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Pesquisa mostra que 55% dos funcionários são monitorados no trabalho

Em nova pesquisa global do Capterra, a porcentagem brasileira se mostrou mais alta do que em países como Alemanha e Canadá, por exemplo

Pesquisa mostra que 55% dos funcionários são monitorados no trabalho

A maior parte dos trabalhadores brasileiros afirmaram ter suas atividades laborais sob vigilância de suas empresas. É o que mostrou uma nova pesquisa do Capterra, plataforma de comparação de softwares, que entrevistou 706 funcionários e, a partir de suas respostas, descobriu que 55% são monitorados pelos seus empregadores. Na Alemanha esse percentual chega a 22% e no Canadá, 35%. O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 16 de fevereiro, contando com a participação de profissionais de empresas de todo o País.

91% das pessoas ouvidas pelo Capterra disseram que foram avisadas da vigilância, de alguma maneira, por seus empregadores. Apenas 8% dos entrevistados não receberam nenhum tipo de informação sobre o monitoramento

E isso nem parece ser novidade: 40% dos entrevistados brasileiros disseram que sua empresa já utilizava programas de monitoramento de funcionários antes das restrições decorrentes da pandemia de Covid-19. Apenas 15% disseram que a empresa implementou depois do endurecimento das restrições por conta da crise sanitária, quando muitas pessoas migraram para o regime de home office.

As três principais ferramentas de monitoramento usadas pelas empresas brasileiras, de acordo com os trabalhadores, são: Controle de presença (73%), Gerenciamento da carga de trabalho (51%) e Gestão de tempo (47%). “Uma vez que a legislação determina às empresas o controle da jornada de trabalho, parece não surpreender que a principal ferramenta de monitoramento de funcionários esteja relacionada ao controle de presença”, explica Marcela Gava, analista do Capterra responsável pelo estudo.

A maioria dos funcionários que são monitorados acreditam que suas empresas implementaram esse tipo de ferramenta para melhorar a produtividade (56%), o que pode estar conectado à disseminação do uso de softwares de produtividade, que aparecem em segundo e terceiro lugar entre as atividades mais rastreadas.

E, com essa nova maneira de trabalhar, os funcionários se sentiram acuados pela empresa para aceitar o monitoramento? Ao que os dados do Capterra mostram, a maioria (63%) não sentiu nenhum tipo de pressão para aceitá-lo. Empresas brasileiras também optam pela transparência ao comunicar funcionários sobre o monitoramento.

Segundo a pesquisa, informar os empregados da situação é uma etapa importante da implementação do sistema de monitoramento de funcionários, e as empresas têm se mostrado cientes da questão. Isso porque 91% das pessoas ouvidas pelo Capterra disseram que foram avisadas da vigilância, de alguma maneira, por seus empregadores. Apenas 8% dos entrevistados não receberam nenhum tipo de informação sobre o monitoramento. Ainda assim, esse número está abaixo do percentual de países como a França, em que 17% dos funcionários relataram não terem sido avisados do sistema de vigilância.

Serviço
www.capterra.com.br
Estudo completo: www.capterra.com.br/blog/2712/monitoramento-funcionarios

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