
O setor financeiro ficou em segundo lugar no ranking global de ataques cibernéticos este ano, atrás apenas da indústria, segundo um relatório divulgado pela Verizon. Foram 3.336 incidentes registrados, sendo 927 com vazamento de dados. O dado reforça a crescente vulnerabilidade de um dos segmentos mais visados por criminosos digitais e explica por que fintechs e instituições financeiras têm buscado soluções inovadoras e proativas de cibersegurança.
É nesse contexto que o Jeitto, aplicativo de crédito e consumo voltado especialmente aos brasileiros das classes C e D, reforçou seu compromisso com a segurança ao implementar um programa de Bug Bounty em parceria com a BugHunt, empresa de cibersegurança pioneira na modalidade no Brasil.
O modelo é baseado na colaboração de hackers éticos, especialistas em cibersegurança que são recompensados por identificar falhas antes que possam ser exploradas por criminosos. A estratégia permite que as empresas testem continuamente seus sistemas, reduzam o tempo de detecção de vulnerabilidades e aumentem a resiliência de seus ambientes digitais.
“Como uma fintech 100% digital, a segurança é um pilar essencial para manter a confiança e se diferenciar no mercado. O Bug Bounty ampliou nossa capacidade de detecção e resposta, trazendo uma inteligência coletiva que complementa auditorias e testes tradicionais”, afirma Fábio Henrique Gallego, diretor de Operações de TI e Segurança do Jeitto.
Segundo o executivo, a iniciativa marca uma evolução na estratégia de segurança da informação da fintech, que passou a adotar um monitoramento contínuo e colaborativo dos sistemas. O programa faz parte do pilar de Detecção e Resposta e se integra a outras iniciativas de AppSec, monitoramento 24×7 e gestão de vulnerabilidades, formando um ecossistema de defesa em camadas.
“O Bug Bounty fortaleceu a cultura interna de segurança e aproximou as áreas de Engenharia, Produtos e Segurança. Hoje, todos enxergam a proteção como responsabilidade compartilhada, o que se traduz em mais confiança para os nossos milhões de clientes”, completa Gallego.
Para Caio Telles, CEO da BugHunt, o case do Jeitto reflete um movimento crescente no setor financeiro, que tem se destacado pela adoção de modelos proativos e colaborativos de segurança digital. “As fintechs têm um papel estratégico nesse processo de transformação. Elas lidam com dados sensíveis e precisam de respostas rápidas e precisas. O Bug Bounty permite que essas empresas estejam um passo à frente das ameaças, com uma comunidade de especialistas testando continuamente seus sistemas”, explica.
Crescimento do Bug Bounty no Brasil
Com a aceleração digital e o crescimento de fraudes e cibercrimes, o modelo de Bug Bounty tem se consolidado como uma tendência entre empresas que buscam fortalecer a segurança de seus sistemas. Apenas no primeiro trimestre de 2025, a BugHunt recebeu mais de 450 relatórios de vulnerabilidades submetidos por especialistas de sua comunidade, composta por mais de 25 mil hackers éticos. No mesmo período, foram distribuídos mais de R$ 250 mil em recompensas, reforçando o papel da segurança colaborativa como ferramenta essencial para a proteção de dados.
“O setor financeiro está amadurecendo no uso do Bug Bounty, e isso mostra o quanto as empresas estão conscientes de que segurança é sinônimo de confiança. Nosso objetivo é ampliar esse movimento e tornar o Brasil referência em cibersegurança colaborativa”, conclui o CEO da BugHunt.
Serviço
www.bughunt.com.br

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