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Zoho desenvolve servidor próprio para reduzir custos de IA em até 30%

O lançamento do Nathu La coloca a Zoho em um grupo restrito de empresas que buscam controlar toda a cadeia tecnológica, do hardware aos aplicativos, frente ao debate sobre soberania tecnológica

Zoho desenvolve servidor próprio para reduzir custos de IA em até 30%

Os investimentos em Inteligência Artificial devem atingir US$ 1,5 trilhão em 2026 e ultrapassar US$ 2 trilhões no próximo ano, o equivalente a quase 2% do PIB mundial, segundo projeções do Gartner. Com a expansão acelerada da tecnologia, empresas de todo o mundo enfrentam um novo desafio: como sustentar o avanço da IA sem elevar na mesma proporção os custos de infraestrutura e energia.

Nesse contexto, a Zoho Corporation anunciou o desenvolvimento do Nathu La, um servidor projetado integralmente pela própria companhia que, de acordo com a empresa, reduz entre 20% e 30% o custo total de propriedade (TCO) e diminui de 12% a 18% o consumo de energia em comparação aos servidores de fabricantes globais atualmente utilizados em seus Data Centers.

“O lançamento do Nathu La está alinhado com nossa visão de construir tecnologia do zero. Ao combinar modelos de IA contextualizados, executados em nossa própria plataforma, agora também em nossos próprios servidores, ampliamos os benefícios de controlar toda a infraestrutura tecnológica”, afirmou Shailesh Davey, CEO da Zoho Corporation.

Inicialmente, o Nathu La será utilizado exclusivamente nos Data Centers da própria Zoho na Índia. A expansão para instalações internacionais está prevista para ocorrer a partir do próximo ano, mas a empresa não informou um cronograma detalhado

O anúncio coloca a Zoho em um grupo ainda restrito de empresas que buscam controlar toda a cadeia tecnológica, do hardware aos aplicativos, em um movimento que ganha força à medida que a Inteligência Artificial pressiona a infraestrutura digital e amplia o debate sobre soberania tecnológica.

No caso da Zoho, a companhia afirma que a economia de energia e custos foi alcançada a partir de três frentes: um sistema de dissipação térmica mais eficiente, a eliminação de componentes desnecessários para suas cargas de trabalho e a simplificação de camadas de firmware e BIOS, reduzindo softwares embarcados considerados excessivos.

O servidor foi desenvolvido em parceria com a Intel e utiliza processadores Intel Xeon 6. A comparação de eficiência foi realizada em relação aos servidores de fabricantes globais atualmente utilizados pela empresa em seus 18 data centers distribuídos pelo mundo, onde são hospedadas as aplicações e serviços oferecidos pela Zoho.

Projetado seguindo os princípios do Open Compute Project (OCP), o Nathu La prioriza modularidade, eficiência térmica e facilidade de manutenção. Com a combinação de software, hardware e infraestrutura próprios, a Zoho espera ganhar eficiência e acelerar o desenvolvimento de aplicações, principalmente as ligadas à Inteligência Artificial.

Primeiro passo rumo à soberania tecnológica

Além dos ganhos operacionais, o projeto também reforça um debate cada vez mais presente na indústria: a busca pela soberania tecnológica.

A Zoho afirma que toda a propriedade intelectual do Nathu La foi desenvolvida internamente e registrada na Índia, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros para atualizações de firmware, auditorias de segurança ou licenciamento.

A empresa já solicitou mais de cinco patentes relacionadas a tecnologias de gerenciamento térmico e arquiteturas de servidores voltadas à redução de custos.

Inicialmente, o Nathu La será utilizado exclusivamente nos Data Centers da própria Zoho na Índia. A expansão para instalações internacionais está prevista para ocorrer a partir do próximo ano, mas a empresa não informou um cronograma detalhado.

Também não há planos, por enquanto, de comercializar a plataforma para outras organizações. A decisão está alinhada à estratégia histórica da Zoho de desenvolver tecnologias proprietárias para uso interno e benefício de seus clientes, sem transformá-las em produtos independentes ou licenciá-las ao mercado. A empresa segue a mesma lógica com a Zia, sua inteligência artificial própria, criada para ampliar as capacidades do ecossistema Zoho e integrada às suas aplicações, em vez de ser oferecida como um agente ou chatbot avulso.

Serviço
www.zoho.com

 

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