhem ao lado de robôs menores.

A Cobots Automação Industrial, parceira da Universal Robots no Brasil, é uma empresa que fornece soluções de robótica e que se destaca no setor de soldagem. De acordo com Marcio Mininel, gerente geral da companhia, os cobots estão de fato revolucionando a atividade de solda.

“Os robôs colaborativos trazem mais flexibilidade, segurança e eficiência para as indústrias. Isso sem contar o fato de que são fáceis de serem programados, sem que sejam necessárias linguagens complexas de programação. Assim, exigem um esforço menor de implantação em comparação com robôs tradicionais. São feitos para se adaptar aos ambientes de trabalho, assumindo soldagens simples e repetitivas, liberando soldadores para que se concentrem em projetos mais complexos que necessitam de experiência e criatividade”, explica.

Neste cenário, portanto, esforços humanos podem ser focados em trabalhos que apenas especialistas podem fazer. Afinal, a soldagem não é apenas atender à demanda de produção. A indústria exige criatividade e habilidades de resolução de problemas para criar resultados de qualidade.

Desvendando a soldagem colaborativa
No entanto, mesmo com a tecnologia amplamente disponível, o uso da automação colaborativa para soldagem tem sido relativamente lento. Quando robôs colaborativos menores foram introduzidos na indústria no início dos anos 2000, a soldagem era considerada uma tarefa difícil para robôs mais leves. Como resultado, a soldagem colaborativa de robôs só começou a se tornar mais difundida nos últimos cinco anos. A adoção tardia é uma questão de conscientização e devido às percepções dos soldadores. Mas na realidade, o principal objetivo é fazer tarefas repetitivas, em vez de assumir o papel artístico.

“Não devemos esquecer que os soldadores se veem como artistas, e com razão, mas uma força de trabalho cada vez menor e uma demanda crescente por habilidades de soldagem significam que o ofício precisa evoluir. Trabalhando de perto com soldadores, estou vendo como a automação pode agregar valor às experiências no trabalho”, afirma Will Healy III, gerente global do Segmento de Soldagem da Universal Robots, empresa dinamarquesa líder na produção de braços robóticos industriais colaborativos.

Iniciando uma evolução na soldagem
A soldagem permaneceu tradicional em muitos aspectos. Agora, diante de uma força de trabalho envelhecida e do baixo número de novos estagiários entrando na profissão, esta indústria tem a oportunidade de combinar forças com a tecnologia cobot. Os especialistas veem a soldagem a arco, MIG e TIG como o primeiro foco para técnicas de soldagem colaborativa, com corte a plasma, retificação e soldagem a laser e a ponto.

Os cobots não apenas capacitam os soldadores a fazerem mais arte, mas também permitem com que estes profissionais aumentem a própria satisfação no trabalho. Além disso, os operadores agora operam os robôs colaborativos ensinando onde soldar e quais são os parâmetros. Assim, ao aliviar a tensão física e a monotonia, os cobots podem ajudar a enfrentar a interrupção da mão de obra na profissão, permitindo que profissionais trabalhem por mais tempo e trazendo talentos mais jovens que estão entusiasmados com a perspectiva de usar a nova tecnologia.

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