Canal de Distribuição

iZettle trabalha para massificar tecnologia de m-payment no Brasil

Fintech sueca cria programa de canal e mira setor de micro e pequenas empresas

Em plena expansão no mundo, o mercado de mobile payment ainda não massificou, mas não está longe disso. Pelo contrário. No Mobile World Congress não faltou especialista para prever que esse setor será uma das novas fronteiras de negócios para as empresas de tecnologia e telecom. O responsável pela próxima onda de crescimento do m-payment é o pagamento com a aproximação do celular à máquina de cartão. Fornecedoras do setor estimam que há hoje mais de 440 milhões de usuários no mundo que usam o celular para pagar contas.

 O próximo passo da iZettle é abrir essa possibilidade ao parceiro brasileiro de desenvolver soluções agregadas, por intermédio da abertura de APIs (Application Program Interface) para esse desenvolvimento

No Brasil, 60% das 4,5 milhões de máquinas distribuídas pelo comércio permitem esse tipo de pagamento e 5% dos celulares em uso no país já contém tecnologia capaz de substituir o cartão nas compras físicas, contabiliza a Associação das Empresas de Cartão (Abecs).

Com a promessa de reaquecimento da economia, as empresas de pequeno porte já começam a investir mais recursos para prover comodidade aos seus clientes. Essa é a base que interessa à iZettle, uma fintech sueca que chegou ao Brasil em 2013 com a meta de transformar a indústria local de pagamentos com cartão. Até então estava presente via canais digitais para vender seus produtos.

Segundo estimativas da empresa, a escala é enorme no Brasil. São milhões de possíveis clientes na chamada base da pirâmide. A empresa, que registrou crescimento de 55% no primeiro semestre de 2016, tem como estratégia atuar em pequenos e micros negócios e para isso criou um programa de canais para incentivar seus revendedores a disseminar o seu produto. Com atualmente 500 atuando em todo o País, a empresa quer ter 1500.

Moreira explica que o mercado consumidor da Europa já passa a demanda soluções que sejam integradas a ERP, sistemas financeiros e contábil. Para isso a empresa conta com os parceiros que podem desenvolver soluções. Segundo ele, o próximo passo da empresa é abrir essa possibilidade ao parceiro brasileiro, por intermédio da abertura de APIs (Application Program Interface) para esse desenvolvimento.

Fábio Moreira, diretor de vendas e parceria da iZettle

O programa divide os parceiros conforme o número de vendas. Até 60, os parceiros são considerados Rep Easy iZettle e Rep Top iZettle, para um maior volume de vendas. Nessa categoria, os parceiros têm remuneração diferenciada e mais benefícios de participação, como produtos para demonstração, por exemplo. “Avaliamos a atuação por trimestre e incentivamos a migração”, pontua Fábio Moreira, diretor de parcerias e vendas da iZettle. O diferencial do programa, segundo ele, é o processo de capacitação, que inclui treinamento online de oito módulos e acompanhamento semanal e mensal.

Empreendedorismo

O perfil de cliente da iZettle é de pequenos e micro empreendedores, como profissionais autônomos. Oferecer a possibilidade de aceitar cartão a esse profissional o coloca em outro patamar de oferta de serviço, afirma Moreira. “Nós vendemos a máquina ao invés de alugar, o que proporciona mais fluxo de caixa e, consequentemente, o seu desenvolvimento”, diz o executivo. A iZettle tem mais de 1 milhão de clientes no mundo e, no Brasil, cerca de 300 mil.

O mote de empreendedorismo também permeia o programa de canal. Além de certificar revendedores, o que já é – na visão da empresa – uma forma de incentivar o empreendedorismo -, a iZettle fechou uma parceria com o Sebrae-SP para capacitar microempreendedores individuais (MEIs) do Estado de São Paulo. Graças à parceria, todos os graduados nas quatro etapas do programa – formalização, cursos de gestão, formação técnica e acesso ao mercado – poderão adquirir as máquinas de cartão da iZettle com desconto e não pagarão taxas no primeiro mês de uso.

“Ser dono do próprio negócio é um sonho e uma necessidade para milhares de brasileiros, mas a maioria dos empreendimentos não sobrevive ao segundo ano de vida. Nosso objetivo com essa parceria com o Sebrae-SP é justamente atacar uma das principais causas dessa falência em massa: a falta de organização nas vendas, no controle de estoque e no fluxo de caixa. Afinal, o MEI não precisa apenas de uma máquina de cartão, ele precisa de um aliado para fazer o negócio acontecer. É aí que a gente entra!”, argumenta Adriana Albuquerque, diretora de parcerias e vendas diretas da iZettle no Brasil.

A iZettle surgiu em 2010 como a primeria mobile payment da Europa. A empresa chegou ao Brasil em agosto de 2013 com uma campanha agressiva oferecendo a máquina de graça para usuários pessoa física ou empresas e atuando como uma facilitadora de pagamento. Hoje vende a máquina em 12 parcelas e cobra taxas de 2,39% no débito e 4,99% no crédito.

O novo lançamento da empresa é um novo modelo de máquina de mPOS cujo diferencial é aceitar pagamentos por aproximação com a tecnologia NFC (Near Field Communications). Batizada de “Maquinão iZettle”, ela é a primeira de mPOS com essa tecnologia no País. Isso significa que seus usuários poderão receber pagamentos pelo serviço Samsung Pay, por exemplo, ou pelo aplicativo Ourocard-e, do Banco do Brasil. A máquina liga em três segundos e sua bateria dura até oito horas.

No ano passado, a empresa disponibilizou no Brasil acesso a uma ferramenta de relacionamento com seus consumidores, que permite coletar os endereços de email dos compradores, formando um banco de dados para ações futuras de marketing do mercador. A ferramenta também está disponível no exterior, em outros mercados onde a iZettle atua.

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