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Tokens superestruturados: o que são e como usar?

O mercado de criptos é relativamente novo e vem conquistando cada vez mais visibilidade entre ativos financeiros e na economia global de modo geral. Apesar desse movimento, muitos investidores e pessoas que pretendem entrar nesse mercado costumam se confundir com alguns termos, principalmente quando se trata de tokens. Enquanto as criptomoedas são nativas de seus próprios Blockchains, os tokens são criados e operam em Blockchains já existentes. Nesse segmento se destacam os tokens estruturados e os tokens superestruturados.

Os tokens estruturados são acompanhados de garantias e lastros com os quais o investidor já sabe quando irá receber todo mês – prática conhecida como antecipação de recebíveis. Eles têm vida útil e sua oferta ocorre apenas no mercado primário. Em contrapartida, os tokens superestruturados são soluções de tokenização nas quais o dono do ativo (empresa) tem a oportunidade de ter o próprio token em diferentes modalidades. Isso abre a possibilidade de ofertas no mercado primário e também no mercado secundário (exchanges) tanto no Brasil, quanto na Suíça.

Ao contrário dos tokens estruturados, os superestruturados não têm lucro ou valor pré-fixado, podendo se valorizar de 1% até mais que 10.000%. Nesse ponto, entra a questão da implementação desse sistema e algumas questões devem ser levados em consideração: o compliance e a viabilidade do ativo; os objetivos e como os investidores serão beneficiados; entender as garantias, os lastros e a estruturação do produto até a emissão e a oferta no país ou fora, por meio de comunidades e market markers.

Existem diferentes modalidades de tokens, desde os que representam uma reserva de valor monetário, até os que representam o direito ao uso de um serviço e que em algumas vezes misturam-se de forma criativa na estruturação viabilizando soluções financeiras através de Blockchains. Dessa forma, o dono do ativo capta de forma mais rápida, simples, segura e eficiente; o investidor, por sua vez, tem retornos maiores e acesso a investimentos que realmente podem torná-lo mais lucrativo.

Exemplificando esse mecanismo, existem marketplaces para esse tipo de negociação. A tokenização passa por uma exchange em que os usuários podem negociar, comprar e vender ativos tokenizados, assim como suas criptomoedas. A proposta do marketplace é justamente fornecer esse ambiente no qual o usuário se sinta seguro para distribuir os tokens em diferentes modalidades – tais como primárias e secundárias –, tornando-os acessíveis ao mercado. O objetivo é descentralizar esses ativos, aumentar a liquidez e democratizar o mercado.

Adiante, para garantir a legitimidade da tokenização, os ativos passam por uma avaliação jurídica que determina a viabilidade, a regulação e a modalidade do ativo. Com tudo em ordem, o token é criado e, posteriormente, distribuído aos usuários. A compra e a venda acontecem na plataforma da empresa, que cria uma carteira digital para os investidores realizarem seus saques ou suas negociações.

Portanto, a vantagem de se ter tokens superestrutrados em comparativo aos estruturados é que toda essa estrutura digital será interligada a mercados de fora. As ofertas podem ser feitas no mercado secundário: Brasil, Europa e Ásia. Essa solução possibilita ao proprietário do ativo ter o próprio token em diferentes modalidades, valorizando-se por si próprio.

Por Cassio Krupinsk, CEO da Blockbr.

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Cássio Krupinsk

CEO da Blockbr

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