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Empresas que miram o mercado corporativo terão mais sucesso este ano, aponta Abradisti

As pesquisas anuais Estudo Setorial e Censo das Revendas mostram que o mercado enterprise vem impulsionando o faturamento do mercado de TIC, enquanto o segmento de consumo está em queda

Empresas que miram o mercado corporativo terão mais sucesso este ano, aponta Abradisti

A Abradisti – Associação Brasileira da Distribuição de Tecnologia da Informação, divulgou na quarta-feira (13/5), durante o 16º Encontro Abradisti, os resultados das pesquisas anuais Estudo Setorial e Censo das Revendas, realizadas pela empresa IT Data. A pesquisa consultou 81 distribuidores (51 associados da Abradisti e 30 que não são sócios) e 1.176 revendas em todo o País, desde representantes comerciais e lojas online, até grandes revendas de valor agregado.

“O mercado brasileiro de TIC cresceu na média 7,1% no ano passado, um pouco mais que os 6% que eram esperados, com destaque para os setores de serviços, finanças, agronegócio e utilities. A expectativa para 2026 é de um crescimento de 8,5%, impulsionado por projetos de IA, cibersegurança, governança, compliance e infraestrutura”, afirmou Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data e consultor da Abradisti. “Os grandes desafios deste ano são a pouca flexibilidade das empresas usuárias em aumentar seus orçamentos de TIC e o aumento de preços previsto para PCs, servidores e storage, por conta da escassez de componentes no mercado”, completou. Some-se a isso a instabilidade geopolítica, a Copa do Mundo e as eleições, que devem tumultuar o mercado.

As empresas que atendem o mercado corporativo, terão mais chances de sucesso este ano, mas aqueles que miram o consumidor final, terão mais dificuldades, por conta do endividamento das pessoas, que chega a 80%

Segundo a pesquisa, as vendas para o governo aumentaram 3% no ano passado. Tradicionalmente, este setor compra mais em ano de eleição. “Se olharmos para os últimos anos, 2014, 2018 e 2022, as vendas foram ótimas neste período de eleições. O governo, em todas as esferas, estão ainda com uma base gigante de Windows 10 que precisa ser atualizada. Dados públicos dão contam que o governo federal tem R$ 7,8 bilhões para gastar com gestão e manutenção e R$ 2,4 bilhões com o governo digital; os estados têm R$ 7 bilhões cada um e os municípios outros R$ 7 bilhões. O total soma R$ 24,2 bilhões para gastar em TIC este ano”, comentou Rodrigues. “Mas começam a ter problemas: quem ganhou licitação no ano passado para entregar este ano, muitos estão preferindo pagar a multa do que entregar e ter um prejuízo ainda maior, por conta do aumento nos preços. Este ano, muitos estão fugindo de vendas para o governo”, contou.

A Abradisti conta com 51 distribuidores de tecnologia, que representam 87% do mercado. O faturamento total dessas empresas somou R$ 38 bilhões no ano passado, um crescimento de 13,5% em comparação a 2024. “Em relação aos distribuidores da Abradisti, 76% disseram que o faturamento em 2025 foi maior. Cada vez mais os distribuidores estão ampliando o portfólio e agregando produtos que não são de TIC, como energia solar, telas, TVs, ar-condicionado, produtos para escritório etc. Quase 30% do faturamento não veio de TIC”, observou Rodrigues. “As empresas que atendem o mercado corporativo, terão mais chances de sucesso este ano, mas aqueles que miram o consumidor final, terão mais dificuldades, por conta do endividamento das pessoas, que chega a 80%”, observou.

Mudança de perfil

O Censo das Revendas, que obteve 1.176 respostas, contou com 626 Revendas de Valor Agregado (53%), 336 Revendas de Volume (29%), 117 Representantes Comerciais (10%), 46 Lojas Virtuais (4%) e 51 revendas de Automação Comercial (4%). O estudo mostra que as Revendas de Volume, que basicamente movimentam caixas, e os Representantes Comerciais, estão cada vez mais se voltando para o mercado corporativo, que exige um nível maior de conhecimento e especialização, seja se tornando uma Revenda de Valor Agregado (VAR) ou se juntando a integradores.

O segmento de VAR deve crescer cerca de 14% este ano, apesar dos baixos gastos do governo. A maior demanda é por cibersegurança, mas estas revendas devem se especializar em infraestrutura híbrida para IA, cibersegurança inteligente (com agentes de IA) e automação de processos críticos. O maior desafio é a escassez de mão de obra, que limita sua expansão (45% planejam contratar funcionários este ano). Uma alternativa é a terceirização de atividades para revendas menores e a contratação de consultores autônomos.

A Revenda de Volume, ainda segundo a pesquisa, é o Canal que mais vem tentando mudar o seu escopo de produtos e serviços. No ano passado, vendeu mais Cloud, cibersegurança e software para reduzir a dependência em hardware. Muitas estão se tornando VAR para focar no mercado corporativo.

Serviço
www.abradisti.org.br

 

 

 

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