
O aumento das exigências regulatórias no Brasil tem reposicionado a gestão de fornecedores como um tema central nas empresas. Pressões ligadas à LGPD, auditorias ESG e às normas do Banco Central para gestão de terceiros ampliaram o risco associado à Cadeia de Suprimentos, levando organizações a revisar processos historicamente tratados como administrativos.
No Brasil, essa demanda começa a se refletir na adoção de plataformas especializadas, como a Deyel Vendor Management, voltadas para a Automação dos processos de compras, a centralização da gestão de fornecedores e à criação de critérios estruturados de avaliação.
“A pressão regulatória mudou completamente o peso desse tema dentro das empresas. Hoje, não ter clareza sobre quem são os fornecedores críticos e quais riscos eles carregam deixou de ser um problema operacional e passou a ser um risco de negócio”, afirma Paulo Cacciari, CEO da Deyel no Brasil.
O movimento ocorre em um cenário em que práticas como contratos vencidos, fornecedores sem avaliação formal de risco e fluxos baseados em e-mail ainda são comuns. A falta de visibilidade sobre terceiros passou a ser vista não apenas como ineficiência operacional, mas como um passivo regulatório e reputacional.
“O setor financeiro não discute mais se vai trabalhar com determinado fornecedor, mas se ele consegue comprovar segurança, governança e processos documentados. Sem isso, a conversa simplesmente não acontece”, afirma André Xavier, CEO da BHS.
Esse contexto ajuda a explicar o avanço global das ferramentas de Supplier Relationship Management (SRM). Segundo projeções da Grand View Research, o mercado global de SRM deve crescer a uma taxa anual de 10,6% até 2030, impulsionado principalmente por demandas de governança e controle de risco.
Avaliação de criticidade entra no radar
Um dos pontos que ganham destaque nesse novo cenário é a classificação de fornecedores por nível de criticidade. Em vez de tratar toda a base de parceiros de forma homogênea, empresas começam a adotar critérios ligados a Compliance regulatório, Segurança da Informação, desempenho operacional e estabilidade financeira para definir prioridades de controle.
Outro fator que impulsiona o tema é a dificuldade de responder às exigências regulatórias com modelos tradicionais baseados em grandes ERPs, frequentemente associados a projetos longos e alto custo de implantação. Nesse contexto, soluções com arquitetura mais flexível passam a ser avaliadas como alternativas para acelerar a estruturação da gestão de terceiros.
“O tempo passou a ser um fator crítico. As empresas precisam responder a auditorias e exigências regulatórias em prazos curtos, e isso expõe a limitação de processos pouco estruturados”, afirma Cacciari.
Com a ampliação do escopo regulatório e o aumento da responsabilização das empresas sobre sua cadeia de terceiros, a gestão de fornecedores tende a ganhar espaço definitivo nas agendas de compliance, risco e governança.
“O fornecedor passou a ser parte direta do risco da empresa. Quem não estrutura esse controle acaba descobrindo a falha quando o impacto já aconteceu”, finaliza Cacciari.

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