
A Vertex, empresa global de soluções de tecnologia tributária, anunciou sua entrada oficial no Projeto Piloto da Reforma Tributária, iniciativa coordenada pelo Ministério da Fazenda para testar e validar o novo sistema de arrecadação de impostos no Brasil. A companhia integra um grupo restrito de cerca de 500 empresas selecionadas para simular operações relacionadas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), etapa central da reforma.
A participação no projeto coloca a Vertex diretamente no ambiente de testes que dará suporte à futura implementação do novo modelo tributário nacional, permitindo avaliar, na prática, a robustez, escalabilidade e consistência da infraestrutura tecnológica desenvolvida pelo governo.
Para Ana Paula Maciel, diretora de Conteúdo Tributário da Vertex e responsável pelo projeto, a presença na lista oficial do governo é um reconhecimento da maturidade técnica da operação. “Participar do Projeto Piloto é um marco histórico e funciona como um atestado de credibilidade e confiabilidade perante o mercado e o Fisco”, destaca.
Segundo a executiva, a atuação da empresa acontece literalmente na chamada “sala de máquinas”, da Reforma Tributária, cenários complexos e antecipando possíveis gargalos antes da entrada em vigor obrigatória do novo sistema. “O trabalho funciona como uma grande simulação em laboratório, justamente para garantir que a tecnologia suporte o volume e a complexidade das operações brasileiras durante a transição”, explica.
“O nosso papel é justamente identificar pontos de atrito e sinalizar ao governo onde o sistema precisa de ajustes, permitindo correções preventivas antes da obrigatoriedade geral. Nosso trabalho é simular emissões de notas, visualizar débitos, entender a lógica de tomada de créditos, participar de reuniões com comitês responsáveis etc, a fim de minimizar as inconsistências e garantir a aderência à Reforma quando entrar em vigor após a fase de transição”, discorre a especialista.
De acordo com Ana Paula, o aprendizado inicial aponta para um desafio de adaptação, visto que o volume de alterações simultâneas exige atenção redobrada. Apesar do atraso na decisão política de simplificar o sistema, a infraestrutura de dados apresentada pelo governo neste piloto, focado inicialmente na CBS, com previsão futura para o IBS, demonstra um nível de apuração e maturidade tecnológica surpreendente para o estágio atual da legislação, segundo avaliação da executiva.
“Ao avaliar o cenário macro, o nosso entendimento é que, embora o Brasil tenha demorado a iniciar sua Reforma Tributária em comparação aos padrões globais, o aparato tecnológico desenvolvido recupera parte desse tempo perdido”, conclui ela.
Serviço
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