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A produtividade na manufatura começa e se sustenta no Digital Workplace

O setor de manufatura vive uma pressão que não dá trégua: produzir mais, com menos e sem falhas no percurso. A busca por eficiência e resiliência sempre foi a espinha dorsal da indústria, mas hoje ela se tornou uma urgência estratégica.

No setor de manufatura latino-americano, segundo um estudo que li sobre Transformação Digital, há uma urgência estratégica nesse sentido. Especialmente quando se considera que o investimento estrangeiro direto (IED) na América Latina subiu 7,1% em 2024, atingindo US$ 188,96 bilhões, e que a manufatura representou 43,6% desse total. Neste cenário bilionário, ao contrário do que muitos imaginam, o caminho para o ganho de produtividade não começa nas linhas de produção, mas sim no Digital Workplace.

Quando visitamos fábricas em toda a América Latina, uma realidade aparece de forma repetitiva: a produtividade do chão de fábrica está cada vez mais conectada à qualidade dos serviços digitais que suportam a operação. Isso significa que o suporte ao usuário interno, o atendimento técnico e os field services não são mais áreas de bastidores; são protagonistas da continuidade operacional.

Produtividade é tempo, e tempo não pode parar
Na manufatura, cada minuto conta. Uma máquina parada representa perda. Um colaborador sem acesso ao sistema certo representa atraso. Um ticket não resolvido vira gargalo na produção. Por isso, o foco precisa estar em garantir que qualquer problema (de um acesso bloqueado a uma falha num dispositivo crítico) seja resolvido em menos de 24 horas.

Esse não é apenas um indicador de eficiência técnica, mas uma decisão estratégica. Porque reduzir o tempo de inatividade dos colaboradores significa diminuir custos, proteger margens e, sobretudo, dar previsibilidade ao negócio.

Tenho observado, juntamente com o time da Getronics que, quando o atendimento ao usuário interno é estruturado com SLAs rígidos, Automação Inteligente e equipes de field services capacitadas, o impacto na operação é imediato: menos paradas, perdas ou retrabalho.

Operações que não podem falhar precisam de serviços que não param
Se o impacto de uma fábrica parada é imenso, o impacto de uma fábrica imprevisível é ainda maior. Por isso, a maturidade digital do ambiente de trabalho se torna um fator competitivo. Não se trata apenas de resolver problemas rapidamente, mas de evitá-los.

Disponibilidade contínua, monitoramento proativo e padronização de processos sustentam uma operação que precisa funcionar como um organismo vivo — sempre alerta, sempre preparado, sempre estável.

Automação: do chão de fábrica ao suporte
O segundo movimento essencial para o setor é a Automação. A indústria já avançou muito na Automação das linhas de produção, mas ainda enxergamos um potencial gigantesco na indústria de manufatura para Automação de tarefas administrativas e repetitivas que dificultam o fluxo do dia a dia.

Chatbots internos, RPA, automação de fluxos de atendimento, triagem inteligente de incidentes, correção Automática de falhas simples: tudo isso libera tempo dos times, reduz custos e aumenta a qualidade da operação.

Quanto mais automatizamos o que é repetitivo, mais os colaboradores podem focar em inovação, precisão e continuidade, pilares estes que movem a indústria.

O digital começa nas pessoas
É importante que lembremos que a tecnologia por si só não transforma a manufatura. O que transforma é a capacidade de aplicá-la para que cada colaborador, do operador ao gerente de produção, tenha condições de trabalhar sem interrupções, com autonomia e com o suporte certo no momento exato.

Enxergo, nas conversas que tenho com o meu time na Getronics, uma missão importante do Digital Workplace no mercado de manufatura, que é justamente a de criar ambientes de trabalho digitais que sustentem operações industriais complexas, resilientes e preparadas para o futuro.

Porque, no fim das contas, produtividade não é apenas produzir mais. Produtividade é garantir que os sistemas e os dispositivos nunca impeçam as pessoas de serem produtivas, mas, pelo contrário, apoiem-nas enquanto desenvolvem todo o seu potencial estratégico.

Por Rubens Daniel Júnior, diretor de Pré-Vendas para América Latina da Getronics.

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