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A viagem para o Aeroporto 4.0 é um desafio e a digitalização é o caminho

Os aeroportos do futuro estarão focados em áreas específicas de crescimento e inovação, pois se adaptam não apenas a um novo conjunto de expectativas dos viajantes, mas também às tendências de inovação

A viagem para o Aeroporto 4.0 é um desafio e a digitalização é o caminho

O mundo não está construindo o dobro de aeroportos, mas estamos construindo o dobro de aviões. Os aeroportos do futuro estarão focados em áreas específicas de crescimento e inovação, pois se adaptam não apenas a um novo conjunto de expectativas dos viajantes, mas também às tendências de inovação.

O fato é que é preciso construir um futuro de viagens centrado nos passageiros, baseado em um bom fluxo de Dados, pois os principais aeroportos estão enfrentando ou provavelmente enfrentarão em breve restrições de capacidade de fluxo (transporte terrestre, check-in, verificações de segurança, controles de fronteira, etc.), o que tende a degradar a pontualidade dos voos e a satisfação dos passageiros e das companhias aéreas.

Para contornar este cenário, os aeroportos estão se tornando cada vez mais inteligentes, mas também ecossistemas complexos para otimizar à medida que os dados disponíveis disparam e as expectativas dos passageiros continuam a aumentar. “Por isto, é essencial que os gestores utilizem os recursos de Big Data para entender melhor os processos dos aeroportos e melhorar seu desempenho operacional com eficiência. Assim será possível compreender o fluxo de passageiros em todas as instalações aeroportuárias, que é a base para muitas decisões operacionais e de atendimento ao cliente”, afirma Alexcy Poveda, gerente de Produtos para a Indústria da Genetec para a América Latina.

Segundo ela, a maneira mais lógica de fazer isso é aproveitar os Dados dos processos relacionados aos passageiros para obter as informações de fluxo necessárias para fazer planos melhores, prever gargalos e tomar as decisões corretas em tempo real para garantir que os viajantes tenham uma experiência de primeira classe. “Medindo e monitorando o fluxo, o aeroporto pode identificar caminhos para aumentar a receita ao entender como os passageiros viajam para o aeroporto, estacionam, se deslocam, moram e fazem compras. Hoje, as soluções de segurança, integradas aos sistemas de gestão dos aeroportos, intensificam a digitalização desta empresa e podem fornecer estes dados, facilitando a tomada de decisão”, explica Alecsy.

Em outras palavras, como centros significativos de atividade econômica em todas as principais comunidades do mundo, os aeroportos modernos também são centros de atividade digital em grande escala. Da coleta, processamento e disseminação de informações à segurança cibernética, comércio eletrônico e processamento de informações complexas, a atividade digital dos aeroportos é ilimitada.

Por este motivo, é fundamental considerar os seguintes aspectos:
É necessário acelerar a digitalização por meio de um roteiro estratégico, pois o ecossistema de um aeroporto é complexo, com várias partes interessadas avançando em prioridades tecnológicas muitas vezes independentes. No entanto, a tecnologia nos aeroportos é mais eficaz quando integrada, alinhada e coordenada com os mesmos objetivos. Isso torna um roteiro importante para definir um caso de negócios claro e justificar o investimento em soluções.

A digitalização do aeroporto permite operações sem papel, aprimoramento da consciência operacional e situacional, bem como assegurando maior sustentabilidade e redução de custos. A viagem para o Aeroporto 4.0 é um desafio. A conectividade é agora um ativo estratégico – tão importante quanto a pista.

Os aeroportos posicionados para se beneficiarem mais de seus investimentos serão aqueles que tiverem uma visão de ponta a ponta, considerando como a biometria pode facilitar toda a jornada do passageiro  

Para Alecsy, uma jornada de viagem perfeita exige uma solução biométrica de ponta a ponta, pois sua adoção se acelerou desde a pandemia de Covid-19, à medida que aeroportos em todo o mundo buscam simplificar as operações e atender às novas demandas de passageiros por experiências mais simplificadas e sem contato. Os aeroportos posicionados para se beneficiarem mais de seus investimentos serão aqueles que tiverem uma visão de ponta a ponta, considerando como a biometria pode facilitar toda a jornada do passageiro. “Ao adotar uma abordagem holística habilitada pela automação e integração mais próxima entre os sistemas das companhias aéreas e dos aeroportos, é possível escalar com mais eficiência e minimizar a complexidade, capacitando os passageiros a gerenciar suas próprias viagens biométricas”, explica a executiva da Genetec.

Um ecossistema de aeroporto inteligente
O aeroporto inteligente é um objetivo compartilhado por todos o mercado aeroviário para tornar a experiência do passageiro perfeita. O compartilhamento de Dados é uma realidade em relação às ferramentas operacionais para o desempenho dos processos aeroportuários, mas demanda o intercâmbio de Dados entre todas as partes interessadas do aeroporto a fim de oferecer todos os seus benefícios. “ A tendência é que a troca de dados se generalize e crie uma nova dinâmica de valor e novos serviços para o ecossistema aeroportuário. Chegou a hora de desbloquear o potencial dos dados”, enfatiza Alecsy.

Depois de anos de inovação na indústria aeroportuária, hoje o setor se encontra diante de uma encruzilhada, pois inúmeros aeroportos tiveram projetos de implementação fracassados, promessas não cumpridas e recursos inteligentes que não agregaram valor comercial. Construir com base em sistemas legados de núcleo antigo só leva a parte do caminho. Em algum momento, as limitações serão evidentes e os gestores vão querer tornar seu aeroporto realmente inteligente e verdadeiramente orientado a dados. Isso pode significar se livrar do antigo sistema legado e substituí-lo por uma plataforma moderna, flexível e modular, que permita transição, dimensionamento e desenvolvimento em sincronia com as necessidades em constante mudança.

“A estratégia inteligente do aeroporto deve orquestrar tecnologias modernas (wi-fi, LTE, Nuvem, aprendizado de máquina, análise de dados, IoT, análise de vídeo etc.) de maneira significativa, para melhorar a experiência do passageiro e a eficiência geral das operações”, acredita a executiva da Genetec.

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