
Foi-se o tempo em que uma pessoa tinha somente uma conta bancária durante toda a vida. Uma pesquisa realizada pela Quanto, plataforma pioneira em open banking no Brasil, em parceria com a Constellation aponta que, em um cenário de constante inovação com cada vez mais opções de serviços bancários, a tendência entre os usuários de smartphone no Brasil é manter diversas contas bancárias – com os jovens priorizando fintechs no dia a dia. Ao todo, 16 instituições foram mencionadas pelos entrevistados, incluindo os cinco maiores bancos do País.
Entre os entrevistados, 75% possuem conta em mais de um banco. No geral, 70% têm uma conta em uma fintech e um em cada quatro mudou de instituição financeira no último ano. Apesar da abertura de novas contas, metade dos entrevistados afirma nunca ter fechado uma conta bancária, e a maioria cita como motivo o medo de perder o histórico financeiro – um dado crítico para obtenção de crédito ou financiamentos – com 62% afirmando que preferem o banco digital, mas têm a conta no banco tradicional para manter as informações sobre movimentações financeiras.
“A resistência da maioria dos brasileiro de encerrar sua conta pelo medo de perder seu histórico bancário é compreensível, e reforça a importância do Open Banking. Para solucionar isso, é preciso empoderar o brasileiro para ter domínio dos seus próprios dados de forma confiável e segura, independente do banco que os originou e se ele é cliente ou ex-cliente de uma instituição”, explica Ricardo Taveira, fundador e CEO da Quanto, plataforma de open banking que apoia instituições financeiras na transição para esse novo momento do mercado financeiro.

Nubank se destaca: a instituição é top of mind e como banco com melhor penetração (47%), além de 22% usarem o Nubank como seu banco principal. Entre os novos entrantes, o Inter é o segundo melhor posicionado, com 21% afirmando ter conta no banco, além de ser top of mind para 5% e a conta principal para 6% dos entrevistados.
Mais mudanças a caminho
A chegada da segunda fase do open banking, marcada para começar no dia 15 de julho, deve intensificar ainda mais a concorrência. O CEO da Quanto também destaca que veremos muitas mudanças na maneira como de consumo dos serviços financeiros. “Mais do que só facilitar o compartilhamento de dados, o open banking abre caminho para levarmos os serviços financeiros direto para o ponto de necessidade do cliente, evoluindo a nossa relação com os bancos. Assim, não vamos mais precisar ir até uma agência ou mesmo abrir o aplicativo do banco para conseguir um empréstimo para fazer uma compra, por exemplo”, comenta Taveira, que conclui: “Esse desafio vai gerar ainda mais concorrência, mas vai demandar adaptação de todo o mercado, e a Quanto está trabalhando justamente para facilitar a concretização desse novo cenário”.
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