
Conquistar a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA) é um passo estratégico para empresas que atuam no comércio exterior, mas manter esse status tem se tornado um desafio crescente. Com o aumento do volume documental, operações mais complexas e exigências permanentes de conformidade, companhias têm buscado tecnologias capazes de acompanhar suas rotinas aduaneiras em tempo real e reduzir a exposição a riscos regulatórios.
Criado pela Receita Federal, o programa OEA reconhece empresas com alto grau de confiabilidade em seus processos e oferece benefícios como maior agilidade no desembaraço aduaneiro, redução de inspeções físicas e mais previsibilidade logística. Na prática, a certificação permite que cargas tenham prioridade na liberação alfandegária, reduzindo custos e atrasos operacionais. Em contrapartida, exige que as empresas mantenham controles internos rigorosos, documentação consistente e capacidade de demonstrar conformidade contínua.
“Uma empresa certificada pelo OEA precisa comprovar constantemente que mantém processos confiáveis, rastreáveis e em conformidade com a legislação. O desafio é que, à medida que a operação cresce, aumenta também o volume de documentos, fornecedores e processos que precisam ser monitorados”, afirma André Barros, CEO da eComex.
Além da complexidade operacional, o cenário regulatório exige atenção constante. O processo de reavaliação das empresas certificadas tem se tornado mais frequente, ampliando a necessidade de auditoria contínua. Segundo Barros, muitas empresas ainda realizam esse controle por amostragem, o que pode deixar falhas importantes sem identificação. “Pequenas inconsistências entre documentos podem gerar autuações relevantes. Muitas vezes não se trata de fraude, mas de erro operacional. Ainda assim, o impacto para a empresa pode ser significativo, com multas e até a perda da certificação”, diz.
Para responder a esse cenário, a eComex desenvolveu o Veritas, solução baseada em Inteligência Artificial voltada à auditoria documental em operações de importação e exportação. A ferramenta realiza três níveis de validação: verifica a consistência entre documentos, a aderência à legislação vigente e o cumprimento de regras internas definidas pela própria empresa. O processo é feito em tempo real e cobre 100% da operação.
“O principal diferencial está em substituir a lógica de auditoria por amostragem por um acompanhamento contínuo. O Veritas permite identificar falhas antes que elas se transformem em risco regulatório ou impacto financeiro, fortalecendo o compliance aduaneiro de forma prática e escalável”, afirma Barros.
Embora o tema seja especialmente relevante para empresas certificadas no programa OEA, a necessidade de controle documental rigoroso se estende a todo o setor. Para companhias que buscam crescer com mais segurança e previsibilidade em suas operações internacionais, o uso de tecnologia para validar documentos e acompanhar a conformidade tem se consolidado como parte da estratégia de negócio.
Serviço
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