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56% de executivas de TI abandonam carreiras antes de assumir postos de gerência

Em debate promovido pela CA Technologies, executivas da área discutiram a desigualdade de gênero no mercado de TI
56% de executivas de TI abandonam carreiras antes de assumir postos de gerência

O número de mulheres no mercado de tecnologia que abandonam suas carreiras é o dobro do índice de desistência dos homens no setor. Apesar de 74% das profissionais afirmarem que amam seus trabalhos, 56% deixam o mercado em níveis hierárquicos médios, de acordo com a pesquisa do National Center for Women Information Technology.

Executivas da CA Technologies, Telefônica Vivo, Itaú Unibanco e Cielo compartilharam os desafios que encontraram em suas carreiras por serem mulheres

Apesar de alarmante, o dado é apenas uma comprovação de um fato notório para os profissionais da área, que se mostram – assim como algumas empresas – interessados em mudar este cenário. Mostra disso foi o interesse do público para o debate “Women in Tech – Should I Stay or Should I Go?”, organizado pela CA Technologies e realizado na última terça-feira. As mais de 100 vagas para o encontro se esgotaram em menos de 48h.

O evento reuniu no Campus São Paulo líderes de tecnologia em grandes companhias para um painel sobre a presença de mulheres na TI e as razões que as levam a deixar suas carreiras antes mesmo de alcançar cargos de liderança. Participaram do debate as executivas Alessandra Bomura, CIO da Telefônica Vivo, Andrea Cabeça, Superintendente de Qualidade e Testes do Itaú Unibanco, Ana Paula Milani, Gerente de Qualidade de Software da Cielo, e Aruna Ravichandran, VP de DevOps da CA Technologies.

Ao longo de mais de uma hora de conversa e interação do público, as debatedoras destacaram a importância de contar com uma rede de apoio, seja na empresa, nos amigos ou familiares, e o papel dos mentores e modelos inspiracionais como forma de não deixar com que as mulheres desistam da carreira. Já entre os conselhos para o sucesso, foi mencionado que as profissionais precisam fazer mais networking, tanto entre homens como mulheres.

A representatividade feminina no mercado de trabalho é uma questão que começa nas escolas e universidades. Em 2013, apenas 15,53% das mulheres se matricularam em cursos relacionados à computação, segundo o Censo da Educação Superior. Destas, apenas 13,6% concluíram o curso.

“Na maioria das vezes as meninas não optam por um diploma técnico porque não conhecem as áreas, não conhecem as possibilidades. Portanto, é importante criar essa consciência entre as meninas e convencê-las de que não é um caminho duro. E se um cara pode fazer, uma garota definitivamente também pode”, defende Aruna Ravichandran, nomeada pelo San Jose Business Journal uma das 100 Mulheres mais Influentes no Vale do Silício e uma das Mulheres mais influentes e poderosas de 2016, pelo National Diversity Council. A executiva está baseada no Vale do Silício, que apesar de ser reconhecida como a capital mundial de tecnologia é famosa por ser um ambiente hostil para as mulheres.

Aruna conta ainda que, em um momento de sua carreira, liderava um time de 140 pessoas e se perguntava por que havia tão poucas mulheres no mercado. “Eu ia às Universidades para recrutar mulheres para o meu time, mas não encontrava muitas. Naquele momento eu comecei a abraçar a causa para de fato descobrir como poderíamos criar meninas que seguissem carreiras técnicas”.

A CA orgulha-se de sua história marcada pelo foco na igualdade de gênero, tanto em oportunidades como em salários. Além disso, a companhia busca constantemente oportunidades para impulsionar a mudança do cenário atual no setor de TI. Entre suas ações de responsabilidade social corporativa, a CA apoia mais de 20 instituições focadas na igualdade laboral, incluindo a Associação Nacional de Executivas Femininas e o Instituto Anita Borg, Catalyst e, no Brasil, a PrograMaria e Gerando Falcões, iniciativas que por meio da educação oferecem novas perspectivas à meninas e mulheres no campo da tecnologia.

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