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Dicas de empresárias para novas empreendedoras

Mulheres compartilham suas histórias e dão conselhos para quem está começando a empreender
Dicas de empresárias para novas empreendedoras

Ano após ano, as mulheres vêm ganhando mais e mais notoriedade no empreendedorismo. Conforme levantamento do Sebrae, em parceria com a Global Entrepreneurship Monitor, no final de 2017 as mulheres com empresas abertas chegavam a quase 24 milhões, sendo que os homens não ficavam muito à frente, com 25,4 milhões de empreendimentos abertos.

Uma das causas do aumento do número de empreendedores no Brasil foi a crise. A necessidade fez com que a brasileira se motivasse a tirar os planos do papel e começasse a seguir um caminho solo. Em março de 2018, as mulheres já representavam 48% dos MEIs, um total de 6,3 milhões. “Esse aumento é muito positivo para o mercado como um todo. As mulheres estão cada vez mais confiantes para realizar seus sonhos e serem suas próprias chefes”, comenta Lars Leber, country manager da Intuit no Brasil.

Duas dessas empresárias são Ana Galante e Anne Galante, irmãs, que abriram juntas há quase onze anos a Srta. Galante, atelier de moda e decoração focada em trabalhos artesanais de tricô e crochê. Elas dividem as tarefas: Anne se dedica à criação das peças e Ana ao trabalho administrativo e de marketing. Atualmente, a empresa conta com mais de oito funcionários e grande parte de sua estratégia é resultado do uso de ferramentas de gestão automatizada e na nuvem, justamente o que o QuickBooks proporciona.

“Começamos a utilizar o sistema quando percebemos que as planilhas eram muito confusas e trabalhosas de fazer por conta das fórmulas, além de não nos apresentarem uma situação detalhada do negócio. Com a profissionalização da gestão financeira, ficou muito mais fácil visualizar e estruturar a empresa, além de facilitar o pensamento estratégico”, diz Ana Galante. Para 2019, a meta da Srta. Galante é expandir ainda mais sua penetração nos estados brasileiros e internacionalizar a marca.

Uma empresária que fez o caminho contrário foi Adriana do Amaral, que começou seu negócio após fazer curso e estágio de confeitaria na França. A Tonká et Noisette nasceu no final de 2017 e formalizou-se como MEI (Microempreendedor Individual) em janeiro do ano passado.

Seu negócio foi crescendo com o tempo e, devido a grandes encomendas e à necessidade de gerenciar uma estrutura de sozinha, Adriana começou a lidar com a gestão financeira de forma mais otimizada. “Três meses depois de ter começado a vender os meus doces, percebi que precisava ter um controle maior, queria saber se estava ganhando ou perdendo dinheiro. Fiz, então, meu fluxo de caixa preenchendo uma planilha bem simples. Depois de semanas completando todos os valores dos meses anteriores, perdi tudo quando meu computador quebrou. Assim, optei pelo Quickbooks, pois era muito mais completo e prático, e ainda consigo salvar todas as minhas informações na nuvem”, conta.

Adriana, que agora pretende contratar seu primeiro funcionário ou conseguir um sócio, comenta que a organização na nuvem foi essencial para a prosperidade que vem enxergando. Mas reforça que nem tudo são flores no início: “É muito fácil pensar em desistir durante todo o processo, principalmente no começo. Não espere ver resultados rápidos e fáceis. Empreender requer muita paciência”.

Esse também é o conselho da Edith Schmidt, fotógrafa profissional que decidiu apostar no seu próprio negócio após trabalhar por mais de 30 anos como designer. “Tive de ultrapassar dois paradigmas: o de ser mulher empresária e o de abrir um negócio depois de tanto tempo de carreira. O caminho é longo para qualquer pessoa, mas as mulheres ainda precisam superar desafios de confiança, tanto internos quanto externos”, comenta.

Para 2019, Edith busca ampliar o número de trabalhos entregues, além de criar um estúdio próprio. “Gerenciar o meu negócio por meio desses aplicativos na nuvem foi um ganho muito importante, pois consigo, inclusive, revisitar os trabalhos antigos, verificar valores cobrados e propor novos. É assim que fidelizo: mostrando que entendo e conheço o meu cliente”, finaliza, finaliza.

Dicas para novas empreendedoras:
Com lugar de fala assegurado, uma vez que ultrapassaram diversos desafios para manter seus negócios, Edith Schmidt, Ana Galante e Adriana do Amaral dão dicas para as mulheres que querem um incentivo para começar seu próprio negócio.

1. Vença a insegurança de começar o próprio negócio.
2. Tenha em mente que o trabalho é 24 horas, sete dias por semana.
3. Mantenha claro o seu objetivo profissional e persiga-o.
4. Aprenda e troque experiências rotineiramente.
5. Busque sempre separar o pessoal do profissional, principalmente quando o assunto é finanças.
6. Organize a gestão financeira o quanto antes, pois o conhecimento a fundo de todas as entradas e saídas fará com que os resultados sejam alcançados mais rápido.
7. Tenha confiança no seu negócio e no seu trabalho, mesmo em meses difíceis.
8. Analise e conheça seus fornecedores, e negocie muito bem com eles.

Adriana do Amaral

Ana Galante

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