Tecnologia

FCamara investe em Machine Learning para a área da saúde

Plataforma inteligente para auditoria médica e aplicativo que promove a saúde através do uso de wearables já estão em fase de desenvolvimento.

Segundo estudo realizado recentemente pelo IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar), em 2017, aproximadamente 20% dos gastos com contas hospitalares das operadoras de saúde do país foram consumidos indevidamente por fraudes e solicitações de exames que não eram necessários. Este número corresponde a cerca de R$28 bilhões.

O aumento dos casos de fraude e a falta de gestão da própria saúde se tornaram oportunidade de negócio

Pensando nisso, a FCamara, empresa brasileira de TI com foco em transformação digital, vem investindo seus recursos em projetos que envolvem Machine Learning e Data Science para solucionar esses problemas recorrentes da área da saúde. Essas soluções estão geralmente relacionadas ao uso da inteligência artificial baseada na ideia de que sistemas podem aprender com dados, identificar padrões e tomar decisões com o mínimo de intervenção humana – automatizando e otimizando processos com base na análise de dados.

De acordo com Kleber Santos, sócio e diretor de negócios da FCamara, o aumento dos casos de fraude e a falta de gestão da própria saúde se tornaram oportunidade de negócio. “Na tentativa de atenuar a grande soma de recursos desperdiçados em situações de perdas por cobranças equivocadas pelos prestadores ou por fraudes, as operadoras têm investido cada vez mais pesado em processos de auditoria médica. O problema é que este processo manual é lento, caro e pouco eficiente. Nossa aposta é que se trata de uma bela oportunidade para usarmos tecnologia de ponta, sobretudo aquelas ligadas à inteligência artificial e ciência de dados”, ressalta Kleber Santos, sócio e diretor de negócios da FCamara.

“Atualmente dentro da empresa temos uma startup focada em criar uma solução que visa reduzir perdas inerentes às fraudes nas operadoras de saúde, automatizando o processo de auditoria de contas médicas através do uso integrado de Data Science e Machine Learning, cobrindo desde o agendamento de exames até a necessidade de alguns procedimentos cirúrgicos. O projeto está sendo desenvolvido em conjunto com alguns parceiros da área da saúde” afirma Joel Backschat, CTO da FCamara.

Ainda relacionado ao combate à fraude, além dessa iniciativa, está sendo desenvolvido paralelamente um projeto que visa reduzir o uso compartilhado de carteirinha e assim combater o uso indevido por outras pessoas que não sejam beneficiárias. “Para isso, estamos criando um sistema de reconhecimento facial que compara o rosto da pessoa que está utilizando o serviço em um determinado momento com todas as outras vezes que esse mesmo indivíduo já usou, prevenindo assim essa prática”, ressalta Leonardo Amorim, desenvolvedor do projeto.

Outro projeto que está em fase de desenvolvimento é relacionado a gestão da própria saúde, impulsionando o usuário a prevenir doenças antes que elas se instalem e incentivando hábitos saudáveis. Segundo Leonardo Amorim, o projeto visa promover a saúde, de forma que os usuários consigam acompanhar diversos indicadores, sincronizando todos os seus dispositivos wearables em uma única plataforma. Como recompensa por um bom desempenho, o usuário poderá ser bonificado com pequenos incentivos, que serão oferecidos em parceria com algumas operadoras de plano de saúde.

Além de fomentar o uso da tecnologia “dentro de casa”, a empresa também agregou valor com o uso de Machine Learning em projetos desenvolvidos para clientes. Ainda no setor da saúde, em um projeto desenvolvido para uma gigante do setor de medicina diagnostica, a FCamara auxiliou no envio dos dados para a nuvem de maneira segura atendendo requisitos tanto de legislação e segurança. “Como a empresa tem um grande fluxo de informações em seu sistema, provenientes das mais de 30 marcas somadas pelo grupo, auxiliamos na criação e desenvolvimento de uma solução robusta de Data Lake para realizar a unificação de todas as informações da empresa que servirão como base para novos sistemas a serem desenvolvidos.” afirma Joel.

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