
A Gestão de Riscos de Terceiros (GRT) vive um momento de virada no Brasil. O que antes era uma rotina voltada ao controle e à conformidade tornou-se um pilar estratégico nas agendas de governança, ESG e eficiência operacional. A transformação é confirmada pelo Relatório GRT Trends 2026, estudo conduzido pela Bernhoeft, empresa de consultoria empresarial, entre junho e agosto de 2025, com 212 profissionais de médias e grandes empresas dos setores industrial, de serviços, agronegócio, construção, energia e tecnologia.
O levantamento mostra que 80% das organizações já possuem uma estrutura formal de gestão de terceiros, com políticas e responsáveis definidos, e 82% contam com algum tipo de controle estruturado, seja interno ou apoiado por consultorias especializadas. Além disso, 67% das empresas utilizam sistemas automatizados, 42% integram suas plataformas a ERPs, e 15% já aplicam recursos de inteligência artificial preditiva para antecipar falhas e mitigar riscos.
“O futuro da GRT não será definido por quem controla mais, mas por quem transforma informação em inteligência”, afirma Bruno Santos, CRO da Bernhoeft. Segundo ele, o papel da área está deixando de ser o de fiscalização para se tornar o de orquestração estratégica, unindo dados, tecnologia e pessoas para apoiar decisões corporativas.
Dados e liderança impulsionam maturidade
O estudo revela um salto significativo de maturidade: 60% das empresas estão em estágio intermediário e 18% em nível avançado, com governança consolidada e integração entre áreas como jurídico, RH, compras, engenharia e sustentabilidade. O engajamento da alta direção também cresce, 70% das companhias afirmam que executivos já participam ativamente da agenda de GRT, reforçando seu papel estratégico.
De acordo com o relatório, as empresas mais maduras deixam de se concentrar apenas em conformidade documental para cruzar dados de risco, desempenho e sustentabilidade, transformando o controle em diretrizes claras e acionáveis. A pesquisa aponta quatro movimentos como tendência central para 2026:
Inteligência como nova fronteira: com análises preditivas e dashboards integrando risco, eficiência e propósito;
Modelo híbrido de controle: 32% das empresas já combinam equipes internas e consultorias especializadas;
Foco em eficiência: apenas 32% pretendem aumentar o volume de terceiros, priorizando produtividade e qualidade;
Confiança como ativo de desempenho: o relacionamento entre contratantes e fornecedores passa a ser medido por dados e performance, e não apenas por histórico.
Transformação cultural e vantagem competitiva
Mais do que um sistema de controle, a GRT emerge como um ecossistema de inteligência corporativa. O guia destaca que as empresas que integram pessoas, dados e governança estão transformando a gestão de terceiros em fonte de vantagem competitiva e reputacional.
“Quando dados, pessoas e propósito se unem, o controle deixa de ser obrigação e se torna estratégia”, resume Santos.
Serviço
www.bernhoeft.com.br

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