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Pesquisa da Abradisti faz um raio-x do mercado brasileiro de distribuição de TIC

Setor faturou R$ 28,1 bilhões em 2021, um crescimento de 14% em comparação aos R$ 24,7 bilhões do ano anterior; este ano a receita deve aumentar 10% e alcançar R$ 31 bilhões

Pesquisa da Abradisti faz um raio-x do mercado brasileiro de distribuição de TIC

O mercado brasileiro de distribuição de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) faturou R$ 28,1 bilhões em 2021, um crescimento de 14% em comparação aos R$ 24,7 bilhões do ano anterior. Para este ano, a expectativa é que a receita alcance R$ 31 bilhões. Estes números fazem parte da pesquisa anual da Abradisti (Associação Brasileira da Distribuição de Tecnologia da Informação), realizada pela IT Data. “Muitas pessoas no mercado diziam que, com o home office, o faturamento iria diminuir, mas eu afirmava que não, pois apesar da pandemia, o mercado corporativo estava e ainda está forte, e as empresas já entenderam claramente que a tecnologia é fundamental e o mercado vai continuar crescendo. A pesquisa mostrou isso, um crescimento de 14% em 2021 e previsão de aumentar 10% este ano”, contou Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data.

Baseada em informações coletadas, a IT Data calcula que o número de revendas esteja em torno de 21 mil com CNPJ, um crescimento de 5% em relação à pesquisa anterior

A IT Data, juntamente com a Abradisti, elaborou um questionário que foi aplicado a todos os associados. As demais empresas que não faziam parte da entidade foram entrevistadas pela IT Data ou foram utilizadas outras fontes de informação. Ao todo, foram levantados os dados de 70 companhias, que representam 90% do mercado de distribuição de TIC no Brasil. A Abradisti possui atualmente 60 associados, dos quais 47 são distribuidores e que respondem por 69% do mercado.

Em um primeiro recorte, olhando somente os distribuidores de TI (grande parte da Comunicação é celular, cujas vendas caíram ano passado), o crescimento foi maior, de 16,3%, saindo de R$ 17,2 bilhões em 2020 para R$ 20,1 bilhões em 2021, com previsão de faturamento de R$ 22,2 bilhões para este ano, um crescimento de 10,4%. “Cloud, IA, toda a parte de Telecom e praticamente todos os setores apresentaram crescimento e contribuíram para este crescimento de 16,3% em 2021”, disse Rodrigues. “Os membros da Abradisti respondem por 85% do faturamento de TI. Em 2018 esse faturamento era de R$ 10,6 bilhões, subiu para R$ 11,9 bilhões em 2019, R$ 13,7 bilhões em 2020, saltou para R$ 20,8 bilhões em 2021, um crescimento de 52%, e a previsão para este ano é de R$ 23 bilhões, um aumento de 10,6%. Em cinco anos, a receita dos associados cresceu 117%”, contou.

Sobre o faturamento dos distribuidores por grupos de produtos, o Hardware respondeu por 47,5% do faturamento em 2021, uma queda ante os 55,2% de 2020. Software respondeu por 6,7%, também uma queda ante os 7,9% do ano anterior; e Cloud participou com 6% do faturamento, ante 5% em 2020. Telecomunicações teve peso de 13% no faturamento, ante 4,2% em 2020.

“Primeiro veio a pandemia, que mudou tudo, em seguida entrou a guerra na Ucrânia; e no Brasil temos eleição este ano. As previsões que tínhamos no começo do ano mudaram. Acredito que os números das previsões são superiores ao que realmente irá acontecer, mas por outro lado temos visto que TI tem sofrido menos que outros setores. Segmentos de bens imobilizados vão cair com certeza, mas a necessidade de TI não vai mudar, a não ser que comecem a fechar empresas por conta de uma recessão. No Brasil, dentro do contexto, apesar de haver uma guerra, estamos com uma inflação mais alta por mais tempo que os outros, assim como juros altos”, disse Marco Chiquie, diretor-geral da Agis Distribuição e presidente do Conselho de Administração da Abradisti.

Revendas

Ainda segundo a pesquisa, as revendas cresceram 11% no ano passado, os distribuidores tiveram aumento de 16% e o mercado de TI também cresceu 16%. Segundo Rodrigues, da IT Data,, o distribuidor, de certa forma, colocou mais foco no corporativo, em novas soluções. Já a revenda tem perfil diverso, desde a pequena loja, a revenda de volume, o VAR, o online etc. e cada uma tem atuação diferente. O VAR cresceu de forma similar aos distribuidores e o mercado de TI. “Em geral, as revendas enfrentaram algumas dificuldades no primeiro semestre do ano passado por conta da pandemia, muitas lojas estavam fechadas e havia a concorrência forte do varejo online”, disse Rodrigues. “Em 2022 as revendas estão querendo um crescimento maior, as lojas abriram e eles estão prestando mais serviços. Por isso, estão esperando um crescimento de 17%. Já os distribuidores e o próprio mercado de TI acham que o setor cresce, mas não tanto. A expectativa é de crescimento de 10%, tanto dos distribuidores quanto o mercado de TI”, completou o executivo.

Ao perguntar apenas aos associados da Abradisti qual o número de revendas com que eles fizeram negócios em 2021, 41% diminuíram o número de parceiros, enquanto 59% aumentaram. Baseada em informações coletadas, a IT Data calcula que o número de revendas esteja em torno de 21 mil com CNPJ, um crescimento de 5% em relação à pesquisa anterior.

Funcionários

Outro foco da pesquisa foi entender o comportamento dos distribuidores em relação aos funcionários. “Hoje, temos cerca de 10,7 mil funcionários nos distribuidores somente no segmento de TIC, um aumento de 6% no número de profissionais contratados em relação a 2021. Especificamente sobre a Abradisti, os membros da associação empregavam 6,1 mil em 2021 e esse número saltou para 7,7 em 2022”, revelou Rodrigues.

Quando perguntado sobre a estratégia em relação aos funcionários nos próximos 12 meses, 74% dos distribuidores que responderam a pesquisa disseram que haverá aumento por conta da maior demanda do mercado, 26% vão permanecer com os números atuais e 0% disseram que haverá redução. Além disso, 19% disseram que haverá melhoria no nível de senioridade dos funcionários, ou seja, haverá a contratação de profissionais mais experientes.

Quanto a adoção do home office, 42% disseram que mais de 60% dos funcionários estão trabalhando a distância e apenas 10% responderam que todos estão trabalhando presencialmente. “Fizemos uma comparação com outras empresas do setor privado em relação ao home office e esses números dos distribuidores de TIC é praticamente o dobro da média adotada no mercado”, afirmou Rodrigues.

“Quem teve oportunidade de acompanhar a primeira pesquisa percebe como o mercado mudou em 12 anos. Já falávamos que os dados são o novo petróleo e isso hoje é incontestável. É impossível fazer negócio, operar no mercado como ele é hoje, sem conhecer os dados e sem uma visão analítica”, comentou Mariano Gordinho, presidente da Abradisti. “No nosso segmento, é vital conhecer o comportamento do mercado e saber, estatisticamente falando, como o mercado está se encaminhando e as tendências”, finalizou.

Serviço
www.abradisti.org.br.

 

 

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