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Organizações consideram a IA física como alta prioridade para os próximos três a cinco anos

79% das organizações já utilizam IA física e 27% já implementaram ou escalaram soluções desse tipo e 43% dos executivos estão interessados ​​na IA física como um facilitador da produção nacional em larga escala

Organizações consideram a IA física como alta prioridade para os próximos três a cinco anos

O Instituto de Pesquisa da Capgemini publicou ontem (16/04) o relatório “IA Física: Levando a colaboração humano-robô para o próximo nível” que explora o impacto da IA ​​física na robótica e o valor que ela pode agregar para as empresas. A IA física marca uma mudança na robótica, na transição da automação para a ação autônoma no mundo real. A oportunidade que ela representa é amplamente reconhecida por executivos de diversos setores, desde alta tecnologia (93%) até armazenamento e logística (69%) e agricultura (59%), bem como em todo o mundo: quase três quartos dos executivos nos EUA, e cerca de dois terços na Europa e na região Ásia-Pacífico concordam.

Da experimentação ao impacto nos negócios
A IA física se encontra em um ponto de inflexão à medida que avanços tecnológicos e forças de mercado convergem para acelerar a implantação em larga escala no mundo real. Os avanços em modelos fundamentais equipam robôs com a inteligência necessária para operar de forma autônoma em ambientes complexos, enquanto as tecnologias de simulação reduzem os ciclos de treinamento, o que permite o aprendizado em larga escala.

60% dos executivos acreditam que a IA física permitirá a adoção da robótica em áreas que antes eram consideradas impossíveis ou impraticáveis  

Um ciclo virtuoso emergente de IA-robô-Dados reforça esse progresso, à medida que os sistemas implantados geram dados do mundo real que melhoram continuamente o desempenho e a generalização. Esses ganhos são amplificados por avanços na Computação de Borda (Edge Computing) e baterias, pela queda nos custos de hardware, por novos modelos comerciais como robótica como serviço (RaaS) e por avanços na conectividade, incluindo 5G privado e posicionamento preciso sem fio.

O otimismo é generalizado, com 60% dos executivos que afirmam que a IA física irá viabilizar aplicações robóticas que antes eram impossíveis ou impraticáveis. Os casos de uso abrangem operações perigosas, micrologística, coleta e separação e inspeção de campo, bem como aplicações específicas do setor, como montagem dinâmica na manufatura, suporte à saúde e cuidados com idosos no setor público e avaliação de danos por desastres em seguros.

Apoio à reindustrialização e à resiliência operacional
Com a aceleração dos esforços de reindustrialização na Europa e nos Estados Unidos, a IA física surge como um facilitador fundamental dessa transição. De fato, 43% dos executivos afirmam que a relocalização da produção e a reindustrialização impulsionam cada vez mais seu interesse em IA física como um meio de apoiar a produção em escala, enquanto dois terços das organizações classificam a IA física como uma alta prioridade em suas agendas de Automação para os próximos três a cinco anos. Mais da metade dos líderes empresariais citam os robôs móveis autônomos, braços robóticos industriais e cobots como os formatos de robôs de crescimento mais rápido em suas organizações nos próximos três a cinco anos, bem à frente dos humanoides.

As restrições na força de trabalho são um fator central para o crescente interesse em IA física. Mais do que os custos trabalhistas, o principal fator que impulsiona o investimento em IA física é a escassez de mão de obra, especialmente nos setores de agricultura, varejo, alta tecnologia, armazenamento e logística, e automotivo. Geograficamente, o Japão lidera a priorização da IA ​​física em estratégias de automação, com mais de três quartos dos executivos que a apontam como prioridade para os próximos três a cinco anos, à frente dos EUA.

A IA física também oferece a agilidade necessária para tornar a reindustrialização viável a longo prazo. Quase metade dos executivos identifica a melhora na flexibilidade como um benefício fundamental, e destacam a capacidade de reconfigurar sistemas de produção e fluxos de trabalho mais rapidamente do que com a robótica tradicional ou a automação fixa. Além disso, mais da metade dos executivos destacam as melhorias na Segurança e a redução do esforço físico.

“A IA física marca uma mudança de sistemas que descrevem o mundo para sistemas que podem agir dentro dele. No entanto, a robótica tem um longo histórico de superestimar seu potencial, já que os avanços iniciais criaram expectativas que a tecnologia ainda não conseguia atender”, explica Pascal Brier, diretor de Inovação da Capgemini e membro do Comitê Executivo do Grupo. “O que é diferente hoje não é o hype, mas sim a convergência de IA, Dados e maturidade da engenharia. A oportunidade é real, desde que nos concentremos no que funciona em escala. Implantar a IA física de forma responsável, segura e progressiva será essencial para construir confiança, tendo a segurança desde a concepção, e a transparência e supervisão humana como pilares de uma colaboração sustentável entre humanos e robôs.”

Ampliar a IA física e os robôs humanoides apesar das barreiras persistentes
Quase dois terços dos executivos esperam que a IA física atinja escala – ou seja, que passe de projetos- piloto para implantações em larga escala – nos próximos cinco anos, embora apenas 4% afirmem já operar em escala. Na verdade, a escalabilidade da IA ​​física continua sendo um desafio para quase oito em cada dez executivos, principalmente devido à falta de tecnologia e prontidão operacional.

O crescimento a curto prazo será liderado por formatos de robôs já estabelecidos. Robôs humanoides, apesar de despertarem grande interesse, ainda enfrentam barreiras significativas e continuam sendo uma aposta a longo prazo: 72% dos executivos identificaram imaturidade técnica, como desafios de confiabilidade e destreza, enquanto 63% estão desanimados pelo alto custo e 58% pelos desafios de treinamento. Além disso, mais de seis em cada dez executivos ainda não têm clareza sobre o retorno do investimento (ROI) da adoção de robôs humanoides.

A aceitação social também é uma preocupação, com mais de seis em cada dez executivos que acreditam que a resistência do público será um obstáculo crítico à adoção de robôs humanoides. A opinião pública sobre essa questão varia por região, com 68% dos executivos na França citando a resistência pública como uma barreira, em comparação com 56% na Espanha.

Metodologia do Relatório
Em janeiro e fevereiro de 2026, o Instituto de Pesquisa da Capgemini realizou uma pesquisa global com 1.678 executivos de organizações com receita anual acima de US$ 1 bilhão, em 16 países da América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico, que abrangem 15 setores. Para os setores aeroespacial e de defesa, bem como para o setor governamental e de serviços públicos, o limite foi de US$ 500 milhões. Os executivos entrevistados tinham cargos de diretoria ou superiores.

O Instituto de Pesquisa da Capgemini é o centro de estudos interno da Capgemini sobre tudo o que é digital. O Instituto publica pesquisas sobre o impacto das tecnologias digitais em grandes empresas tradicionais. A equipe se baseia na rede mundial de especialistas da Capgemini e trabalha em estreita colaboração com parceiros acadêmicos e tecnológicos. O Instituto possui centros de pesquisa dedicados na Índia, Singapura, Reino Unido e Estados Unidos.

Serviço
www.capgemini.com/researchinstitute
www.capgemini.com/br-pt
www.capgemini.com/insights/research-library/ai-in-robotics

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