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Empresas se preparam para força de trabalho híbrida do futuro, revela pesquisa TeamViewer

Os dados revelaram que funcionários com idades entre 19 e 21 anos são os mais favoráveis à adoção de uma rotina de trabalho híbrido depois da pandemia. Na faixa dos 22 aos 37, a preferência tem leve queda, mas ainda se mantém como escolha da maioria

Empresas se preparam para força de trabalho híbrida do futuro, revela pesquisa TeamViewer

Um projeto de pesquisa patrocinado pela TeamViewer, empresa mundial em soluções rápidas e seguras de conectividade remota e tecnologias de digitalização de ambientes de trabalho, mostrou que 75% das empresas ouvidas na sondagem reportaram crescimento em 2020 graças à adoção de tecnologias e ambientes remotos de trabalho, mas agora enfrentam desafios como ‘fadiga do Zoom’, coesão de equipe e colaboração – observando ainda que novas políticas e infraestrutura tecnológica são considerados elementos fundamentais para apoiar a clara tendência que aponta para um ambiente de trabalho híbrido de longo prazo.

De acordo com o levantamento concluído em abril de 2021 com mais de 200 executivos nos Estados Unidos, as empresas já iniciaram o movimento de afastamento de um ambiente de trabalho totalmente remoto para uma força de trabalho híbrida. Mais da metade (52%) dos entrevistados trabalham remotamente, enquanto 30% trabalham em casa, 30% em tempo parcial no escritório e 18% em tempo integral no escritório. Até o final de 2021, 42% esperam continuar remotos, 30% esperam ser híbridos e 29% estarão no escritório/local físico de trabalho. No longo prazo, a mudança de política mais antecipada em 2021 deverá ser a inclusão de um horário híbrido de “2 dias no escritório por semana”.

“Em 2020, as empresas demonstraram uma notável capacidade de crescer e manterem-se prósperas em um ambiente de trabalho remoto”, diz Finn Faldi, Presidente da TeamViewer Américas. “No entanto, se olharmos para além da pandemia, o que vemos agora são empresas remodelando e reconfigurando suas estruturas fundamentais de trabalho para um modelo híbrido com base em tecnologias capazes de conectar com perfeição tanto os funcionários no escritório quanto as equipes remotas, sem importar onde quer que estejam localizados”.

Dos entrevistados, 64% indicaram um desejo de permanecer totalmente remotos desde já, contra 32% que “provavelmente ” o fariam nos próximos dois anos se tiverem a opção de trabalhar remotamente  

Dos entrevistados, 64% indicaram um desejo de permanecer totalmente remotos desde já, contra 32% que “provavelmente ” o fariam nos próximos dois anos se tiverem a opção de trabalhar remotamente.

À medida que a força de trabalho se inclina cada vez mais para arranjos remotos/híbridos, a maioria dos entrevistados concorda que há desafios significativos de tecnologia e processos, incluindo coesão de equipe (13%), colaboração (13%) e gerenciamento da já conhecida fadiga do Zoom (12%). A sondagem também apurou que tecnologias como videoconferência (15%), sistemas de gerenciamento de TI (15%) e ferramentas de segurança de TI (13%) são consideradas as mais importantes para gerenciar tais percalços.

Outra descoberta é que, apesar da pandemia, as empresas têm apostado em novos investimentos em tecnologia para enfrentar as dificuldades. Mais de 69% das companhias participantes da pesquisa afirmaram estar investindo em uma nova arquitetura de nuvem para alimentar uma força de trabalho híbrida com parte dos funcionários remotos e parte fisicamente no escritório.  Além disso, 77% das companhias estão reavaliando a segurança de TI para apoio e manutenção dessa força de trabalho híbrida.

Outras conclusões importantes
 Empresas que retêm talentos têm maior probabilidade de trabalhar remotamente
Funcionários com melhor desempenho e frequentemente promovidos têm 46% mais chances de trabalhar remotamente ao longo de 2021. Da mesma forma, companhias que retêm seus funcionários com melhor desempenho têm 4 vezes mais probabilidade de considerar o trabalho remoto mesmo depois da Covid-19.

 Indústrias adotam locais de trabalho presenciais X híbridos de forma diferenciada
Indústrias dos segmentos de Viagens e Turismo, Imóveis e Varejo estão entre as que mais provavelmente retornarão ao trabalho presencial, enquanto as que favorecem ambientes de trabalho híbridos incluem os setores Governo, Educação e Saúde.

 Maioria das empresas dos EUA incentiva, mas não exige a vacina contra Covid-19
49% das empresas incentivam todos os seus funcionários a se vacinar contra a Covid-19, ao passo que 27% têm incentivado apenas os funcionários no escritório a tomar a vacina. Das companhias em solo norte-americano participantes da sondagem, 12% exigem a vacina e apenas 2% requerem que suas equipes não remotas sejam também vacinadas. Por sua vez, 18% dos funcionários dizem que “deixariam seu emprego” caso o empregador atual os obrigasse a se vacinar.

O estudo da TeamViewer foi realizado entre fevereiro e março de 2021 nos Estados Unidos, em parceria com a empresa independente de pesquisa de mercado TrendCandy Research e a Dynata, fornecedora global de painéis B2B. A margem de erro é de +/- 6,9% com nível de confiança de 95%. No total, foram ouvidos 200 profissionais tomadores de decisão em empresas de diferentes tamanhos organizacionais nos setores de TI, Jurídico, Financeiro, Marketing, RH, Suporte ao Cliente, Vendas e Instalações, entre outros.

E no Brasil?
Segundo pesquisa do Google realizada entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021 pela empresa de consultoria IDC Brasil, a maior parte dos profissionais brasileiros prefere o trabalho híbrido pós-pandemia. No total foram ouvidos 897 colaboradores de empresas nacionais. Destes, 48% ocupavam cargos de gestão, incluindo níveis executivos de liderança C-Level, e 45% atuavam em companhias com mais de 2,5 mil funcionários. Os dados revelaram que funcionários com idades entre 19 e 21 anos são os mais favoráveis à adoção de uma rotina de trabalho híbrido depois da pandemia. Na faixa dos 22 aos 37, a preferência tem leve queda, mas ainda se mantém como escolha da maioria.

Além de sinalizar a preferência do brasileiro pelo trabalho híbrido pós-Covid, a pesquisa revelou os prós e contras do home office. Entre os pontos positivos, os principais destaques são diminuição no tempo de deslocamento (67%), redução de contágio de Covid-19 (57%), rotinas mais participativas (46%), flexibilização de horários (57%). Do total de entrevistados, apenas 3% afirmaram não sentirem qualquer tipo de benefício com o trabalho em modelo home office. Por sua vez, 50% dos entrevistados sentem falta do cafezinho com colegas, 44% preferem reuniões presenciais, 33% gostam da infraestrutura física da empresa, 25% sentem falta do suporte das equipes de TI ou RH e 19% sentem falta dos benefícios do escritório.

A sondagem do Google mostrou ainda o quanto a tecnologia pode impactar positivamente a rotina de trabalho e melhorar a colaboração e a comunicação dentro das equipes. Das empresas entrevistadas, 87% conseguiram resolver problemas e executar tarefas de maneira mais rápida e 79% afirmaram que a tecnologia estimula a inovação. Além disso, 72% dos funcionários de companhias nativas digitais se sentiram mais preparados para trabalhar remotamente e 85% dos profissionais descobriram novas formas de usar as soluções digitais durante o dia a dia. O estudo também aponta que 41% dos participantes informaram sentirem-se mais produtivos durante a pandemia por conta do uso da tecnologia.

Outro dado relevante é que três em cada quatro pessoas que costumam criar documentos compartilhados afirmaram terem se mantido mais facilmente conectadas aos colegas, equipes e demais áreas da empresa no último ano e 87% notaram maior velocidade de resposta das empresas durante a pandemia por conta também do uso de tecnologia. O compartilhamento de documentos, inclusive, impactou enormemente a velocidade de mudança do modelo presencial para o remoto. Não à toa, 72% afirmaram se sentir capacitados a trabalhar remotamente desde o primeiro dia de trabalho remoto e 85% descobriram mais recursos e novas formas de usar a ferramenta durante a pandemia.

“Apesar de ocorrer diariamente das mais variadas e possíveis formas, a Transformação Digital ganhou novo impulso por conta da Covid-19, obrigando o mercado corporativo a se adaptar e reinventar”, afirma Andreas Kiessling, Gerente de Canais e Desenvolvimento de Negócios da TeamViewer para Brasil & América Latina.

Segundo ele, “a pandemia trouxe às empresas um sentimento de urgência, tanto para a salvaguarda de seus negócios e equipes como para a própria sobrevivência como organismo vivo dentro do âmbito mercantil. Nesse sentido, a tecnologia tem sido uma grande aliada dos empresários, desde a transição iniciada no ano passado do escritório físico para o trabalho remoto como o será daqui para frente na transição do home office para o modelo híbrido.”

Também para especialistas, não há dúvida de que o trabalho pós-pandemia será híbrido, flexível e conectado. Eles apontam, porém, que o grande desafio das empresas e trabalhadores será manter e até mesmo maximizar a produtividade em novos espaços. Nesse sentido, a dobradinha 5G + Internet das Coisas (IoT), junto com o uso de tecnologias imersivas como Realidade Aumentada (AR) e Realidade Virtual (VR), deverá impactar profundamente não apenas o ambiente de trabalho do futuro, mas a forma como fazemos negócios, como nos conectamos e como nos inserimos como profissionais e seres humanos dentro dessa nova realidade.

Andreas Kiessling

Finn Faldi

força de trabalho "híbrida" do futuro

TeamViewer

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