

A Palo Alto Networks, especialista em soluções de cibersegurança, definiu a América Latina como um território estratégico para sua atuação neste ano. A empresa, que atua 100% via canais, quer aumentar a sua presença local e definiu um executivo exclusivo para tocar a estratégia. Edgard Reyeszumeta ficará responsável por liderar a atual equipe que atende a região das Americas e Caribe.
Da receita de US$ 1,4 bilhão fechada no último ano fiscal, 70% vem das Americas, incluindo o Brasil. Sem revelar números locais, Todd Palmer, VP de Canais para Américas na Palo Alto Networks, afirma que o crescimento de clientes foi bem alto. “Mais de 2 mil novos clientes no último trimestre”, diz ele. Por isso, mais do que nunca, a empresa foca em certificar a sua base de parceiros em todas as etapas da venda. Os distribuidores Westcon-Comstor e Arrow ajudarão nessa estratégia.
Palmer, junto com Reyeszumeta, estão em constantes viagens para massificar o Partner Up, evento da empresa voltado aos canais para apresentar produtos e serviços e reforçar o direcionamento da companhia. Serão realizados eventos em 14 cidades das Américas. A iniciativa inclui um engenheiro e equipe de vendas que ministram cursos de um dia sobre a tecnologia da Palo Alto.
Em vias de lançar novas features de seu produto para prover segurança em nuvem pública, a Palo Alto pretende segmentar suas vendas neste ano. Além de governo, vertical que a empresa tem se destacado, a companhia definiu as áreas de Enterprise, SMB e telecom. “A segurança não é mais considerada como solução pontual, ela é hoje estratégica e os executivos já perceberam”, afirma o executivo.
O programa de canal da companhia, o NextWave, divide os parceiros em três níveis (Silver, Gold e Platinum) e oferece, além de um calendário de treinamentos, ferramentas de marketing, registro de oportunidades e um programa de remuneração pautado em melhorias de desempenho.
Inteligência Artificial
Recentemente, a empresa adquiriu a LightCyber, fornecedora de tecnologias de análises comportamentais automatizadas, também voltada ao mercado de segurança digital. O negócio foi fechado por US$ 105 milhões.
A LightCyber tem atuado fortemente no setor de desenvolvimento de capacidades de análises comportamentais automatizadas, usando machine learning para identificar com rapidez, eficiência e precisão ataques e anomalias dentro da rede.
Com a aquisição, a Palo Alto adicionará essa funcionalidade automatizada ao seu portfólio de soluções. Segundo Todd Palmer, a empresa ainda está em fase de integração de operações e portfólios. “Deve durar uns nove meses”, prevê o executivo.

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